2010-01-30

A vida questiona o Evangelho de 31 de Janeiro

Evangelho segundo S. Lucas 4,21-30.

Começou, então, a dizer-lhes: «Cumpriu-se hoje esta passagem da Escritura, que acabais de ouvir.»
Todos davam testemunho em seu favor e se admiravam com as palavras repletas de graça que saíam da sua boca. Diziam: «Não é este o filho de José?»
Disse-lhes, então: «Certamente, ides citar-me o provérbio: 'Médico, cura-te a ti mesmo.' Tudo o que ouvimos dizer que fizeste em Cafarnaúm, fá-lo também aqui na tua terra.»
Acrescentou, depois: «Em verdade vos digo: Nenhum profeta é bem recebido na sua pátria.
Posso assegurar-vos, também, que havia muitas viúvas em Israel no tempo de Elias, quando o céu se fechou durante três anos e seis meses e houve uma grande fome em toda a terra;
contudo, Elias não foi enviado a nenhuma delas, mas sim a uma viúva que vivia em Sarepta de Sídon.
Havia muitos leprosos em Israel, no tempo do profeta Eliseu, mas nenhum deles foi purificado senão o sírio Naaman.»
Ao ouvirem estas palavras, todos, na sinagoga, se encheram de furor.
E, erguendo-se, lançaram-no fora da cidade e levaram-no ao cimo do monte sobre o qual a cidade estava edificada, a fim de o precipitarem dali abaixo.
Mas, passando pelo meio deles, Jesus seguiu-o seu caminho.

2010-01-25

HOJE CELEBRA-SE A CONVERSÃO DE SÃO PAULO

Do Evangelho de São Marcos 16,15: "Jesus disse-lhes: «Ide pelo mundo inteiro, proclamai o Evangelho a toda a criatura."

Do Comentário ao Evangelho do dia, feito por Santo Agostinho (354-430), bispo de Hipona (África do Norte) e Doutor da Igreja
Sermão 279

O perseguidor transformado em pregador

Do alto do céu a voz de Cristo fez com que Saulo caísse por terra:
recebeu a ordem de não continuar com as suas perseguições, e caiu por terra.
Era preciso que tombasse e em seguida se erguesse; primeiro caído e depois curado.

Porque Cristo não teria nunca vivido nele, se Saulo não tivesse abandonado a sua antiga vida de pecado. Caído por terra, que ouve ele?
«Saulo, Saulo, por que Me persegues? É duro para ti recalcitrar contra o
aguilhão» (Act 26, 14). Ao que ele respondeu: «Quem és tu, Senhor?» E a voz
do alto continuou: «Sou Jesus de Nazaré, que tu persegues».
Os membros ainda estão na terra, é a cabeça que grita do alto do céu; e não diz: «Por que persegues os Meus servos?» mas «Por que Me persegues?»

E Paulo, que empregava todo o seu ardor nas perseguições, dispõe-se desde logo a obedecer: «Que queres que eu faça?»
Já o perseguidor se transformou em pregador, o lobo em ovelha, o inimigo em defensor. Paulo aprende o que deve fazer: se ficou cego, se a luz do mundo lhe foi subtraída durante um certo tempo, foi para que no seu coração brilhasse a luz interior.
A luz é retirada ao perseguidor para ser dada ao pregador; no próprio momento em que não via nada deste mundo, viu Jesus.

2010-01-23

A vida questiona o Evangelho de Domingo 24 de Janeiro

Nazaré

Lc. 1,1-4.4,14-21.

