
A Africa do Sul não é só futebol...
Vale sempre a pena ler as reportagens da África do Sul, de Alexandra Lucas Coelho.
Como esta, da visita à cela 466/64.

Lc. 9,51-62.
E ele acaba por afirmar uma coisa que, a mim, que sou crente e teólogo, me interessa muito: para ele, Saramago, não era relevante a forma como Jesus ilumina a questão de Deus, porque para ele essa questão não se põe. 

Ontem, dia 7 de Junho, a Antena 1 emitiu uma entrevista com o Frei Eugénio que pode ser ouvida aqui.
Mais um excelente programa "Câmara Clara" de Paula Moura Pinheiro. Com os convidados FERNANDO ANTÓNIO BAPTISTA PEREIRA e PAULO PIRES DO VALE.
O blog Tribo de Jacob fez ontem um ano.
Aqui fica o texto da homilia de Bento XVI, hoje, na Avenida dos Aliados.
Do discurso de Bento XVI ao mundo da cultura destaco estas passagens, que abrem pistas de reflexão que vale a pena seguir. O texto completo está aqui.
Tive um sonho….Januário Torgal Ferreira, bispo castrense
Sonhei que o Papa nunca seria mais considerado Chefe de Estado, após ter alienado o território do seu domínio temporal, dispensado a força militar suíça, os múltiplos eclesiásticos de carreira, à sua volta, e após doar os edifícios do Vaticano para trabalhos de reflexão e desenvolvimento da Igreja, a serviço do mundo, ter-se-ia reservado um espaço de dimensões mais normais e simples. Longe de prisioneiro dum “resort”, tornou-se habitante dum mundo mais humano e próximo, sem hauras míticas.
Sonhei que as solicitações pastorais, desde os altos das montanhas até ao alongado dos vales, com capelinhas brancas e Igrejas de todo e qualquer volume, deixariam de ser campânulas a mendigar multidões de pastores, de acordo com imponências de “marketing”: “quantos mais, melhor”, à semelhança de avanços guerreiros.
E, com os meus botões, lá fui cogitando que o único necessário era a qualidade da luz, mesmo se nascida de um toco de luminária, sem pretensões nem altura. Tanta gente, apesar de cada vez menos! Mas a capacidade para dar esperança e saber? E o entusiasmo não estragado pela esterilidade dos interesses? E o ter gosto pelo que se é, pelo que se propõe, pelo que se constrói? Armazém de multidões? Ou a ligeira noz sobre as águas, com alguns a dormitar na barca, mas, pelo menos, um desperto pela qualidade?
Sonhei que os lugares mais escondidos, os quais nunca se mostram pela vulgaridade, tristeza e abjecções que encerram (capelas imperfeitas…de humanidade), seriam visitadas pelo doce Rabi da Galileia – como me habituei sempre a voltar ao “Suave Milagre” de Eça de Queirós…! Fica sempre muito longe a dor. Mora, para além das serras, a desdita.
Fica muito mais à mão o imediato, o empolgamento, as palmas e as emoções, o barulho e a festa. E as pessoas que se mostram e que guardarão sempre um “pró-memória” de que, no banquete, tiveram os primeiros lugares.
Sonhei que muitos divorciados recasados tiveram a dita de ser compreendidos no drama da sua ruptura, e de por fim, sem o solicitarem, terem obtido uma declaração de nulidade de um casamento de que foram protagonistas, no qual saborearam a amargura da inexistência e do sem sentido.
Sonhei que, afinal de contas, a simplicidade era a forma mais importante da apresentação e que títulos e condecorações, fardas (eclesiásticas e congéneres…) e bandas largas punham mais à vista o que não movia o verdadeiro mundo das mulheres e dos homens.
Sonhei que era muito mas singular estudar do que fazer nada, organizar do que gastar o tempo na dispersão, ouvir alguém do que lhe gritar aos ouvidos, aprender do que estar convencido, sentir-me bem do que comer e respirar tédio.
Sonhei que santos passavam por mim todos os dias, sem processos nem brios de agremiação, sempre receosos de que descobríssemos a originalidade nos desarrumos do mais banal.
Sonhei que os aflitos e os pobres tinham um defensor em cada crente e que o voto feito em seu favor equilibrava a balança dos orçamentos e encontrava trabalho para cada braço.
Sonhei que o mundo se voltava para aquela mesma janela, que Goethe mandou entreabrir, ciciando: “Mais Luz”…
E, quando acordei, vi, de imediato, por que tinha sonhado tantas coisas: até altas horas escutei um mundo de gente que me encheu de perguntas sobre a quase chegada de Bento XVI a Portugal!
MDN, Capelania Mor, 7 Maio de 2010
João 14,23-29.
Livro de João Ermida chegou hoje às livrarias. Sobre o naufrágio de valores (justiça, solidariedade...) que está entranhado nas lideranças das empresas actuais. Deixo aqui a sinopse da editora Mediabooks:
Jo. 13,31-33.34-35.
Robert Fisk, notável jornalista e escritor, um dos mais premiados jornalistas do mundo, deu esta entrevista a Carlos Vaz Marques, da TSF. É britânico e vive em Beirute.
Hoje, no meio da crise, cresce o número de pessoas sós, sem emprego e sem esperança num futuro melhor. Neste contexto, cresce a resignação e o fatalismo, a ideia de que nada pode ser mudado.Porque Ele sabe que temos sede. Porque a oração é o regador da nossa Fé. Este blog, é um espaço de oração e de partilha. Sinta-se livre para participar ;-)