2006-07-07

Eco do Evangelho de Domingo, 9 de Julho

Mc.6,1-6.
E partiu dali. Foi para a sua terra, e os discípulos seguiam-no.
Chegado o sábado, começou a ensinar na sinagoga. Os numerosos ouvintes enchiam-se de espanto e diziam:
«De onde é que isto lhe vem e que sabedoria é esta que lhe foi dada? Como se operam tão grandes milagres por suas mãos?
Não é Ele o carpinteiro, o filho de Maria e irmão de Tiago, de José, de Judas e de Simão? E as suas irmãs não estão aqui entre nós?»
E isto parecia-lhes escandaloso.
Jesus disse-lhes: «Um profeta só é desprezado na sua pátria, entre os seus parentes e em sua casa.»
E não pôde fazer ali milagre algum. Apenas curou alguns enfermos, impondo-lhes as mãos.
Estava admirado com a falta de fé daquela gente. Jesus percorria as aldeias vizinhas a ensinar.

5 comentários:

  1. “o factor fé é indispensável mas assim que acontece, o coração de Jesus é propenso a satisfazer os pedidos dos necessitados que se dirigem a ele para que os socorra com o seu poder divino" (João Paulo II - L‘Osservatore Romano de 20-l2-87)

    No Evangelho, os milagres de Jesus estão sempre associados à Fé daquele em que eles se manifestam. É assim com a mulher que sofre de hemorragias e que toca no manto de Jesus e a quem Ele diz: "mulher a tua fé te salvou" (Mt 9, 20-22; Mc 5, 34 e Lc 3, 48). Tam bé assim acontece com o cego Bartimeu que clama "Filho de David, tem misericórdia de mim!" aquem Jesus diz: "Vai, a tua fé te salvou" Mc 10, 46-52) ou, como diz o Evangelho de S. Lucas: "Vê de novo; a tua fé te salvou!" (Lc 18, 42).

    Mas, como lê no Evangelho de hoje, em Nazaré a falta de fé dos locais não permite que Jesus se manifeste através dos seus milagres.

    Assim, é-nos hoje feito um apelo a que reforcemos a nossa fé em Jesus, nosso Salvador.

    Possamos, então, rezar:

    Quando chamei por vós,
    Me respondestes, ó Deus minha justiça!
    Soubestes aliviar-me na angústia,
    Tende piedade de mim, atendei a minha prece.
    (Salmo 4,2).

    Umamigo

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  2. «Um profeta só é desprezado na sua pátria, entre os seus parentes e em sua casa.»

    Porque será? Será porque em sua casa era onde tinha mais gosto de ser ouvido!

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  3. Na impossibilidade de "postar" um comentário em cada dia, não quero deixar de partilhar, através do acrescento de mais este comentário, a minha reflexão à leitura do Evangelho de hoje (Mt 9, 18-26), Segunda-Feira, 10 de Julho (Semana XIV do Tempo Comum), e que nos coloca uma situação em que vale a pena meditar.

    A mulher que se aproxima de Jesus é uma mulher afectada de uma doença que, para a cultura daquela sociedade, era assumida como um estigma de uma alma impura e a qual, segundo a Lei, não podia conviver com as outras pessoas. Era uma proscrita que os outros evitavam para não serem contaminados. Era uma mulher que tinha de viver com o peso da vergonha e do afastamento a que era votada, como uma leprosa.

    Nessa condição, esta mulher não podia mesmo aproximar-se de Jesus para lhe implorar a graça de um milagre, pois isso seria denunciar a sua impureza, o que lhe valeria a condenação imediata e o afastamento d’Aquele de quem acreditava poder obter a cura. Por isso, limitou-se a aproximar-se por trás, para que não pudesse ser vista, com a enorme fé de que se ao menos conseguisse tocar as vestes de Jesus, só por tal seria curada. Era um acto de total confiança na pessoa de Jesus, denunciadora de uma fé inabalável. A mesma fé do centurião que, perante a doença do seu servo, diz a Jesus: “Não sou digno que entreis em minha morada, mas basta que digas uma palavra e o meu servo será curado!”

    E, no meio da multidão que o rodeava, Jesus sente esta enorme fé da mulher. Esta, quando Jesus interroga a multidão, vence o seu medo e denuncia-se, correndo o risco de ser escorraçada por essa mesma multidão. Mas Jesus, vendo-a, diz-lhe: “A tua fé te salvou. Vai em paz e fica curada do teu mal!”. Esta sentença de Jesus pode significar a cura da doença, mas também a cura da alma daquela mulher que para os outros era uma impura, uma pecadora.

    É esta confiança em Jesus que todos devemos aprender a viver para sermos dignos do Seu olhar e da Sua misericórdia. E este anúncio das palavras do Evangelho vem dizer-nos, também, que Jesus se preocupa com cada um de nós, mesmo aquele que está escondido entre a multidão, pois Ele vê onde nós não vemos. É aquele Jesus a quem Zaqueu quer ver subindo a uma árvore, porque o quer conhecer, e para quem Jesus, que nunca o tinha visto, pois era a primeira vez que ali passava, levanta os olhos e, vendo-o, chama pelo nome. Jesus conhecia-o sem nunca o ter visto, como conhece cada um de nós. Conhece-nos olhando-nos com os olhos do Seu amor e da Sua infinita bondade e misericórdia.

    Esta passagem da Boa Nova começa também a responder à pergunta dos seus discípulos, no barco depois da tempestade, quando, olhando uns para os outros, se perguntam: “Quem é este homem que manda nas tempestades e acalma o mar?”. O anúncio que nos é feito pela Boa Nova vai-nos permitindo conhecer este homem Jesus para que, assim, possamos acreditar e confiar. Estes são os pilares da nossa fé, fé que nos permite a cura da nossa impureza e a adesão aos valores que Ele nos vem anunciar e que são a essência da nossa vida como cristãos.

    É este, portanto, um desafio essencial de todos nós, cristãos: conhecer Jesus! Para isso, nada melhor do que a leitura atenta dos Evangelhos, a meditação sobre a mensagem que os mesmos encerram e a oração na presença de Jesus, que nos prometeu estar sempre presente quando o invocássemos e a quem podemos pedir com a confiança do centurião “uma só palavra…”. Essa palavra Jesus vai dizê-la no segredo do nosso coração e ela revelar-se-á nas nossas acções.

    Umamigo

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