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2008-09-26

Cristãos na Índia: a ferro e fogo


Já tínhamos escrito aqui que o ecumenismo da moderna Índia não era entusiasmante. Mas agora a ver pelas notícias do Asia News as coisa estão assustadores. Até ao Verão passado o país mais perigoso para os cristãos era o Iraque agora é a vez da Índia.
A região crítica é Orissa onde morreram 50 pessoas (maioria cristãos) depois de um líder Hindu ter sido morto no passado dia 23 de Agosto. Alguns milhares de Cristãos fugiram das suas aldeias e encontram-se agora em campos de refugiados. Ataques organizados, igrejas incendiadas. Panfletos distribuídos aos milhares no estado de Karnataka em que os cristãos são ameaçados de expulsão do território indiano ou de conversão à religião mãe que é o hinduísmo sob pena de serem mortos por "bons indianos que assim mostrarão a sua bravura e o seu amor à pátria". Acusações às irmãs de Caridade (fundadas pela Madre Teresa de Calcutá) de sequestro e conversão forçada de crianças...
Esperemos que a União Europeia trate do assunto na cimeira de Domingo.

2009-11-09

O mapa do mundo islâmico

O islamismo está em segundo lugar, a seguir ao Cristianismo, entre as religiões mundiais, mas muitas pessoas ainda acreditam que a população mundial está concentrada principalmente no Próximo Oriente e Norte de África. Um relatório credível explora isto e outras crenças populares.

POPULAÇÃO MUÇULMANA POR REGIÕES

As pessoas que advertem acerca da rápida islamização da Europa talvez tenham que emendar as suas ideias em face do relatório do autorizado Pew Forum on Religion and Public Life de Washington.

O relatório com um gráfico da posição do Islamismo no mundo mostra que, com a excepção da Rússia, a presença islâmica na maioria dos países europeus é relativamente pequena. É de notar que 23% da população mundial é muçulmana, mas 60% não vive na origem do islamismo (Próximo Oriente e Norte da África) mas na Ásia, e que no Próximo Oriente e Norte de África a percentagem de Muçulmanos é de 91%.

Na Europa, os 4 milhões de Muçulmanos representam 5% da população alemã, 3,5m em França 6%,, 1m na Holanda 5,7% e 1,6m em Inglaterra 2,7%. Em contraste a Itália (36.000 Muçulmanos) e a Irlanda (22.000) têm menos de 1% da população, e os 650.000 Muçulmanos da antigamente muçulmana Espanha são cerca de 1%. Os 15.000 muçulmanos de Portugal são só 0,1% da população.

Os países asiáticos com maior população muçulmana são a Indonésia (203m), Paquistão (174m), Índia (161m), Bangladesh (145m), Irão (74m) e Turquia (74m). Estes países juntos somam mais de metade do mundo muçulmano e os únicos países que se lhe assemelham são o Egipto (78,5m) e a Nigéria (78m –50%). A percentagem de Muçulmanos no Níger (15m) e na Somália (9m) e de 98%.

Numa disputa de liderança logo após a morte de Maomé em AD632, os Muçulmanos dividiram-se entre Sunitas e Shiitas. As diferenças actuais entre as seitas incluem questões de autoridade rligiosa, prática, teológica e o papel dos descendentes de Maomé. Não há números exactos de Shiitas e Sunitas, mas a grande maioria é Sunita. 68% a 80% dos Shiitas vivem no Irão, Paquistão, Índia e Iraque

Conquanto o relatório dê uma informação preciosa para os que se interessam pela complexidade religiosa no mundo, é omisso em assuntos tais como as áreas relativas de expansão e retracção, e no merecimento de maior atenção internacional de algumas regiões. Não diz nada sobre as potenciais zonas de confronto e conflito.

James Roberts, THE TABLET, 17 de Outubro de 2009 (tradução e resumo por António Alte da Veiga)

2007-07-06

Oriente e Ocidente


A situação dos Cristãos no Iraque é cada vez mais dramática. Descrita nos termos do Arcebispo de Kirkuk, que a vive na pele, pode ser lida aqui. Enfim, brilha uma centelha de esperança: “apesar da total ausência de segurança e da vaga de emigração que varre o país, ainda há esperança, porque, nele, a fé está profundamente enraizada”. Creio que lhes devemos solidariedade - até porque a História mostra que ao lado da mão do mundo muçulmano na opressão dos cristãos do Oriente sempre esteve a do Ocidente. Foi com um amigo, cristão árabe, que comecei a reconhecê-lo.

Falando ainda de Cristãos do Oriente, e citando a mesma fonte vejam a carta circular do mesma instituição sobre os cristãos da Índia, venho a saber que o Governo Indiano não concede vistos a missionários estrangeiros desde 1953 - o que, convenhamos, descontado o amor próprio da nação, não honra nada as tradições de pluralismo e tolerância religiosa da Índia.

Para acabar mais próximo de nós, fique-se a saber que na Turquia, o Supremo Tribunal decidiu não reconhecer o título de “ecuménico” ao Patriarca de Constantinopla - i.e., explicado por quem sabe, retira-lhe qualquer valor ao seu significado para todo o mundo cristão ortodoxo. Muita História a rever para a Turquia poder avançar para o futuro.