Visto que muitos empreenderam compor uma narração dos factos que entre nós se consumaram,
como no-los transmitiram os que desde o princípio foram testemunhas oculares e se tornaram Servidores da Palavra , resolvi eu também, depois de tudo ter investigado cuidadosamente desde a origem, expô-los a ti por escrito e pela sua ordem, caríssimo Teófilo, a fim de reconheceres a solidez da doutrina em que foste instruído.
Impelido pelo Espírito, Jesus voltou para a Galileia e a sua fama propagou-se por toda a região.
Ensinava nas sinagogas e todos o elogiavam.
Veio a Nazaré, onde tinha sido criado. Segundo o seu costume, entrou em dia de sábado na sinagoga e levantou-se para ler. Entregaram-lhe o livro do profeta Isaías e, desenrolando-o, deparou com a passagem em que está escrito: «O Espírito do Senhor está sobre mim, porque me ungiu para anunciar a Boa-Nova aos pobres; enviou-me a proclamar a libertação aos cativos e, aos cegos, a recuperação da vista; a mandar em liberdade os oprimidos, a proclamar um ano favorável da parte do Senhor.» Depois, enrolou o livro, entregou-o ao responsável e sentou-se. Todos os que estavam na sinagoga tinham os olhos fixos nele. Começou, então, a dizer-lhes: «Cumpriu-se hoje esta passagem da Escritura, que acabais de ouvir.»

2010-01-22

OIKOS no HAITI

Caros amigos,
A pedido de um amigo, informei-me sobre a credibilidade da ONG portuguesa OIKOS em relação a esta acção humanitária no Haiti
É uma pequena ONG, mas as referências boas, quer quanto esta acção, quer outras em que está a colaborar.
Neste momento já têm gente no Haiti e estão a recrutar na área da engenharia de saneamento, onde têm adquirido experiência.
Pelas noticias variadas que vamos recebendo, inclusivé dos dominicanos que lá estão, a situação é dramática neste momento e muito dificil de imaginar à distância.
Há uma enorme quantidade de feridos graves. Chegam a ter que serrar membros sem anestesia,para ver se sobrevivem. Horrivel!
Além disso a coordenação da ONU e da Cruz Vermelha com grande experinecia nestas situações estão com imensas dificuldades.
Façamos o que pudermos: rezar, informar, apoiar...
Um abraço
Frei Eugénio

2010-01-19

Unidade dos Cristãos


Senhor Jesus
pela força do teu Espirito,
aproxima os cristãos divididos.
Que as Igrejas cristãs unam esforços
para testemunharem o teu Amor
para levar à unidade
os filhos de Deus dispersos.

Amen

2010-01-18

Witnessing to Christ today


Começa hoje a semana de oração pela undidade dos cristãos.

É sugerida a leitura do cap. 24 de Lucas.

E este ano comemora-se o 1º centenáro da Conferência Missionária, que teve lugar no Verão de 1910, em Edimburgo.

As comemorações oficiais decorrerão em Junho de 2010, na capital escocesa, sob o lema "Witnessing to Christ today".

Oração pela unidade dos cristãos
Do Ofício da Comunidade ecuménica de Taizé:

Mostra-nos, Senhor,
até que ponto nos amas,
e, pela força do teu Espírito,
aproxima os cristãos divididos:
que a tua Igreja apareça claramente
como teu sinal no meio do mundo,
e que o mundo, atraído pela sua luz,
creia em Jesus, teu Enviado,
o Cristo, nosso Senhor.


2010-01-16

A vida questiona o Evangelho de Domingo 17 de Janeiro

Jo. 2,1-11.
Ao terceiro dia, celebrava-se uma boda em Caná da Galileia e a mãe de Jesus estava lá. Jesus e os seus discípulos também foram convidados para a boda.
Como viesse a faltar o vinho, a mãe de Jesus disse-lhe:
«Não têm vinho
Jesus respondeu-lhe: «Mulher, que tem isso a ver contigo e comigo? Ainda não chegou a minha hora.»

Sua mãe disse aos serventes: «Fazei o que Ele vos disser!»

Ora, havia ali seis vasilhas de pedra preparadas para os ritos de purificação dos judeus, com capacidade de duas ou três medidas cada uma.
Disse-lhes Jesus: «Enchei as vasilhas de água

Eles encheram-nas até cima.
Então ordenou-lhes: «Tirai agora e levai ao chefe de mesa.»

