2013-10-26

Diálogo com o Evangelho


Diálogo com o Evangelho de Domingo, 27 de outubro, pelo Frei Eugénio, no programa de rádio "Raízes de Cá".

A vida questiona o Evnagelho de Domingo, 27 de outubro


Lc. 18,9-14.
Naquele tempo, Jesus disse também a seguinte parábola, a respeito de alguns que confiavam muito em si mesmos, tendo-se por justos e desprezando os demais:
«Dois homens subiram ao templo para orar: um era fariseu e o outro, cobrador de impostos. O fariseu, de pé, fazia interiormente esta oração: 'Ó Deus, dou-te graças por não ser como o resto dos homens, que são ladrões, injustos, adúlteros; nem como este cobrador de impostos. Jejuo duas vezes por semana e pago o dízimo de tudo quanto possuo.'
O cobrador de impostos, mantendo-se à distância, nem sequer ousava levantar os olhos ao céu; mas batia no peito, dizendo: 'Ó Deus, tem piedade de mim, que sou pecador.'
Digo-vos: Este voltou justificado para sua casa, e o outro não. Porque todo aquele que se exalta será humilhado, e quem se humilha será exaltado.»

2013-10-19

Diálogo com o Evangelho



Diálogo com o Evangelho de Domingo, 20 de outubro, pelo Frei Eugénio, no programa de rádio "Raízes de Cá".

A vida questiona o Evangelho de Domingo, 20 de outubro

Lc. 18,1-8.
Naquele tempo, Jesus disse aos seus discípulos uma parábola sobre a obrigação de orar sempre, sem desfalecer:
«Em certa cidade, havia um juiz que não temia a Deus nem respeitava os homens. Naquela cidade vivia também uma viúva que ia ter com ele e lhe dizia: 'Faz-me justiça contra o meu adversário.'
Durante muito tempo, o juiz recusou-se a atendê-la; mas, um dia, disse consigo: 'Embora eu não tema a Deus nem respeite os homens, contudo, já que esta viúva me incomoda, vou fazer-lhe justiça, para que me deixe de vez e não volte a importunar-me.'»
E o Senhor continuou: «Reparai no que diz este juiz iníquo. E Deus não fará justiça aos seus eleitos, que a Ele clamam dia e noite, e há-de fazê-los esperar?
Eu vos digo que lhes vai fazer justiça prontamente. Mas, quando o Filho do Homem voltar, encontrará a fé sobre a terra?»

2013-10-05

Diálogo com o Evangelho



Diálogo com o Evangelho de Domingo, 6 de outubro, pelo Frei Eugénio, no programa de rádio "Raízes de Cá".

A vida questiona o Evangelho de Domingo, 6 de outubro

Lc. 17,5-10.
Naquele tempo, os Apóstolos disseram ao Senhor: «Aumenta a nossa fé.»
O Senhor respondeu: «Se tivésseis fé como um grão de mostarda, diríeis a essa amoreira: 'Arranca-te daí e planta-te no mar', e ela havia de obedecer-vos.» «Qual de vós, tendo um servo a lavrar ou a apascentar gado, lhe dirá, quando ele regressar do campo: 'Vem cá depressa e senta-te à mesa'? Não lhe dirá antes: 'Prepara-me o jantar e cinge-te para me servires, enquanto eu como e bebo; depois, comerás e beberás tu'? Deve estar grato ao servo por ter feito o que lhe mandou?
Assim, também vós, quando tiverdes feito tudo o que vos foi ordenado, dizei: 'Somos servos inúteis; fizemos o que devíamos fazer.'»

2013-09-28

Diálogo com o Evangelho



Diálogo com o Evangelho de Domingo, 29 de setembro, pelo Frei Eugénio, no programa de rádio "Raízes de Cá".

