2007-12-31

Bênção Irlandesa

Caros Amigos do Regador

A todos, áqueles que conheço e àqueles que aparecem neste espaço e connosco partilham a vontade de conhecer melhor Jesus, neste dia último dia do ano quero deixar os meus votos de um Novo Ano cheio de benções dos Céus e com Jesus a iluminar os nossos caminhos. E como recebi por e-mail, enviado pela Teresa Olazabal, uma bênção irlandesa que achei muito bonita, decidi partilhá-la convosco neste espaço, fazendo dela o meu mais sincero voto para todos:

QUE O CAMINHO SEJA BRANDO A TEUS PÉS,
E O VENTO SOPRE LEVE EM TEUS OMBROS...

QUE O SOL BRILHE CÁLIDO SOBRE A TUA FACE,
E AS CHUVAS CAIAM SERENAS EM TEUS CAMPOS.

E ATÉ QUE EU TE VEJA DE NOVO,
QUE DEUS TE GUARDE NA PALMA DA SUA MÃO.

AMEN/ALELUIA!!!

2007-12-29

FAMÍLIA


A Sagrada Família
Michelangelo Buonarotti, c. 1504 (Galleri degli Uffizi, Florença)

VIVA o EVANGELHO de Domingo 30 de Dezembro, Festa da Sagrada Família

Mateus 2,13-15.19-23.

Depois de partirem, o anjo do Senhor apareceu em sonhos a José e disse-lhe:

«Levanta-te, toma o menino e sua mãe, foge para o Egipto e fica lá até que eu te avise, pois Herodes procurará o menino para o matar.»
E ele levantou-se de noite, tomou o menino e sua mãe e partiu para o Egipto, permanecendo ali até à morte de Herodes. Assim se cumpriu o que o Senhor anunciou pelo profeta: Do Egipto chamei o meu filho.
Morto Herodes, o anjo do Senhor apareceu em sonhos a José, no Egipto,
e disse-lhe:
«Levanta-te, toma o menino e sua mãe e vai para a terra de Israel, porque morreram os que atentavam contra a vida do menino.»
Levantando-se, ele tomou o menino e sua mãe e voltou para a terra de Israel. Porém, tendo ouvido dizer que Arquelau reinava na Judeia, em lugar de Herodes, seu pai, teve medo de ir para lá. Advertido em sonhos, retirou se para a região da Galileia e foi morar numa cidade chamada Nazaré; assim se cumpriu o que foi anunciado pelos profetas: Ele será chamado Nazareno.



2007-12-22

VIVA o Evangelho de Domingo 23 de Dezembro

Mt. 1,18-24
Ora, o nascimento de Jesus Cristo foi assim: Maria, sua mãe, estava desposada com José; antes de coabitarem, notou-se que tinha concebido pelo poder do Espírito Santo.
José, seu esposo, que era um homem justo e não queria difamá-la, resolveu deixá-la secretamente. Andando ele a pensar nisto, eis que o anjo do Senhor lhe apareceu em sonhos e lhe disse: «José, filho de David, não temas receber Maria, tua esposa, pois o que ela concebeu é obra do Espírito Santo. Ela dará à luz um filho, ao qual darás o nome de Jesus, porque Ele salvará o povo dos seus pecados.»
Tudo isto aconteceu para se cumprir o que o Senhor tinha dito pelo profeta: Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho; e hão-de chamá lo Emanuel, que quer dizer: Deus connosco.
Despertando do sono, José fez como lhe ordenou o anjo do Senhor, e recebeu sua esposa.

2007-12-20

Eco do Evangelho segundo S. Lucas 1,26-38 - Quinta-feira, 20-12-2007


No Evangelho de hoje dois aspectos me chamaram a atenção: a Fé de Maria que não questiona a vontade de Deus transmitida pelo anjo, e a obediência expressa na resposta: “Eis a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra.”

Quantos de nós teríamos coragem para dizer isto? Quantos de nós seríamos capazes de perante um pedido de Deus (e são tantos aqueles que Ele nos faz mas para os quais somos surdos) termos a fé suficiente para não questionar a Sua vontade?


A minha resposta é, infelizmente, a de que ainda não consegui alcançar esta Graça porque a minha fé não é suficientente forte e perseverante.

Mas, como escrevi uma vez, espero que a Misericórdia do meu Senhor Lhe permita aceitar-me como pecador que sou e, na pela Sua enorme Bondade, conceder-me um dia a Graça de ver mais longe pela inspiração do Espírito Santo que penetrou no meu coração, pelo Sacramento do Baptismo e da Confirmação.

A todos os que comungam da mesma fé, exorto hoje a rezarem dizendo algumas das palavras do Salmo 50:

Compadecei-Vos de mim, ó Deus, pela vossa bondade,
pela vossa grande misericórdia, apagai os meus pecados.
Lavai-me de toda a iniquidade
e purificai-me de todas as faltas.
Porque eu reconheço os meus pecados

e tenho sempre diante de mim as minhas culpas.
Pequei contra Vós, só contra Vós,
e fiz o mal diante dos vossos olhos.
Criai em mim, ó Deus, um coração puro
e fazei nascer dentro de mim um espírito firme.
Não queirais repelir-me da vossa presença
e não retireis de mim o vosso espírito de santidade.
Dai-me de novo a alegria da vossa salvação
e sustentai-me com espírito generoso.
Abri, Senhor, os meus lábios
e a minha boca anunciará o vosso louvor.

Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo.

2007-12-16

Eco do Evangelho do III Domingo do Advento


Jesus, no Evangelho de hoje diz-nos “Ide contar a João o que vedes e ouvis: os cegos vêem, os coxos andam, os leprosos são curados, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam e a boa nova é anunciada aos pobres.”. Mas se o Evangelho é a Palavra viva de Jesus Cristo Ressuscitado, se ela é sempre presente, então não seremos nós os cegos que não queremos ver os sinais que o Senhor nos envia? E não seremos nós os surdos que não ouvimos as suas palavras através dos seus profetas de hoje? E, não seremos também nós os coxos que não queremos caminhar ao encontro daqueles que precisam de nós e ao encontro dos apelos que o Senhor nos faz?

Jesus diz-nos no Evangelho de São Lucas “Esta geração é uma geração má. Ela busca um sinal, mas nenhum sinal lhe será dado, a não ser o sinal de Jonas.” (Lc. 11, 29-32). Mas, no entanto, o Senhor todos os dias nos envia esses sinais e, como dizia no Evangelho de hoje, àqueles que o ouviam “Ide contar a João o que vedes e ouvis”, também hoje nos diz ouvi aqueles que falam por mim, os que falam pelas palavras que o Espírito Santo lhes infunde ou que falam pelas obras que fazem em meu nome.

Só que nós andamos mais atentos aos falsos profetas para os quais o Senhor nos alertou e deixamos passar em claro as palavras e as obras daqueles que são os verdadeiros profetas, palavra que literalmente quer dizer aqueles que falam (feta) por antecipação (pro) ou que anunciam como fez João. E nestes estão os verdadeiros sinais, aqueles sinais que nos permitem ver a grandeza do Senhor mas que constantemente ignoramos.

Oxalá que, neste tempo de Advento, tempo em que voltamos a preparar a vinda do Senhor, comemorando o seu nascimento, sejamos capazes de perceber o seu apelo através dos outros, dos pobres que nos chamam todos os dias, como acontecia com Lázaro à porta do rico (Lc, 16, 19-21). Mas, os sinais também vêm através daqueles que nos fazem perceber que o Espírito Santo está presente no meio de nós, realizando as promessas de Jesus Cristo Ressuscitado. Ainda recentemente tal aconteceu com a ida da Inês para Santo Domingo. E ela também foi capaz de ser profeta, de anunciar e de nos chamar para as boas obras do Senhor.

E nós, onde estamos, quando isto acontece? Porque viramos a cara para não olharmos os olhos dos pobres que nos imploram amor, agasalho, pão, e tantas coisas que podemos dar porque não nos fazem falta? Nem precisávamos de fazer como a viúva que deu tudo o que tinha apesar de saber que dificilmente conseguiria outras moedas, pois já seria bom que dessemos apenas o que nos sobeja. E porque não estamos atentos às palavras e obras dos outros, reconhecendo-as e enaltecendo-as e não, como tantas vezes fazemos, desprezando-as? E porque não nos pomos a caminho para ir ao encontro dos apelos, partilhando o nosso tempo, as nossas palavras, as nossas acções, com aqueles que delas precisam? Se o fizéssemos, Jesus poderia voltar a dizer: os cegos vêem, os surdos ouvem e os coxos andam!

Infelizmente, e eu incluo-me neste grupo de infelizes, perdemos mais tempo a olhar para o espelho para vermos a nossa imagem, preocupando-nos com a riqueza das nossas vestes, com a imagem que queremos que os outros tenham de nós, em lugar de ouvirmos as palavras de Jesus que nos diz para nos fazermos pequenos como o mais humilde dos homens, que o imitemos a Ele que sendo Rei se ajoelhou diante dos seus servos para lhes lavar os pés. E diz-nos, também, que confiemos na sua Providência e partilhemos os nossos bens com aqueles que precisam.

É este um apelo que podemos todos fazer, a nós e aos outros, neste tempo de preparação para a comemoração da vinda do Senhor, como tributo antecipado (profético) à sua grandeza e ao seu Amor por nós que tantas vezes O esquecemos e desprezamos. Saibamos assim reconhecer a sua Misericórdia para com o nosso desamor, o nosso pecado.