E eles assim fizeram.
O chefe de mesa provou a água transformada em vinho, sem saber de onde era se bem que o soubessem os serventes que tinham tirado a água; chamou o noivo
e disse-lhe: «Toda a gente serve primeiro o vinho melhor e, depois de terem bebido bem, é que serve o pior. Porém, tu guardaste o melhor vinho até agora!»
Assim, em Caná da Galileia, Jesus realizou o primeiro dos seus sinais miraculosos, com o qual manifestou a sua glória, e os discípulos acreditaram nele.

2010-01-09

A vida questiona o Evangelho de Domingo 10 de Janeiro

Lc. 3,15-16.21-22.
Estando o povo na expectativa e pensando intimamente se ele não seria o Messias, João disse a todos: «Eu baptizo-vos em água, mas vai chegar alguém mais forte do que eu, a quem não sou digno de desatar a correia das sandálias. Ele há-de baptizar-vos no Espírito Santo e no fogo.»
Todo o povo tinha sido baptizado; tendo Jesus sido baptizado também, e estando em oração, o Céu rasgou-se e o Espírito Santo desceu sobre Ele em forma corpórea, como uma pomba. E do Céu veio uma voz: «Tu és o meu Filho muito amado; em ti pus todo o meu agrado.»

2010-01-05

Braille


Uma justa homenagem, lembrando o centenário de Louis Braille (ontem fez anos que nasceu, amanhã que faleceu: 4 de Janeiro de 1809 - 6 de Janeiro de 1852).

2010-01-02

A vida questiona o Evangelho de Domingo 3 de Janeiro, EPIFANIA

Silva Costa: Reis Magos - 80 x 90 - Encáustica sobre chapa

Mt. 2,1-12
Tendo Jesus nascido em Belém da Judeia, no tempo do rei Herodes, chegaram a Jerusalém uns magos vindos do Oriente. E perguntaram:
«Onde está o rei dos judeus que acaba de nascer? Vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-lo.»

Ao ouvir tal notícia, o rei Herodes perturbou-se e toda a Jerusalém com ele. E, reunindo todos os sumos sacerdotes e escribas do povo, perguntou-lhes onde devia nascer o Messias.
Eles responderam: «Em Belém da Judeia, pois assim foi escrito pelo profeta:
E tu, Belém, terra de Judá, de modo nenhum és a menor entre as principais cidades da Judeia; porque de ti vai sair o Príncipe que há-de apascentar o meu povo de Israel.»
Então Herodes mandou chamar secretamente os magos e pediu-lhes informações exactas sobre a data em que a estrela lhes tinha aparecido.
E, enviando-os a Belém, disse-lhes: «Ide e informai-vos cuidadosamente acerca do menino; e, depois de o encontrardes, vinde comunicar-mo para eu ir também prestar-lhe homenagem.»
Depois de ter ouvido o rei, os magos puseram-se a caminho. E a estrela que tinham visto no Oriente ia adiante deles, até que, chegando ao lugar onde estava o menino, parou.
Ao ver a estrela, sentiram imensa alegria;
e, entrando na casa, viram o menino com Maria, sua mãe. Prostrando-se, adoraram-no; e, abrindo os cofres, ofereceram-lhe presentes: ouro, incenso e mirra.
Avisados em sonhos para não voltarem junto de Herodes, regressaram ao seu país por outro caminho.

2009-12-31

Edward Schillebeeckx - L'Identité Chrétienne


Por intermédio do Frei Eugénio aqui fica esta notável conferência de Edward Schillebeeckx, proferida em neerlandês e que foi traduzida em francês pelo frei Ignace Berten, com os cuidados que ele indica.
Foi considerada como um "testamento espiritual" do Schillebeeckx.

É um texto notável, infelizmente quase desconhecido porque a maioria dos teólogos não lê o neerlandês e a tradução do Ignace não foi publicada.
O Ignace foi aluno do Schillebeeckx. O título original é: “Christelijke identiteit, uitdagend en uitgedaagd. Over de rakelingse nabijheid van de onervaarbare God”, dans Ons rakelings nabij. Gedaanteveranderingen van God en geloof. Ouvrage publié en l’honneur d’Edward Schillebeeckx, Nijmegen, DSTS/Meinema, 2005, pp. 13-32.