A vida questiona o Evangelho de Domingo, 29 de setembro


Lc. 16,19-31.
Naquele tempo, disse Jesus aos fariseus: «Havia um homem rico que se vestia de púrpura e linho fino e fazia todos os dias esplêndidos banquetes. Um pobre, chamado Lázaro, jazia ao seu portão, coberto de chagas. Bem desejava ele saciar-se com o que caía da mesa do rico; mas eram os cães que vinham lamber-lhe as chagas.
Ora, o pobre morreu e foi levado pelos anjos ao seio de Abraão. Morreu também o rico e foi sepultado. Na morada dos mortos, achando-se em tormentos, ergueu os olhos e viu, de longe, Abraão e também Lázaro no seu seio.
Então, ergueu a voz e disse: 'Pai Abraão, tem misericórdia de mim e envia Lázaro para molhar em água a ponta de um dedo e refrescar-me a língua, porque estou atormentado nestas chamas.'
Abraão respondeu-lhe: 'Filho, lembra-te de que recebeste os teus bens em vida, enquanto Lázaro recebeu somente males. Agora, ele é consolado, enquanto tu és atormentado.
Além disso, entre nós e vós há um grande abismo, de modo que, se alguém pretendesse passar daqui para junto de vós, não poderia fazê-lo, nem tão pouco vir daí para junto de nós.' O rico insistiu: 'Peço-te, pai Abraão, que envies Lázaro à casa do meu pai, pois tenho cinco irmãos; que os previna, a fim de que não venham também para este lugar de tormento.'
Disse lhe Abraão: 'Têm Moisés e os Profetas; que os oiçam!' Replicou-lhe ele: 'Não, pai Abraão; se algum dos mortos for ter com eles, hão-de arrepender-se.'
Abraão respondeu-lhe: 'Se não dão ouvidos a Moisés e aos Profetas, tão-pouco se deixarão convencer, se alguém ressuscitar dentre os mortos.'»

2013-09-21

Diálogo com o Evangelho



Diálogo com o Evangelho de Domingo, 22 de setembro, pelo Frei Eugénio, no programa de rádio "Raízes de Cá".

A vida questiona o Evangelho de Domingo, 22 de setembro

Lc. 16,1-13.
Naquele tempo, disse ainda Jesus aos discípulos: «Havia um homem rico, que tinha um administrador; e este foi acusado perante ele de lhe dissipar os bens. Mandou-o chamar e disse-lhe: 'Que é isto que ouço a teu respeito? Presta contas da tua administração, porque já não podes continuar a administrar.'
O administrador disse, então, para consigo: 'Que farei, pois o meu senhor vai tirar-me a administração? Cavar não posso; de mendigar tenho vergonha. Já sei o que hei de fazer, para que haja quem me receba em sua casa, quando for despedido da minha administração.'
E, chamando cada um dos devedores do seu senhor, perguntou ao primeiro: 'Quanto deves ao meu senhor?' Ele respondeu: Cem talhas de azeite.' Retorquiu-lhe: 'Toma o teu recibo, senta-te depressa e escreve cinquenta.'
Perguntou, depois, ao outro: 'E tu quanto deves?' Este respondeu: 'Cem medidas de trigo.' Retorquiu-lhe também: 'Toma o teu recibo e escreve oitenta.'
O senhor elogiou o administrador desonesto, por ter procedido com esperteza. É que os filhos deste mundo são mais sagazes que os filhos da luz, no trato com os seus semelhantes.»
«E Eu digo-vos: Arranjai amigos com o dinheiro desonesto, para que, quando este faltar, eles vos recebam nas moradas eternas. Quem é fiel no pouco também é fiel no muito; e quem é infiel no pouco também é infiel no muito. Se, pois, não fostes fiéis no que toca ao dinheiro desonesto, quem vos há-de confiar o verdadeiro bem? E, se não fostes fiéis no alheio, quem vos dará o que é vosso?
Nenhum servo pode servir a dois senhores; ou há-de aborrecer a um e amar o outro, ou dedicar-se a um e desprezar o outro. Não podeis servir a Deus e ao dinheiro.»

2013-09-15

O Evangelho da Misericórdia

Para uma análise do texto deste Capítulo 15 do Evangelho de Lucas pode ler-se este texto de António Couto.

Aqui fica um extracto:

"[o filho mais novo] Pensa então em voltar para casa, mas como assalariado, não como filho. Prestemos atenção ao discurso em três pontos que prepara: 
1) «Pai, pequei contra o céu e contra ti; 
2) não sou mais digno de ser chamado teu filho; 
3) trata-me como um dos teus assalariados» (Lucas 15,18-19).
Ei-lo, portanto, que regressa. Mas já o Pai está à espera dele com um imenso abraço de alma a alma. 

Mas o filho tinha preparado o seu discurso em três pontos, e ei-lo que começa a debitá-lo: 
1) «Pai, pequei contra o céu e contra ti; 
2) não sou mais digno de ser chamado teu filho» (Lucas 15,21). 