2016-03-05

Jesus tinha 2 Pais

Sobre a polémica que  dominou comentários políticos e mediáticos, António Marujo escreveu este  comentário no Diário de Notícias:

A imagem do Bloco sobre Jesus tem um problema constitucional: pode um partido político fazer profissão de fé pública em Jesus Filho de Deus – aquilo em que acreditam os cristãos? Se, por exemplo, um primeiro-ministro se benzesse publicamente, quantos não o censurariam por ameaças à laicidade? António Guterres fê-lo uma vez e foi criticadíssimo (ou seja, um político perde o direito às convicções pessoais, mesmo se tal não ameaça em nada o Estado ou a laicidade).
O BE faz pelo menos duas profissões de fé: em Jesus como Filho de Deus e em Deus-Pai. E tem outro problema: ignora a figura da mãe e refere apenas o tradicional Deus-pai. O que, para muitos cristãos, hoje, é redutor, porque entendem Deus como pai e mãe. O Bloco alia-se, assim, ao cristianismo conservador (também na imagem usada).
A frase não é original, já vários grupos protestantes e católicos a publicaram – ver o BE a imitar cristãos tem graça... E, mais do que ofensiva (o que a frase diz é verdade cristã), a imagem é um desastre de comunicação. Como diz o grupo Rumos Novos, de homossexuais católicos: “Atitudes como [esta] terão sempre o efeito contrário ao pretendido e tornarão mais difícil a integração plena das pessoas de orientação homossexual, criando anticorpos...” E Marisa Matias, a eurodeputada do Bloco, escreveu no Facebook: “Acho que saiu ao lado da intenção que se pretendia. Que foi um erro.”
Seria interessante ver o Bloco preocupado também, por exemplo, em apoiar as crianças cristãs perseguidas só pelo facto de o serem (na Síria, Iraque, Palestina, Índia...). E também seria interessante ver a indignação de tantos católicos voltar-se não tanto contra cartazes com pouca graça mas contra a tirania financeira que despreza as pessoas – filhas de Deus e irmãs umas das outras, como afirma a fé cristã. É porque o Deus dos cristãos deve rir-se imenso com estas birras sem interesse. O que o afligirá mesmo é o sofrimento de tantas pessoas.

Ver aqui o texto original.

2007-06-25

Optimismo ?

Em resposta a um mail que distribuí recentemente sob o título "optimismo", com cópia de uma crónica que relatava uma série de sucessos económicos e tecnológicos em Portugal, recebi o seguinte
comentário:
Resposta a um email que recebi contendo uma crónica de opinião do Jornalista Nicolau Santos, com um apêndice.

«É uma opinião, nada mais. Tão legitima como a contrária. Há quem não tenha motivos para estar optimista. Principalmente, quando as pessoas perdem qualidade de vida, por muito que se esforcem para verem outras coisas, a luta pela sobrevivência, o ter que vender a casa que já estava metade paga, o risco de perder o emprego e com filhos para sustentar, não deixa ver os optimismos. É neste país que vivemos, uns absurdamente bem, outros nem por isso.
O Autor desta crónica, tem um ordenado acima da média dos portugueses, entre outras coisas. Quanto à desonestidade de quem vê só o lado negativo, é igual a quem só vê o lado positivo.
A grande questão é que quando a sobrevivência das pessoas não está assegurada e se vê "jobs" distribuídos a amigos que acumulam cargos em série e o desemprego aumenta, a revolta surge e não temos tempo para optimismos. Refilamos,ainda bem, é sinal que estamos vivos. Quem tem a sorte de ver optimismos, continue no Oásis, que nós vimos já.»

Estou totalmente de acordo com a afirmação de que é tão desonesto ver SÓ o lado negativo como ver SÓ o lado positivo e reconheço a verdade dos maus exemplos portugueses apontados. Já o comentário de que o autor do texto que eu copiei no meu anterior e-mail tem um ordenado acima da média dos portugueses, é um absurdo. Só vale a pena comentar se o texto diz verdades ou falsidades. Também tenho plena consciência que não vivo num Oásis.

Copio seguidamente outra notícia que vi na revista "Visão":
«Portugal é uma democracia consolidada e goza de uma estabilidade invejável, existindo apenas 15 países em melhor posição. Esta é uma das conclusõess que se podem retirar do último ranking de Estados falhados, elaborado pela revista "Foreign Policy" e pelo Fund for Peace, uma organização não governamental com sede em Washington DC que se dedica à resolução e prevenção de conflitos. A classificação é feita com base em 12 indicadores sociais, económicos, políticos e militares e a lista inclui 177 países (dos piores para os melhores):
1 - Sudão
2 - Iraque,
3 - Somália
4 - Zimbabué
5 - Chade
20 - Timor Leste
38 - Guiné-Bissau
53 - Angola
62 - Rússia
62 - China
66 - Cabo Verde
77 - São Tomé
81 - Moçambique
110 - Índia
117 - Brasil
153 - Espanha
154 - Alemanha
160 - EUA
162 - PORTUGAL
177 - Noruega»

Esta lista foi feita por pessoas que ganham, seguramente, mais que a média portuguesa, mas o que interessa é mostrar que não estamos assim tão mal. Mesmo que estivéssemos no lugar da Noruega, não teríamos ainda alcançado a perfeição e teríamos que continuar a esforçarmo-nos por melhorar. Enquanto que o pessimismo é um estado de espírito negativo que tende a paralisar-nos, o optimismo é um estado de espírito positivo que nos faz sentir mais felizes e tende a tornar-nos combativos para melhorar. Estou empenhado, neste espaço, a só indicar os lados positivos, para contrabalançar os que só vêm o mal e contribuir para o bem-estar das pessoas. Nunca há motivos para não ser optimista.