Schillebeeckx-L'IDENTITÉ CHRÉTIENNE

2009-12-26

A vida questiona o Evangelho de Domingo 27 de Dezembro


Simon Bening, Flemish, Bruges, about 1525 - 1530
Lc. 2,41-52.
Os pais de Jesus iam todos os anos a Jerusalém, pela festa da Páscoa.
Quando Ele chegou aos doze anos, subiram até lá, segundo o costume da festa.
Terminados esses dias, regressaram a casa e o menino ficou em Jerusalém, sem que os pais o soubessem. Pensando que Ele se encontrava na caravana, fizeram um dia de viagem e começaram a procurá-lo entre os parentes e conhecidos. Não o tendo encontrado, voltaram a Jerusalém, à sua procura. Três dias depois, encontraram-no no templo, sentado entre os doutores, a ouvi-los e a fazer-lhes perguntas.
Todos quantos o ouviam, estavam estupefactos com a sua inteligência e as suas respostas. Ao vê-lo, ficaram assombrados e sua mãe disse-lhe: «Filho, porque nos fizeste isto? Olha que teu pai e eu andávamos aflitos à tua procura!»
Ele respondeu-lhes: «Porque me procuráveis? Não sabíeis que devia estar em casa de meu Pai?» Mas eles não compreenderam as palavras que lhes disse. Depois desceu com eles, voltou para Nazaré e era-lhes submisso. Sua mãe guardava todas estas coisas no seu coração.
E Jesus crescia em sabedoria, em estatura e em graça, diante de Deus e dos homens.

2009-12-20

Liberdade ou conformidade?

A propósito da publicação do livro
"Réu da República: o Missionário D. António Barroso, Bispo do Porto" (Aletheia, 2009)

Gostei deste texto de João Carlos Espada.

Aqui ficam estes excertos:

"Quando Afonso Costa declarou que a República acabaria com o catolicismo em duas gerações, forneceu um sinal importante para compreender a natureza autoritária do seu entendimento do conceito de liberdade e de República. Para ele, liberdade não era o conceito clássico, a que chamamos negativo, de ausência de coerção intencional por terceiros. Para ele, liberdade queria dizer libertação de concepções que ele considerava erradas e opressoras, como a religião católica."

"Perante este dilema [casamento ou não de pssoas do mesmo sexo], uma sociedade livre tem uma solução relativamente simples, embora ela possa não satisfazer os fundamentalistas de ambos os lados: manter o casamento para pessoas de sexo diferente e criar uma instituição jurídica diferente para as uniões do mesmo sexo. Estas últimas podem também ser abertas a casais de sexo diferente que considerem a sua união equivalente às uniões entre casais do mesmo sexo.
Esta foi a solução pacificamente adoptada na "livre Inglaterra", com a criação das "civil partnerships". É a solução liberal por excelência, que corresponde ao princípio "live and let live", viver e deixar viver. Não requer um acordo, nem sequer uma votação por maioria. Deixa espaço para a convivência pacífica entre as duas opiniões, sem que uma tenha de se impor à outra."

2009-12-19

A vida questiona o Evangelho de Domingo 20 de Dezembro



Lc 1,39-45.
Por aqueles dias, Maria pôs-se a caminho e dirigiu-se à pressa para a montanha, a uma cidade da Judeia.
Entrou em casa de Zacarias e saudou Isabel. Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, o menino saltou de alegria no seu seio e Isabel ficou cheia do Espírito Santo. Então, erguendo a voz, exclamou:
«Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre.
E donde me é dado que venha ter comigo a mãe do meu Senhor? Pois, logo que chegou aos meus ouvidos a tua saudação, o menino saltou de alegria no meu seio. Feliz és tu que acreditaste, porque se vai cumprir tudo o que te foi dito da parte do Senhor.»