Como se compreende, o terceiro ponto deste discurso era fatal, e o filho já não o diz. Não porque não quisesse, mas porque o Pai o interrompe, dizendo aos criados: «Depressa…» (Lucas 15,22)."

Diálogo com o Evangelho




Diálogo com o Evangelho de Domingo, 15 de setembro, pelo Frei Eugénio, no programa de rádio "Raízes de Cá".

A vida questiona o Evangelho de Domingo, 15 de setembro


Lc. 15,1-32.
Naquele tempo, os publicanos e os pecadores aproximavam-se de Jesus para O ouvirem. Mas os fariseus e os doutores da Lei murmuravam entre si, dizendo: «Este acolhe os pecadores e come com eles.» 

Jesus propôs-lhes, então, esta parábola

«Qual é o homem dentre vós que, possuindo cem ovelhas e tendo perdido uma delas, não deixa as noventa e nove no deserto e vai à procura da que se tinha perdido, até a encontrar?  Ao encontrá-la, põe na alegremente aos ombros e, ao chegar a casa, convoca os amigos e vizinhos e diz-lhes: 'Alegrai-vos comigo, porque encontrei a minha ovelha perdida.'
Digo-vos Eu: Haverá mais alegria no Céu por um só pecador que se converte, do que por noventa e nove justos que não necessitam de conversão.»

«Ou qual é a mulher que, tendo dez dracmas, se perde uma, não acende a candeia, não varre a casa e não procura cuidadosamente até a encontrar?  E, ao encontrá-la, convoca as amigas e vizinhas e diz: 'Alegrai-vos comigo, porque encontrei a dracma perdida.' Digo-vos: Assim há alegria entre os anjos de Deus por um só pecador que se converte.» 

Disse ainda: «Um homem tinha dois filhos. O mais novo disse ao pai: 'Pai, dá-me a parte dos bens que me corresponde.' E o pai repartiu os bens entre os dois. Poucos dias depois, o filho mais novo, juntando tudo, partiu para uma terra longínqua e por lá esbanjou tudo quanto possuía, numa vida desregrada.  Depois de gastar tudo, houve grande fome nesse país e ele começou a passar privações. Então, foi colocar-se ao serviço de um dos habitantes daquela terra, o qual o mandou para os seus campos guardar porcos. Bem desejava ele encher o estômago com as alfarrobas que os porcos comiam, mas ninguém lhas dava.
E, caindo em si, disse: 'Quantos jornaleiros de meu pai têm pão em abundância, e eu aqui a morrer de fome! Levantar-me-ei, irei ter com meu pai e vou dizer-lhe: Pai, pequei contra o Céu e contra ti; já não sou digno de ser chamado teu filho; trata-me como um dos teus jornaleiros.'
E, levantando-se, foi ter com o pai. 
Quando ainda estava longe, o pai viu-o e, enchendo-se de compaixão, correu a lançar-se-lhe ao pescoço e cobriu-o de beijos. O filho disse-lhe: 'Pai, pequei contra o Céu e contra ti; já não mereço ser chamado teu filho.'
Mas o pai disse aos seus servos: 'Trazei depressa a melhor túnica e vesti-lha; dai-lhe um anel para o dedo e sandálias para os pés. Trazei o vitelo gordo e matai-o; vamos fazer um banquete e alegrar-nos, porque este meu filho estava morto e reviveu, estava perdido e foi encontrado.' E a festa principiou.
 

Ora, o filho mais velho estava no campo. Quando regressou, ao aproximar-se de casa ouviu a música e as danças. Chamou um dos servos e perguntou-lhe o que era aquilo. Disse-lhe ele: 'O teu irmão voltou e o teu pai matou o vitelo gordo, porque chegou são e salvo.'
Encolerizado, não queria entrar; mas o seu pai, saindo, suplicava-lhe que entrasse. Respondendo ao pai, disse-lhe: 'Há já tantos anos que te sirvo sem nunca transgredir uma ordem tua, e nunca me deste um cabrito para fazer uma festa com os meus amigos; e agora, ao chegar esse teu filho, que gastou os teus bens com meretrizes, mataste-lhe o vitelo gordo.' 

O pai respondeu-lhe: 'Filho, tu estás sempre comigo, e tudo o que é meu é teu. Mas tínhamos de fazer uma festa e alegrar-nos, porque este teu irmão estava morto e reviveu; estava perdido e foi encontrado.'»