Hugo Meireles

2007-12-15

VIVA o EVANGELHO de Domingo, 16 de Dezembro, III do ADVENTO

Mt. 11,2-11.
Ora João, que estava no cárcere, tendo ouvido falar das obras de Cristo, enviou-lhe os seus discípulos com esta pergunta:
«És Tu aquele que há-de vir, ou devemos esperar outro?»
Jesus respondeu-lhes:
«Ide contar a João o que vedes e ouvis:
Os cegos vêem e os coxos andam,
os leprosos ficam limpos e os surdos ouvem,
os mortos ressuscitam e a Boa-Nova é anunciada aos pobres.
E bem aventurado aquele que não encontra em mim ocasião de escândalo.»
Depois de eles terem partido, Jesus começou a falar às multidões a respeito de João:
«Que fostes ver ao deserto? Uma cana agitada pelo vento? Então que fostes ver? Um homem vestido de roupas luxuosas? Mas aqueles que usam roupas luxuosas encontram-se nos palácios dos reis. Que fostes, então, ver? Um profeta? Sim, Eu vo-lo digo, e mais que um profeta. É aquele de quem está escrito: Eis que envio o meu mensageiro diante de ti, para te preparar o caminho. Em verdade vos digo: Entre os nascidos de mulher, não apareceu ninguém maior do que João Baptista; e, no entanto, o mais pequeno no Reino do Céu é maior do que ele.

2007-12-12

Nova tempestade em Santo Domingo



A região de Santo Domingo, onde se encontra a Inês, foi
novamente atingida por uma tempestade tropical. Não é tão forte como o Noel, mas é devastador para uma população que ainda não se recompôs da última tempestade do mês passado.
As agências de informação referem que "Pelo menos sete pessoas morreram na cidade dominicana de Santiago, no norte do país, durante a passagem da tormenta Olga, que fez transbordar uma represa na madrugada de terça-feira, informou nesta quarta o Centro de Operações de Emergência da República Dominicana.
"Oficialmente há sete mortos e 24.500 desabrigados em todo o país, devido ao transbordamento de rios e deslizamentos de terra", explicou o diretor do Centro de Operações de Emergência.

Olga também deixou uma dezena de comunidades isoladas em todo o país, mas Santiago, a segunda cidade do país, enfrentava a situação mais grave, onde pelo menos 2.000 pessoas foram evacuadas de maneira preventiva.
O governador da província explicou que em muitos sectores há pessoas que se refugiaram em cima de árvores e nos tetos das casas."

2007-12-09

Notícias da INÊS

Queridos amigos,

A minha estadia em Santo Domingo já está a terminar… Daqui a 15 dias regresso ao Porto cheia de experiências inesquecíveis, que tenho imensa vontade de partilhar com todos!:)

Depois do choque surpresa da tempestade – em que tudo era urgente e tinha de ser organizado de raiz – começaram a aparecer os frutos do trabalho intenso dos primeiros dias.

Formaram-se redes de solidariedade dentro das comunidades, determinou-se quem eram os afectados (maior parte das ONGs só tiveram em conta os refúgios, mas muita gente afectada e sem casa tinha sido hospedada pelos vizinhos) e pouco a pouco foi-se regularizando a situação.
Aprendi muito nesses dias! Entre outras coisas, descobri como é difícil repartir, quando a ajuda (por mais ginástica que se faça) não chega para todos. Quando a pobreza chega ao extremo de faltarem as condições mais básicas, como se pode decidir quem é o mais pobre e o que mais necessita de ajuda?...

Quero agradecer muitíssimo a todos aqueles que enviaram ajudas!!! Não podem imaginar como fiquei sensibilizada, feliz e orgulhosa de conhecer gente tão boa, que decidiu espontaneamente colaborar neste projecto que já faz parte de mim (porque me dou todos os dias mais um bocadinho), mas que para vocês é um pouco distante! Muito obrigada pelo voto de confiança! Muito obrigada, porque tornaram possível ajudar mais pessoas. Pessoas a quem eu quero muito.

Com o dinheiro foi possível fazer muitas coisas:
- Comprar material para preencher os requisitos básicos de saúde exigidos, para que o consultório do bairro se torne oficial. Isso significa que agora o governo é obrigado a enviar uma vez por semana um médico que dê consulta grátis as pessoas, o que é fantástico!
- Comprar mosquiteiros, medicamentos, cloro e outros materiais básicos de limpeza, acompanhados de reuniões de formação para impedir a propagação de epidemias devido à tempestade (o dengue e a leptospirosis, que tem provocado muitas mortes e também gripes).
- Ajudar no financiamento e na compra de materiais de construção, para casa novas construídas em sítios seguros (fora do leito do rio). Este projecto ainda está em elaboração!
Mais uma vez: OBRIGADA! Fizeram toda a diferença!

Já escrevi tanto que não quero aborrecer-vos muito mais… Mas tenho de contar duas histórias que acho fantásticas! Tenho aproveitado os tempos livres para visitar outras cidades da Republica Dominicana e nessas visitas tive a oportunidade de conhecer 4 mulheres fora de série, que são a prova viva (e tão discreta e simples) de que uma Pessoa pode mudar o mundo!

Duas delas mudaram-se há 20 anos para um campo isolado e no correr desses anos conseguiram mobilizar a comunidade (tudo camponeses muito pobres) para construirem uma escola (cada tijolo foi colocado pelos pais dos futuros alunos). Essa escola é agora considerada uma das melhores da América Latina! Neste preciso momento estão a mudar a vida a 300 alunos que tem a possibilidade de usufruir de uma educação excelente (que diferença em relação a outras escolas dominicanas que eu visitei!) e ter pelo menos uma boa refeição por dia. As regras são exigentes, os professores motivados e os pais têm a obrigação de participar em reuniões de formação e educação! Isto tudo é fruto do trabalho de apenas duas mulheres!

