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2011-05-12

Daniel Barenboim: The key to the future rests in Gaza

Israeli conductor Daniel Barenboim: The key to the future rests in Gaza - Haaretz Daily Newspaper Israel News


Uma entrevista dada ao Haaretz, após um concerto singular que dirigiu em Gaza, que vale bem a pena ler.


Aqui ficam estas frases que me impressionaram:

"I think that the key to the future rests in Gaza, and not only in Ramallah. "

"The quality of life there is very, very low. Not only with regard to culture, but to life in general. I was very impressed, as I said, that they have there 12 universities, and such a high proportion of young people; people there want to learn, and they have the ability via the Internet to receive all the information that they want, and I’m addressing culture now. They have educated people and they also have other people who lack information and education."

"This is a human problem; it’s not a dispute between two states; we have here a dispute between two peoples which believe that they have a right to live on the same small piece of land."

2011-02-08

Gaza: agrava-se a crise humanitária

A democratização do Egipto é uma brecha de esperança para os vizinhos palestinianos de Gaza.
Mas para já, no imediato, a situação no Egipto agravou a ameaça de uma crise humanitária em Gaza.
Soldados egípcios fugiram dos seus postos e a única fronteira (Rafah) fechou. E este é o único ponto de saída / entrada para 1,5 milhão de palestinianos que vivem na Faixa de Gaza, bem como para os abastecimentos de comida, medicamentos, combustíveis.

Assim, há cerca de 60 palestinianos retidos no aeroporto do Cairo, entre os quais seis crianças e vários pacientes criticamente enfermos, que estão ficando sem a medicação.
Israel destruiu o aeroporto de Gaza durante a segunda Intifada, em 2002. A alternativa é o aeroporto de Cairo, através de Rafah, desde que se tenha uma habilitação de segurança especial para entrar no Egipto.
Aqueles que têm autorização para viajar ao exterior são levados diretamente ao aeroporto do Cairo, de autocarro, onde são mantidos até à sua partida. No regresso são detidos no aeroporto até que possam ser levados para a fronteira de Rafah.
Por estes dias nem estes procedimentos funcionam.
Para saber mais aqui. Ou aqui.

2010-12-27

2 anos de bloqueio ilegal e desumano

Today is the second anniversary of Operation Cast Lead (operação chumbo fundido, em português), the Israeli attack on Gaza. 
Two years later, Israel still maintains a blockade on Gaza and Gazans are unable to repair their houses, businesses, and farms that were destroyed in the attack. 
They are denied freedom of movement and the freedom to engage in the import and export of goods.

A este propósito sugiro hoje esta página da uma organização de Rabinos Judeus que lutam pela libertação do povo palestiniano de Gaza: http://www.fastforgaza.net/


2009-01-18

A VIOLÊNCIA NA PALESTINA

Imagine que os espanhóis construiram aldeias espanholas dentro de Portugal, expulsando pela força das armas os portugueses que viviam nessas zonas.
Continue a imaginar que o exército espanhol manda cercar Braga, Viseu e Évora com uma muralha de cimento...

Como se sentiria, se lá vivesse nessas terras ou cidades?
Como reagiria?

Agora deixe de imaginar e encare a realidade:
em vez de Portugal é a Palestina
e em vez da Espanha é Israel.

Como é que tudo isto começou?

É o que este diaporama da mensagem de baixo lhes quer apresentar.

eb e am

Palestina: de onde vem a violência ?

Porquê a Violência na Palestina

2009-01-13

O Inferno de Gaza II

Deve ser a primeira vez na longa história das guerras que uma população é submetida a uma guerra cruel sem poder fugir para lado nenhum. Como se fosse uma guerra dentro de uma prisão. Apenas lhes abrem as portas para entrar a comida e alguns remédios a conta-gotas, para não morrerem todos oa mesmo tempo. O porta-voz da Cruz Vermelha disse com conhecimento de causa "que não há nenhum lugar seguro para os civis em Gaza".
Que as nossas consciências se deixem interpelar! Vem Emanuel, vem!
Frei Eugénio

Vale a pena ler esta declaração do Prof. Richard Falk, Relator Especial das Nações Unidas para Direitos Humanos nos Territórios Ocupados:
"Os ataques aéreos israelenses à Faixa de Gaza representam violações severas e maciças do direito humanitário internacional tal como definido nas Convenções de Genebra, tanto em relação às obrigações do Poder Ocupante como quanto às exigências das leis da guerra.
Estas violações incluem:

Punição colectiva – todos os 1,5 milhão de pessoas que vivem na congestionada Faixa de Gaza estão a ser punidos pelas acções de uns poucos militantes.
Alvejar civis – os ataques aéreos foram destinados a áreas civis numa das mais congestionadas áreas de terra do mundo, certamente a área mais densamente povoada do Médio Oriente.

Resposta militar desproporcionada – os ataques aéreos não só destruíram todas as instalações de polícia e segurança do governo de eleito de Gaza como também mataram e feriram centenas de civis; pelo menos um ataque atingiu confirmadamente grupos de estudantes que tentavam encontrar transporte de casa para a universidade.

As acções israelenses anteriores, especificamente a selagem completa de entradas e saídas de e para a Faixa de Gaza provocou severa escassez de produtos médicos e de combustível (bem como de alimentos), resultando na incapacidade das ambulâncias para atenderem aos feridos, a incapacidade dos hospitais para proporcionarem cuidados adequados ou os equipamentos necessários para os feridos e a incapacidade dos médicos e outros trabalhadores da saúde na Gaza cercada para tratarem convenientemente as vítimas."