2013-09-09

Situação na Síria: ponto de vista de um padre jesuíta egípcio




Para um retrato realista e visto de dentro da situação na Síria e no Egipto deixo aqui a ligação para a entrevista do padre jesuíta Samir Khalil Samir.
Resumo os elementos respeitantes à situação na Síria: de uma reivindicação de democracia e liberdade a situação evoluiu para confronto entre Sunitas fundamentalistas e Xiitas (de que fazem parte os Alauitas, a propósito dos quais observa que a derrota de Assad será a derrota dos Alauitas); os vários agentes da guerra-proxy (e a irónica observação de que a Europa, a este respeito, não está unida — graças a Deus!); a maior vulnerabilidade da minoria cristã (é sempre mais fácil atacar a minoria); que o ataque das armas químicas não deve ser decidido sem provas e que, em qualquer caso, quem vai pagar o preço mais elevado são os Sírios; que nesta situação não pode haver um vencedor, pelo contrário, terá de haver um compromisso.

2013-09-08

Rien n’est plus responsable que de prier


Méditation du frère Roger à Taizé.
Messe du 23ème T.O.C.

Voici plus de deux mille cinq cents ans, un croyant écrivait ces paroles: 
"Dieu prépare pour vous un avenir de paix et non de malheur; Dieu veut vous donner un futur et une espérance" (Jérémie 29,11 ; 31,17).

Aspirant à construire un avenir de paix, ce qui signifie une humanité libérée des menaces de violence, certains sont aujourd’hui saisis par l’inquiétude, et se trouvent immobilisés.
Mais n’est-il pas vrai qu’il y a aussi, à travers le monde, des jeunes inventifs, créateurs ? Ces jeunes sont conscients que ce qui peut paralyser l'être humain, c’est bien souvent le découragement.
Aussi ces jeunes cherchent-ils, de toute leur âme, à participer à la préparation d’un avenir de paix, et non de malheur. Plus qu’ils ne le supposent, ils parviennent déjà à faire de leur vie une lumière qui, autour d’eux, éclaire de vastes zones de l'humanité.
A Taizé, certaines soirées d’été, sous un ciel chargé d’étoiles, nous entendons les jeunes par les fenêtres ouvertes. Nous demeurons étonnés qu’ils soient si nombreux ; ils viennent, cherchent, prient, repartent.
Et je me dis : leurs aspirations à la paix et à la confiance sont comme ces étoiles dans la nuit. Elles soutiennent une espérance si essentielle.
Oui, qui se tient en présence de Dieu dans une attente priante peut porter une insondable espérance pour le futur de l’humanité.
Et comment ? Plus on vit une prière toute simple et toute humble, plus on devient attentif à ceux qui nous entourent.
Un croyant qui prie devient un reflet de Dieu, de Dieu qui ne peut qu’aimer. Un croyant qui prie est conduit à aimer et à l’exprimer par sa vie.
La prière n’éloigne pas des préoccupations du monde d’aujourd’hui, au contraire la prière rend encore plus responsable. Rien n’est plus responsable que de prier.
Je le redis encore une fois, cherchons à comprendre ce que signifient ces paroles: rien n’est plus responsable que de prier.

2013-09-07

Diálogo com o Evangelho




Diálogo com o Evangelho de Domingo, 8 de setembro, pelo Frei Eugénio, no programa de rádio "Raízes de Cá".

A vida questiona o Evangelho de Domingo, 8 de setembro

Lc. 14,25-33.
Naquele tempo, seguia Jesus uma grande multidão. Jesus voltou-Se e disse-lhes: «Se alguém vem ter comigo e não me tem mais amor que ao seu pai, à sua mãe, à sua esposa, aos seus filhos, aos seus irmãos, às suas irmãs e até à própria vida, não pode ser meu discípulo. Quem não tomar a sua cruz para me seguir não pode ser meu discípulo. Quem dentre vós, querendo construir uma torre, não se senta primeiro para calcular a despesa e ver se tem com que a concluir?
Não suceda que, depois de assentar os alicerces, não a podendo acabar, todos os que virem comecem a troçar dele, dizendo: 'Este homem começou a construir e não pôde acabar.'
Ou qual é o rei que parte para a guerra contra outro rei e não se senta primeiro para examinar se lhe é possível com dez mil homens opor-se àquele que vem contra ele com vinte mil? Se não pode, estando o outro ainda longe, manda-lhe embaixadores a pedir a paz.
Assim, qualquer de vós, que não renunciar a tudo o que possui, não pode ser meu discípulo.»