As outras duas também se mudaram para um campo isolado, mas tem um projecto diferente. Ajudaram os camponeses a organizarem-se e a tornarem-se mais produtivos. Um pequeno exemplo foi com a plantação de cebolas. Não percebo nada de agricultura, mas o sistema que estes agricultores usavam para as cebolas, requeria que durante um mês por ano se trabalhasse a transplanta-las para outro campo. Este trabalho estava a cargo de crianças e adolescentes que perdiam 1 mês de aulas… Bastou ajudá-los a criar um método de plantação que não requeria a transplantação para poupar muito dinheiro e, muito melhor, evitar que as crianças trabalhem!

Mas como este exemplo há muitos! Ajudaram as pessoas a serem financiadas pelos bancos para construírem casa com condições, formaram um centro de formação que tem cursos de enfermagem, cozinha, costura, cabeleireiro, etc.… Tudo isto 2 mulheres sozinhas! Imaginem como foi conseguirem ser aceites pela comunidade machista de agricultores que não estavam habituados a aceitar opiniões de mulheres…).

Foi assim que juntei provas irrefutáveis que uma pessoa pode fazer toda a diferença, que se pode mudar o mundo de forma simples, que não é uma impossibilidade que nos esmaga e que está ao alcance das nossas mãos, só é preciso querer esticar o braço!

Também juntei provas que as pessoas podem ser muito boas e solidárias, que se deve promover o sentido de comunidade e que os “pobres” nesse aspecto são mais ricos do que aqueles a quem não lhes falta nada. A razão é que ao partilhar um pão que nos faz falta (muito mais do que passar anos a partilhar festas) se criam laços fortes e duradouros com o outro. E isso é que assegura a felicidade!:)

Um beijo enorme para todos!!!
Inês

Maria, Jesus e João (o baptista)


VIVA o EVANGELHO de Domingo, 9 de Dezembro, II do ADVENTO

Mt. 3, 1-12.
Naqueles dias, apareceu João, o Baptista, a pregar no deserto da Judeia.
Dizia: «Convertei-vos, porque está próximo o Reino do Céu.»
Foi deste que falou o profeta Isaías, quando disse: Uma voz clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas.
João trazia um traje de pêlos de camelo e um cinto de couro à volta da cintura; alimentava-se de gafanhotos e mel silvestre.
Iam ter com ele os de Jerusalém, os de toda a Judeia e os da região do Jordão, e eram por ele baptizados no Jordão, confessando os seus pecados.
Vendo, porém, que muitos fariseus e saduceus vinham ao seu baptismo, disse-lhes: «Raça de víboras, quem vos ensinou a fugir da cólera que está para vir?
Produzi, pois, frutos dignos de conversão e não vos iludais a vós mesmos, dizendo: 'Temos por pai a Abraão!’ Pois, digo-vos: Deus pode suscitar, destas pedras, filhos de Abraão.
O machado já está posto à raiz das árvores, e toda a árvore que não dá bom fruto é cortada e lançada no fogo.
Eu baptizo-vos com água, para vos mover à conversão; mas aquele que vem depois de mim é mais poderoso do que eu e não sou digno de lhe descalçar as sandálias. Ele há-de baptizar vos no Espírito Santo e no fogo.
Tem na sua mão a pá de joeirar; limpará a sua eira e recolherá o trigo no celeiro, mas queimará a palha num fogo inextinguível.»

2007-12-07

Caros amigos

Como a partilha é um dos desafios dos que se dizem cristãos e como tenho tido pouco tempo para o fazer, não quiz deixar de partilhar hoje este texto da mensagem diária enviada pelo EAQ alusivo a esta quadra.

(...)
Queridos leitores do Evangelho Quotidiano “O Verbo fez-se carne e habitou entre nós” – vamos ouvir de novo esta frase ressoar aos nossos ouvidos quando chegar o dia de Natal 2007. Sem esta frase, o nosso trabalho de vos enviar o Evangelho todos os dias seria um mero exercício de uso do correio electrónico… Poderíamos mesmo perguntar-nos se teríamos o direito de vos enviar “textos bonitos”, de vos encher a caixa de correio, fossem eles os textos mais estimulantes, consoladores, suculentos do mundo inteiro. Mas não: o Verbo fez-se carne. E o que vos enviamos é o próprio Filho de Deus feito Palavra, entregue por nós para nossa salvação. O “Menino que nos nasceu”, o “Filho que nos foi dado” é o próprio Deus, o Emanuel que quer estar connosco. E esta é a Boa Nova, este o verdadeiro Evangelho. Começou há dias o Advento, o tempo que a Igreja nos dá para prepararmos a Festa, na alegria, na confiança. São quatro semanas. Podiam ser quatro dias, ou quatro anos. Cada um sabe o tempo de que necessita para abrir o coração e nele acolher o Menino. A Maria, que encarnou uma espera de milhares de anos, bastaram uns minutos para dizer “sim”. E nós? Somos capazes de o dizer? E, depois de acolhermos Jesus, que fazemos com Ele? Guardamo-lo dentro de nós ou partilhamo-lo, anunciamo-lo, desafiamos os nossos amigos a aderirem à aventura de O seguirem? (Uma ideia é oferecermos uma assinatura de EAQ aos nossos amigos…) Neste tempo que vivemos, peçamos a Maria, na solenidade da Imaculada Conceição, que nos ensine a dizer “sim”. Que ela nos mostre também o caminho para levarmos Jesus aos irmãos, tal como ela O levou a Isabel. Com muita amizade e votos antecipados de Santo e Feliz Natal 2007.

