Dizia um autor da Idade Média que tinha visto mais longe porque era como um anão aos ombros de gigantes. Hoje, os pontos de vista que temos sobre a crise da Europa (e a de Portugal) são normalmente a de anões. Vejamo-la então aos ombros de um gigante, o ex-chanceler alemão que assim falou no passado dia 4 de Dezembro de 2011 no congresso do SPD.Excertos:
"Há muito que para mim, em primeiro e em segundo lugar, se encontram as tarefas e o papel da nossa nação no indispensável âmbito união europeia."
"num futuro próximo a Alemanha não será um país “normal.” Já que contra isso está a nossa carga histórica enorme mas única."
"Com isto já estou no centro do complexo tema do meu discurso: a Alemanha na Europa, com a Europa e pela Europa."
"Churchill, Jean Monnet, Adenauer e de Gaulle ou também Gasperi e Henri Spaak não agiram de forma nenhuma por idealismo europeu ... agiram no juízo realista da necessidade de impedir uma continuação da luta entre a periferia e o centro alemão."
"o interesse estratégico a longo prazo dos estados europeus na sua cooperação integradora ... [que] aumentará em importância cada vez mais ... não está amplamente consciencializado pelas nações. "
"o interesse estratégico a longo prazo dos estados europeus na sua cooperação integradora ... [que] aumentará em importância cada vez mais ... não está amplamente consciencializado pelas nações. "
Texto integral do discurso aqui.
Helmut Schmidt: A Alemanha na e com a Europa