2009-12-18

Copenhaga


Sobre a Cimeira de Conpenhaga e sobre o tema das alterações climáticas gostei de ler as entrevistas de Carlos Câmara (Universidade de Lisboa) e de João Corte Real (Universidade de Évora) ao Jornal de Negócios.

2009-12-12

A vida questiona o Evangelho de Domingo 13 de Dezembro

Lc 3, 10-18
E as multidões perguntavam-lhe: «Que devemos, então, fazer?»
Respondia-lhes: «Quem tem duas túnicas reparta com quem não tem nenhuma, e quem tem mantimentos faça o mesmo.»
Vieram também alguns cobradores de impostos, para serem baptizados e disseram-lhe: «Mestre, que havemos de fazer?»
Respondeu-lhes: «Nada exijais além do que vos foi estabelecido.»
Por sua vez, os soldados perguntavam-lhe: «E nós, que devemos fazer?»
Respondeu-lhes: «Não exerçais violência sobre ninguém, não denuncieis injustamente e contentai-vos com o vosso salário.»
Estando o povo na expectativa e pensando intimamente se ele não seria o Messias, João disse a todos:
«Eu baptizo-vos em água, mas vai chegar alguém mais forte do que eu, a quem não sou digno de desatar a correia das sandálias. Ele há-de baptizar-vos no Espírito Santo e no fogo. Tem na mão a pá de joeirar, para limpar a sua eira e recolher o trigo no seu celeiro; mas queimará a palha num fogo inextinguível.»
E, com estas e muitas outras exortações, anunciava a Boa-Nova ao povo.

2009-12-08

“Me-generation”: do isolamento à confiança


Vai abrir mais um ciclo de debates da FAVA na próxima sexta-feira, dia 11 de Dezembro, pelas 21h30, na FAVA.
Como já ocorreu em anos anteriores, pretende-se retomar a reflexão em conjunto e de um modo informal – mais novos e mais velhos – acerca de alguns aspectos que caracterizam a nossa época e, para nos ajudarem em tal, convidamos algumas pessoas de idades e áreas ocupacionais diferentes.
Contamos com a presença de todos (de preferência maiores de 14 anos) que gostem de discutir questões polémicas num clima aberto e familiar. A opinião de cada um de nós é importante e a sua presença fará a diferença.

Tema: “Me-generation”: do isolamento à confiança
Debate com:
- João Pereira Bastos - Capitão de Mar e Guerra e licenciado em Ciências Sociais e Politicas
- Marina Lencastre - Professora Catedrática do Faculdade de Psicologia
- Michael Seufert - Deputado à Assembleia da República (CDS/PP)
- Miguel Braga - Empresário e Licenciado em Direito
- Sofia Salgado - Docente do ensino superior, Doutorada em Gestão
- Tomás Azevedo - Empresário e estudante de Direito

Na nossa sociedade felicidade é sinonimo de auto-suficiência e independência: não queremos depender de ninguém.
Este individualismo generalizado não conduzirá a um isolamento crescente e não será um factor destrutivo da nossa sociedade?
Não será este individualismo também potenciador de atitudes de indiferença perante a destruição do planeta que é a nossa casa comum?
Neste contexto como podemos construir redes de relações que contrariem esta tendência de isolamento e nos permitam a descoberta de que a felicidade só pode ser construída na relação com os outros e de cada um consigo mesmo?
Propomos uma reflexão e debate sobre os desafios que este contexto em que vivemos nos coloca.

2009-12-05

A vida questiona o Evangelho de Domingo 6 de Dezembro

pormenor de Vitral da igreja de St. Etheldreda, Ely Place, Londres
Lc 3,1-6.
No décimo quinto ano do reinado do imperador Tibério,
quando Pôncio Pilatos era governador da Judeia,
Herodes, tetrarca da Galileia,
seu irmão Filipe, tetrarca da Itureia e da Traconítide,
e Lisânias, tetrarca de Abilena,
sob o pontificado de Anás e Caifás,
a palavra de Deus foi dirigida a João, filho de Zacarias, no deserto.
Começou a percorrer toda a região do Jordão, pregando um baptismo de penitência para remissão dos pecados, como está escrito no livro dos oráculos do profeta Isaías:
«Uma voz clama no deserto:
'Preparai o caminho do Senhor e endireitai as suas veredas.