A equipa portuguesa do Evangelho Quotidiano Alberto, Berta, Fernanda, José, Maria José, Paula

(...)

2007-12-03

Bonhoeffer chega à edição portuguesa


Foi recentemente publicada pela Assírio e Alvim, na colecção "Teofanias", a tradução portuguesa da Ética de Dietrich Bonhoeffer (teólogo protestante alemão, opositor ao nazismo, condenado e executado em 9 de Abril de 1945) . É um justo tributo. Aquando da visita do Papa Bento XVI a Auschwitz e da sua questão "Onde estava Deus?", um autor italiano lembrava a resistência de Bonhoeffer e do grupo da Rosa Branca e o ódio anti-semita que afinal também fazia parte das nossas raízes cristãs. Acrescentava que o Papa não tinha dito o mais importante, a saber: "Onde estavam os cristãos?" (ver artigo)
Artigo de Guilherme de Oliveira Martins no Centro Nacional de Cultura sobre o livro e o autor.
Poema de W. H. Auden sobre Bonhoeffer pode ser lido aqui.

2007-12-02

60 anos da Igreja da Senhora da Conceição


Integrada nas comemorações dos 6o anos da inauguração da igreja da Senhora da Conceição (ao Marquês, no Porto), realiza-se em 5 de Dezembro, quarta-feira, uma sessão de apresentação de duas edições sobre a história e a simbologia iconográfica desta igreja paroquial.
As obras a apresentar são:

- «Passos da vida de Maria segundo os vitrais da Igreja da Senhora da Conceição», da autoria de D. Carlos Azevedo (que foi pároco daquela comunidade e actualmente Bispo Auxiliar de Lisboa). A apresentação será feita pela Irmã Maria Amélia Costa.

- «A Igreja da Senhora da Conceição no Porto», da autoria de Virgílio Seisdedos.

A apresentação desta obra será feita pela arquitecta Domingas Vasconcelos.

A sessão de apresentação será pontuada com momentos musicais pelo organista Pedro Monteiro e pela soprano Ana Rosa Santos e decorrerá na cripta da igreja.

2007-12-01

Noé


VIVA o EVANGELHO de Domingo 2 de Dezembro, I do ADVENTO

Mt. 24,37-44
Como foi nos dias de Noé, assim acontecerá na vinda do Filho do Homem. Nos dias que precederam o dilúvio, comia-se, bebia-se, os homens casavam e as mulheres eram dadas em casamento, até ao dia em que Noé entrou na Arca; e não deram por nada até chegar o dilúvio, que a todos arrastou.
Assim será também a vinda do Filho do Homem.
Então, estarão dois homens no campo: um será levado e outro deixado; duas mulheres estarão a moer no mesmo moinho: uma será levada e outra deixada.
Vigiai, pois, porque não sabeis em que dia virá o vosso Senhor.
Ficai sabendo isto: Se o dono da casa soubesse a que horas da noite viria o ladrão, estaria vigilante e não deixaria arrombar a casa. Por isso, estai também preparados, porque o Filho do Homem virá na hora em que não pensais.»

2007-11-30

Micro crédito: ao alcance de todos


Vale a pena ver este projecto que o Gabriel nos apresenta:

«O projecto KIVA.ORG possibilita que qualquer pessoa possa emprestar 25 dólares (17 euros) a quem deles precisa para uma pequena iniciativa empresarial. E dessa forma uma pessoa concreta terá uma oportunidade para sair da pobreza.

Este sistema de microcrédito funciona de forma simples: alguém apresenta um projecto de investimento, geralmente bastante baixo, de algumas centenas a meia dúzia de milhares de dólares. Organizações no terreno encaminham esses pedidos para o site onde são dados a conhecer. Quem desejar emprestar escolhe a pessoa a apoiar. Quando atingida a quantia necessária, o empreendedor avança com o seu projecto. Os financiadores receberão notícias regulares sobre o desenvolvimento do investimento e respectivos pagamentos.

No final, quem emprestou pode recolher o financiamento efectuado, ou voltar a emprestar para apoiar outro projecto.(via Público)»

2007-11-24

Arranque da FAVA

Caros amigos!

A F.A.V.A. vai iniciar hoje, Sábado, dia 24.11, entre as 15h00 e as 18h00, as suas actividades deste ano.

Desta vez funcionarão novamente 4 grupos : um semanal, à 2ª feira, e três com reuniões de 3 em 3 semanas, também ao Sábado.

Bom ano de actividades!

E que todos, animados e animadores, aproveitem esta oportunidade de crescimento na Fé, na Alegria, na Verdade e na Amizade!


2007-11-23

CRISTO REI

















Esta é uma das «Maravilhas do Mundo»!

VIVA o EVANGELHO de Domingo, 25 de Novembro

Lc. 23,35-43.
O povo permanecia ali, a observar; e os chefes zombavam, dizendo:
«Salvou os outros; salve-se a si mesmo, se é o Messias de Deus, o Eleito.»
Os soldados também troçavam dele. Aproximando-se para lhe oferecerem vinagre, diziam:
«Se és o rei dos judeus, salva-te a ti mesmo!»
E por cima dele havia uma inscrição:
«Este é o rei dos judeus.»
Ora, um dos malfeitores que tinham sido crucificados insultava-o, dizendo:
«Não és Tu o Messias? Salva-te a ti mesmo e a nós também.»
Mas o outro, tomando a palavra, repreendeu-o:
«Nem sequer temes a Deus, tu que sofres o mesmo suplício? Quanto a nós, fez-se justiça, pois recebemos o castigo que as nossas acções mereciam; mas Ele nada praticou de condenável.» E acrescentou:
«Jesus, lembra-te de mim, quando estiveres no teu Reino.»
Jesus respondeu-lhe:
«Em verdade te digo: hoje estarás comigo no Paraíso

2007-11-22

Caros amigos

O Frei Eugénio veio mais uma vez pedir-me para inserir uma Homilia dele no Regador, o que faço com muito gosto, particularmente pela beleza do seu conteúdo. E não posso deixar de reforçar o apelo que o Frei Eugénio faz no fim da mesma, em nota, para pedir, pelo menos, uma leitura atenta destas palavras cheias de sabedoria.

HOMILIA DO 31.º DOMINGO (4 de Novembro de 2007)

Numa partilha convosco sobre a passagem do Evangelho deste Domingo 5 Luc 19, 1-10), o primeiro elemento que quero pôr em relevo é a vontade firme de Zaqueu de ver Jesus, apesar das dificuldades que tinha de enfrentar.


Zaqueu soube encontrar uma solução. Se não tivesse subido à árvore, não teria visto Jesus.
É preciso uma vontade firme para encontrarmos, pessoalmente, Jesus.

Mas esta atitude exige também coragem, porque nos obriga a uma desinstalação, a ter de deixar a nossa “comodidade”, a rotina agradável, porque este encontro com Jesus far-nos-á alterar os nossos hábitos, as nossas conveniências, as nossas rotinas e, sobretudo… que as nossas vontades, as nossas escolhas, sejam alteradas pela vontade de Jesus e pelas suas escolhas.

É necessário ter coragem para tomar o partido de Jesus. A conversão pede, de facto, uma mudança das nossas vontades, nas nossas escolhas, nas nossas atitudes.

Zaqueu certamente não disse: “Encontrei Jesus, vou-me reformar, vou-me dedicar-me a um voluntariado de ajuda os pobres!". Antes pelo contrário, continuou a trabalhar como chefe dos colectores de impostos da cidade. Todos o conheciam e todos sabiam que tinha prometido publicamente devolver quatro vezes mais a todos os que tinha defraudado e também dar a metade dos seus bens aos pobres.

Se Zaqueu tivesse um cartão-de-visita sobre a mesa do seu escritório de colector, e se em vez de ter “Chefe dos colectores de impostos” pusesse a sua nova condição de convertido, o cartão deveria ter: “Grande ladrão arrependido", pois tal afirmação corresponderia à sua nova realidade interior. Zaqueu tornou-se num convertido-à-maneira-de-viver de Jesus. Teve uma verdadeira conversão, uma verdadeira transformação interior com efeitos bem concretos.

Ora esta mudança tão profunda aconteceu a Zaqueu porque “a salvação entrou na sua casa”, entrou na sua vida. Mas qual salvação? A vida eterna ? O perdão dos pecados ? O Céu? O que entrou em sua “casa” e foi reconhecido por Zaqueu foi o AMOR, o amor de Cristo, o amor à maneira de Jesus, um amor que salva.

O centro deste encontro passa-se dentro de Zaqueu por causa do amor de Jesus que ele reconheceu, e que o tocou ao mais profundo dele mesmo, e que o transformou.

A nossa experiência mostra-nos que uma grande parte das conversões em cristianismo e noutras religiões se deve sobretudo ao medo: medo do pecado, medo do inferno, medo de doenças, medo de punições ou de recriminações, medo a ser descoberto. Ou medo do comunismo, medo do terrorismo… Utilizar o medo é um método que deu e continua a dar muitos resultados. Mas será este o método de Jesus?

Mas o método de Jesus é outro: Ele quer que seja o Amor a converter-nos. A sua maneira de o fazer é em tudo contrária às ideias da nossa “boa sociedade”. Jesus dá valor a pessoas com atributos muito pouco apreciados por nós: cegos, leprosos, pecadores públicos, samaritanos, publicanos. Ele cura-os, não apenas dos seus defeitos exteriores, o que seria já maravilhoso, mas também cura interiormente. Jesus não os desvaloriza devido às suas fraquezas e aos seus defeitos: pelo contrário, toma as suas fraquezas, as suas enfermidades, a sua condição de pecadores e de pecadoras, e transforma-os, porque é a Fé deles em Jesus que os salva, ou seja, eles acreditam no valor do Amor de Jesus. Da mesma forma que aconteceu com Zaqueu, o Amor entra nas suas vidas.