Toda a ravina será preenchida, todo o monte e colina serão abatidos; os caminhos tortuosos ficarão direitos e os escabrosos tornar-se-ão planos.

E toda a criatura verá a salvação de Deus.

Children making difference

2009-12-01

No dia em que o Tratado de Lisboa entra em vigor

Herman Van Rompuy, o Primeiro Presidente do Conselho Europeu, faz férias de autocaravana e escreve versos em japonês.
E os católicos ferrenhos podem Dar graças a Deus pois o Sr. Van Rompuy também é católico praticante!

Para o cargo de Alta Representante da União para a Política Externa e de Segurança de carácter permanente foi nomeada Catherine Margaret Ashton, política trabalhista britânica, que foi líder da Câmara dos Lordes e Lord Presidente do Conselho.

Aqui fica a notícia:

A UE escolhe desconhecidos para novos cargos de topo

EUOBSERVER / BRUSSELS – Os líderes da UE escolheram o Primeiro Ministro belga Herman Van Rompuy para primeiro presidente do Concelho Europeu, enquanto a comissária de comércio inglesa Catherine Ashton será a chefe de política estrangeira do bloco.

Van Rompuy, da família política do centro-direita é um experiente economista e escreve Haiku (verso japonês) e é conhecido pelo seu estilo moderado, que inclui um humor autodeprecatório e férias de campismo.

A decisão presidencial – nomeando uma pessoa de um pequeno país sem perfil internacional – confirma a especulação das recentes semanas de que a maioria dos estados membros quiseram escolher alguém cujo papel principal será mais o de um estabilizador interno do que o de um abridor de portas em Washington e Moscovo.

Ele mencionou a importância dos estados membros e da sua diversidade e afirmou que iria “fazer avançar as posições que o concelho aprovar” nos encontros internacionais sem passar por cima do presidente da Comissão Europeia.

Sendo o presidente da UE um homem, de um pequeno país e do centro-direita, a senhora Ashton faz o equilíbrio em termos de sexo, sendo da esquerda e de um país grande..

O equilíbrio destes critérios faz parte de qualquer grande decisão da UE, com os conservadores reclamando o lugar de presidente no início do jogo e a esquerda dizendo que o topo da diplomacia tinha de ser um dos seus.

De: News from EUobserver.com (traduzido pelo António Alte da Veiga)


2009-11-28

A vida questiona o Evangelho de Domingo 29 de Novembro

“O Grito” de Edvard Munch, 1893

1º Domingo do Advento - C

Lc. 21,25-28.34-36.


Haverá sinais no Sol, na Lua e nas estrelas; e, na Terra, angústia entre os povos, aterrados com o bramido e a agitação do mar;
os homens morrerão de pavor, na expectativa do que vai acontecer ao universo, pois as forças celestes serão abaladas.
Então, hão-de ver o Filho do Homem vir numa nuvem com grande poder e glória.
Quando estas coisas começarem a acontecer, cobrai ânimo e levantai a cabeça, porque a vossa redenção está próxima.»
«Tende cuidado convosco: que os vossos corações não se tornem pesados com a devassidão, a embriaguez e as preocupações da vida, e que esse dia não caia sobre vós subitamente, como um laço; pois atingirá todos os que habitam a terra inteira.
Velai, pois, orando continuamente, a fim de terdes força para escapar a tudo o que vai acontecer e aparecerdes firmes diante do Filho do Homem.