Um acontecimento marcou-me muito um destes dias.

Uma jovem, filha de um casal amigo, a qual terminou a sua formação universitária, decidiu dar o seu primeiro ano de trabalho num um país pobre. Depois de muito ter procurado, encontrou uma comunidade de irmãs dominicanas, num país da América Central, as quais trabalham com populações muito pobres e que, com a ajuda de uma comunidade jesuíta, dão apoio jurídico a refugiados de um país vizinho. É este o trabalho desta jovem desde há alguns meses. Há duas semanas, ela escrevia aos seus pais:
“Estes meses têm-se passado muito rapidamente. Já sei o nome de toda a gente e as pessoas já sabem o meu nome. Já visito sozinha as famílias dos bairros onde trabalho e recebo convites para pequenas festas familiares. Também já falo bem o espanhol. Em resumo: sinto que faço parte desta comunidade e que sou quase uma cidadã deste país.

Num dos últimos fins-de-semana, fui passear para a antiga parte colonial da cidade, que hoje é uma zona turística muito frequentada. Fui tratada como sendo uma turista, o que era a minha experiência habitual noutras ocasiões. Mas, desta vez, senti de forma muito viva uma diferença: a diferença entre cidadã normal e turista. De tal maneira que tive o desejo de pôr um carimbo na minha testa, dizendo: Residente".

Nesta jovem operou-se uma profunda conversão de mentalidade, de sentimentos, de compreensão pela situação das pessoas. A conversão pede uma transformação de perspectivas, do modo como olhamos para as pessoas e as situações. Uma mudança de atitude. Ver e enfrentar a miséria dos outros à maneira de Jesus, porque o Seu Amor transforma o nosso olhar, a nossa maneira de pensar e de reflectir sobre a nossa vontade de colocar a nossa energia e capacidades ao serviço do Reino.

Quando o Amor de Jesus entra na nossa vida, como aconteceu com Zaqueu, se ele é por nós reconhecido e aceite, ele transforma a nossa vida.

Será que queremos viver esse Amor?

Ámen
NOTA: Esta homilia, cujo original é em francês, foi preparada em conjunto pela Zaida e pelo frei Eugénio, via internet. Os leitores podem também colaborar, escrevendo algum “eco” para o REGADOR. Se isto acontecer será um milagre do Zaqueu !!!

2007-11-20

Duas correntes

Retomo a imagem do Fr. Eugénio na mensagem anterior. Afinal, são mesmo duas correntes no que concerne à interpretação do Concílio Vaticano II - questão que tem sido revolvida sob o pontificado de Bento XVI com uma vontade e uma urgência até agora inauditas. Chamou-me o Fr. Eugénio a atenção para o último artigo de Sandro Magister no Chiesa sobre a revisão de um pensador católico suíço tradicionalista, autor de Iota unum (citação de Mateus 5, 18). Para uma apresentação do livro queiram consultar esta página. Não vai ser fácil conhecer este pensador sem comprar na internet o seu livro (nem mesmo a Universidade Católica de Lisboa indica no seu catálogo on-line algum título seu). Já aqui se aludiu a duas correntes a propósito da interpretação do Concílio Vaticano II: uma que sublinha a sua continuidade com a Tradição e outra que sublinha o seu esforço de renovamento e o momento de ruptura (a da escola dita de Bolonha). Creio que teremos de voltar a esta questão.

2007-11-19

Alerta: A Corrente do Golfo está a arrefecer !



No Atântico Norte a Corrente do Golfo é fundamentalmente mantida pelas diferenças de temperatura e de salinidade.
O seu motor de circulação é a diferença de densidade devida à salinidade e à temperatura das águas.
As águas dos polos são mais frias e menos salgadas, e as águas do equador mais quentes e mais salgadas.
No Atlântico norte, a Corrente do Golfo, que vai do equador em direção ao Pólo Norte, transporta o calor para toda a Europa ocidental, onde está Portugal. Chegando ao mar da Noruega a água da corrente do Golf, mais quente e mais salgada, encontra as águas frias e menos salgadas vindas do Pólo.
Se o aquecimento do planeta continuar esta Corrente tenderá a desaparecer e em vez de benefiarmos deste clima ameno passaremos a ter um clima gélido.
O que parece futurismo cientifico já esta a acontecer presentemente.
Parece que a paisagem humana portuguesa já está a ficar gelada. Casas quentinhas, mas corações esfriados.
A corrente de generosidade e empenho vinda do outro lado do Atlântico e o apelo da nossa querida Inês parece que ainda não conseguiu aquecer os corações dos amigos portugueses.
Ainda hoje a Inês pelo telefone me esteve e contar muito rapidamente as necessidades urgentes, por causa das epidemias provocadas pelos ratos que aparecem por todo o lado. Estão a morrer pessoas por falta de remédios e as casas, com as chuvadas, estão em péssimas condições.
E a Inês mostrou-se muito esperançada nos apoios que os amigos lhe poderão enviar.
Pode ser que a corrente quente esteja apenas atrazada, porque até hoje só houve 5 respostas ao apelo.

2007-11-17

VIVA o EVANGELHO de Domingo 18 de Novembro

Lc. 21,5-19
Como alguns falassem do templo, dizendo que estava adornado de belas pedras e de ofertas votivas, respondeu:
«Virá o dia em que, de tudo isto que estais a contemplar, não ficará pedra sobre pedra. Tudo será destruído.»
Perguntaram-lhe, então: «Mestre, quando sucederá isso? E qual será o sinal de que estas coisas estão para acontecer?»
Ele respondeu: «Tende cuidado em não vos deixardes enganar, pois muitos virão em meu nome, dizendo: 'Sou eu'; e ainda: 'O tempo está próximo.' Não os sigais. (...)»
Disse-lhes depois: «Há-de erguer-se povo contra povo e reino contra reino. Haverá grandes terramotos e, em vários lugares, fomes e epidemias; haverá fenómenos apavorantes e grandes sinais no céu.»
«Mas, antes de tudo, vão deitar-vos as mãos e perseguir-vos, (...), por causa do meu nome. Assim, tereis ocasião de dar testemunho. Gravai, pois, no vosso coração, que não vos deveis preocupar com a vossa defesa, porque Eu próprio vos darei palavras de sabedoria, a que não poderão resistir ou contradizer os vossos adversários.
Sereis entregues até pelos pais, irmãos, parentes e amigos. Hão-de causar a morte a alguns de vós e sereis odiados por todos, por causa do meu nome. Mas não se perderá um só cabelo da vossa cabeça.
Pela vossa constância é que sereis salvos

2007-11-12

Inês na República Dominicana: oportunidade de oração e solidariedade

Como sabem a Inês está a passar uns meses em Santo Domingo, na República Dominicana, junto de comunidades pobres em que as Irmãs Dominicanas do Rosário vivem e trabalham.
Mal lá chegou a região foi assolada pela tempestade tropical Noel que matou mais de 80 pessoas e deixou milhares sem casa.
Assim, a Inês tem sido uma testemunha directa de uma situação dramática em que se juntam epidemias, falta de medicamentos, casas destruídas (muitas são de madeira e chapa), ausência de condições mínimas de uma vida digna, para um povo já tão carecido. A tudo isto se junta
a falta de meios com que se debatem, pois a ajuda internacional com frequência não chega a quem mais precisa.
Todos nós que a conhecemos bem podemos imaginar a generosidade e entrega com que a Inês está a viver a situação dos mais pobres entre os pobres e sobretudo das crianças com quem tem trabalhado.
Estas semanas de vida da Inês em santo Domingo podem também ser para nós uma oportunidade para despertar em gestos de solidariedade e compromisso com aqueles que mais sofrem.
Desde logo, tendo presentes na oração as situações concretas que a Inês nos vai trazendo e aquilo que os meios de informação nos permitem saber.
Mas também pelo apoio material que possamos dar. Que não vai resolver o drama todo causado pela tempestade, mas pode ser de imensa utilidade para aquelas pessoas concretas a quem chegar.
Quem quiser e puder contribuir pode envair-nos um e-mail (regador.fava@gmail.com) solicitando o NIB.

Puxão de orelhas e a crise na agricultura

Parece que Bento XVI deu um puxão de orelhas aos bispos portugueses no termo da visita (ad limina) destes a Roma.
A este propósito vale a pena ver este texto interpelante e provocador do Funes.

PS - O discurso do Papa pode ser lido na íntegra aqui.

Em tempo: Comentário do Movimento Internacional 'Nós Somos Igreja — Portugal' ao discurso de Bento XVI aos bispos portugueses

2007-11-10

VIVA o EVANGELHO de Domingo, 11 de Novembro

Lc. 20,27-38.
Aproximaram-se alguns saduceus, que negam a ressurreição, e interrogaram-no:
«Mestre, Moisés prescreveu nos que, se morrer um homem deixando a mulher, mas não tendo filhos, seu irmão casará com a viúva, para dar descendência ao irmão. Ora, havia sete irmãos: o primeiro casou-se e morreu sem filhos; o segundo, depois o terceiro, casaram com a viúva; e o mesmo sucedeu aos sete, que morreram sem deixar filhos. Finalmente, morreu também a mulher. Ora bem, na ressurreição, a qual deles pertencerá a mulher, uma vez que os sete a tiveram por esposa?»
Jesus respondeu-lhes:
«Nesta vida, os homens e as mulheres casam-se; mas aqueles que forem julgados dignos da vida futura e da ressurreição dos mortos não se casam, sejam homens ou mulheres, nem sequer podem morrer outra vez: são semelhantes aos anjos e, sendo filhos da ressurreição, são filhos de Deus. E que os mortos ressuscitam, até Moisés o deu a entender no episódio da sarça, quando chama ao Senhor o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacob. Ora, Deus não é Deus de mortos, mas de vivos; pois, para Ele, todos estão vivos.»