2009-11-26

A diversidade Europeia


A propósito da diversidade da Europa de hoje, discutiu-se no Fórum Gulbenkian. Na notícia do JN fala-se em dois discursos relativos à integração dos imigrantes e porque prevaleceu o discurso que, após os motins de 2005 em Paris, procurou as causas nos "problemas de identidade dos imigrantes", na "sobrelotação dos apartamentos", na "poligamia" ou na raça "negra com identidade islâmica". Um investigador francês, que falou no Fórum, pelo contrário, afirmou que os serviços secretos encontraram outras causas como desemprego e a segregação. Há outros dados interessantes em discussão no Fórum.

2009-11-24

Homília de Cristo Rei - Ignace Berten

Gostei muito desta homilia do Ignace no Domingo passado.
Faz a ligação entre Verdade ao Amor, o que não é comum expontaneamente.
Também chama a atenção para algumas questões que realeza de Jesus hoje nos levanta.
Frei Eugénio


Étonnant dialogue que Jean nous donne à entendre entre Pilate et Jésus. Comme bien souvent, chez Jean, les partenaires du dialogue ne s’entendent pas. Ils sont sur deux longueurs d’onde différentes. Pilate répète l’accusation que les chefs du Temple ont portée contre Jésus : il prétend à la royauté. La réponse de Jésus déplace totalement le sens de la question.

Dans sa foi, Jean relit la passion de Jésus. Pilate juge et condamne Jésus, mais Jean laisse entendre qu’en fait, c’est Jésus qui juge Pilate. Jésus parle de sa royauté, et il en explicite le sens : « Je suis venu dans le monde pour ceci : rendre témoignage à la vérité. Tout homme qui appartient à la vérité écoute ma voix. »
Pour Jean, le Christ est venu dans ce monde pour rendre témoignage à la vérité. Que nous dit-il par là ? Quel est ce témoignage à la vérité ? Nicodème, ce chercheur de sens, a découvert dans le dialogue avec Jésus qu’il devait renaître en esprit. La Samaritaine, dans la rencontre avec Jésus, a découvert que l’adoration de Dieu n’était liée ni au temple de Jérusalem, ni au Mont Garizim, mais qu’elle demandait à être faite en esprit et en vérité. La femme adultère a découvert que le pardon lui ouvrait un chemin de vie, tandis que les hommes qui étaient prêt à la lapider ont été placés face à leur propre vérité de pécheurs. Et l’aveugle né accède à la vision véritable : il reconnaît qui est Jésus, tandis que les scribes s’enferment dans l’aveuglement.
À chaque fois, ces figures hautement symboliques sont celles de personnes qui dans leur rapport à Jésus et par lui accèdent à la vérité profonde de leur existence.
Et Jean ajoute : « Tout homme qui appartient à la vérité écoute ma voix. » Ces quatre grandes figures johanniques sont celles d’hommes et de femmes qui sont déjà habités par une question fondamentale sur eux-mêmes, question qui est aussi faite de doute. Ils sont en chemin. La vérité déjà travaille en eux. C’est pourquoi le témoignage de Jésus leur parle et ouvre leur vie. Mais les scribes, les pharisiens, Pilate sont enfermés dans leur vérité figée, dans leur position de pouvoir qui les aveugle et les empêche d’entendre.
Dans le texte de l’Apocalypse que nous avons entendu, Jean dit que le Christ est l’alpha et l’oméga : en lui se joue la totalité de l’histoire. Dans l’évangile, Jean dit tout homme. Ce qui se donne et se révèle en Jésus a une signification universelle : tous sont concernés. Et Jean suggère que tout homme qui est ouvert à la vérité, entend la voix du Christ. On peut dire sans doute, que par l’Esprit, la voix profonde de la conscience est comme un écho en l’homme de la vérité qui se donne en Jésus, et que par l’Esprit tout homme peut l’entendre.
La façon dont Jean présente la royauté de Jésus nous questionne aujourd’hui. Dans notre culture où tant de choses sont mises en doute ou contestées, radicalement relativisées, et où prédominent les valeurs matérielles, sommes-nous suffisamment dans la vérité pour entendre la voix de l’Évangile ? Pour entendre l’Esprit parler à travers les signes du temps. Le monde connaît une crise économique et financière très grave, et les conséquences en sont dramatiques pour tous ceux qui perdent leur emploi chez nous et bien plus encore dans les pays pauvres. On sait que la crise est due à une spéculation effrénée alimentée par la soif de profit. Mais les politiques et les médias ont un seul discours : relançons la croissance, remettons la machine en route, sans s’interroger plus fondamentalement sur le sens même de notre économie et du fonctionnement des finances mondialisées. Sommes-nous collectivement et politiquement capables d’entendre la vérité ? Pas seulement le vérité du fonctionnement du système financier, la vérité de ce qu’il advient des hommes et des femmes, et surtout des plus fragiles au sein d’un tel système ?
Une question nous est aussi adressée à partir du rapport de Jésus à Pilate dans le récit. Jésus est placé dans une situation totale d’impuissance. Il est livré au pouvoir arbitraire de Pilate. Mais dans la dignité, il se situe en liberté et en vérité. Et sa grandeur humaine juge la fuite de Pilate devant la vérité. Dans les situations qui nous sont contraires, où nous nous sentons impuissants, que demande de nous l’appel à vivre en vérité ? Sommes-nous capables de nous situer avec vérité et liberté ? Ma royauté n’est pas de ce monde dit Jésus : en quoi sommes-nous appelés à nous libérer de l’ordre de ce monde et de ses impératifs ?
Il n’y a pas de réponse évidente à ces questions, pas de réponse universelle. Mais pouvons-nous laisser retentir en nous les questions ? Permettrons-nous au Christ de régner dans notre vie ? Peut-être à l’occasion, pouvons-nous trouver des lieux ou des moments pour réfléchir avec d’autres sur ces questions que nous adresse le Christ Roi.

2009-11-21

A vida questiona o Evangelho de Domingo 22 de Novembro - Cristo Rei

Jo. 18,33-37.
Pilatos entrou de novo no edifício da sede, chamou Jesus e perguntou-lhe: «Tu és rei dos judeus?»
Respondeu-lhe Jesus: «Tu perguntas isso por ti mesmo, ou porque outros to disseram de mim?»
Pilatos replicou: «Serei eu, porventura, judeu? A tua gente e os sumos sacerdotes é que te entregaram a mim! Que fizeste?»
Jesus respondeu: «A minha realeza não é deste mundo; se a minha realeza fosse deste mundo, os meus guardas teriam lutado para que Eu não fosse entregue às autoridades judaicas; portanto, o meu reino não é de cá.»
Disse-lhe Pilatos: «Logo, Tu és rei!» Respondeu-lhe Jesus: «É como dizes: Eu sou rei! Para isto nasci, para isto vim ao mundo: para dar testemunho da Verdade. Todo aquele que vive da Verdade escuta a minha voz.»

2009-11-18

Maria da Conceição

Durante uma viagem a Dhaka no Bangladesh em 2005 a assistente de bordo Maria da Conceição ficou chocada com a pobreza e decidiu ajudar os habitantes de um bairro de lata da capital do Bangladesh. Fundou a sua própria ONG: o Dhaka Project. Ouvia-a ontem em declarações à TSF dizer como pedia a toda a gente - desde pilotos às pessoas do hotel onde ficava - para as crianças e mães (a quem providencia formação): por aqui se pode ver quanto põe de si neste projecto e naquelas pessoas que ajuda.
Ontem foi notícia na TSF (houve uma reportagem da RTP há um ou dois anos).
Depois de ter ganho o em 2007 o prémio European Union Woman’s Inventors and Innovators Network, ganhou o prémio de Mulher do Ano da revista Emirates Woman na categoria Humanitarians - Charity.
Cumpre dar os parabéns e se possível ajuda (no site português do projecto diz-se como podemos fazer).

2009-11-14

Cristo como Sol
























Mosaico da cripta sob a Basílica de S. Pedro no Vaticano no tecto do túmulo do papa Júlio I. Representação de Cristo como Sol - Sol Invictus - conduzindo o seu carro. séc. III.