2013-09-01

Francisco: jornada de oração pela paz na Síria e no mundo


Papa Francisco anuncia jornada de jejum e oração pela paz na Síria e no mundo



Oportuno apelo - bem forte - a favor da Paz, em especial na Síria.

O papa recordou o «sofrimento», «devastação» e «dor» causados pelas armas na Síria, país que qualificou de «martirizado», e acentuou que a «guerra chama a guerra e a violência chama a violência».

Francisco frisou que «não é a cultura do conflito a que constrói a convivência entre os povos», mas a «cultura do encontro e do diálogo», «o único caminho para a paz».

2013-08-31

Diálogo com o Evangelho




Diálogo com o Evangelho de Domingo, 1 de setembro, pelo Frei Eugénio, no programa de rádio "Raízes de Cá".

A vida questiona o Evangelho do Domingo, 1 de setembro

Lc. 14,1.7-14.
Naquele tempo, tendo Jesus entrado, a um sábado, em casa de um dos principais fariseus para comer uma refeição, todos O observavam. Observando como os convidados escolhiam os primeiros lugares, disse-lhes esta parábola:
«Quando fores convidado para um banquete, não ocupes o primeiro lugar; não suceda que tenha sido convidado alguém mais digno do que tu, venha o que vos convidou, a ti e ao outro, e te diga: 'Cede o teu lugar a este.' Ficarias envergonhado e passarias a ocupar o último lugar. Mas, quando fores convidado, senta-te no último lugar; e assim, quando vier o que te convidou, há-de dizer-te: 'Amigo, vem mais para cima.' Então, isto será uma honra para ti, aos olhos de todos os que estiverem contigo à mesa. Porque todo aquele que se exalta será humilhado, e o que se humilha será exaltado.»
Disse, depois, a quem o tinha convidado: «Quando deres um almoço ou um jantar, não convides os teus amigos, nem os teus irmãos, nem os teus parentes, nem os teus vizinhos ricos; não vão eles também convidar-te, por sua vez, e assim retribuir-te. Quando deres um banquete, convida os pobres, os aleijados, os coxos e os cegos.
E serás feliz por eles não terem com que te retribuir; ser-te-á retribuído na ressurreição dos justos.»

2013-08-24

Diálogo com o Evangelho




Diálogo com o Evangelho de Domingo, 25 de agosto, pelo Frei Eugénio, no programa de rádio "Raízes de Cá".

A vida questiona o Evangelho de Domingo, 25 de agosto

Luc. 13,22-30.
Naquele tempo, Jesus percorria cidades e aldeias, ensinando e caminhando para Jerusalém.Disse-lhe alguém: «Senhor, são poucos os que se salvam?» Ele respondeu-lhes: «Esforçai-vos por entrar pela porta estreita, porque Eu vos digo que muitos tentarão entrar sem o conseguir. Uma vez que o dono da casa se levante e feche a porta, ficareis fora e batereis, dizendo: 'Abre-nos, Senhor!' Mas ele há-de responder-vos: 'Não sei de onde sois.' Começareis, então, a dizer: 'Comemos e bebemos contigo e Tu ensinaste nas nossas praças.' Responder-vos-á: 'Repito vos que não sei de onde sois. Apartai-vos de mim, todos os que praticais a iniquidade.'
Lá haverá pranto e ranger de dentes, quando virdes Abraão, Isaac, Jacob e todos os profetas no Reino de Deus, e vós a serdes postos fora. Hão-de vir do Oriente, do Ocidente, do Norte e do Sul, sentar-se à mesa no Reino de Deus.
E há últimos que serão dos primeiros e primeiros que serão dos últimos.»

2013-08-17

Diálogo com o Evangelho




Diálogo com o Evangelho de Domingo, 18 de agosto, pelo Frei Eugénio, no programa de rádio "Raízes de Cá".

A vida questiona o evangelho de Domingo, 18 de agosto

Lc. 12,49-53.
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Eu vim lançar fogo sobre a terra; e como gostaria que ele já se tivesse ateado! Tenho de receber um baptismo, e que angústias as minhas até que ele se realize! Julgais que Eu vim estabelecer a paz na Terra? Não, Eu vo-lo digo, mas antes a divisão.
Porque, daqui por diante, estarão cinco divididos numa só casa: três contra dois e dois contra três; vão dividir-se: o pai contra o filho e o filho contra o pai, a mãe contra a filha e a filha contra a mãe, a sogra contra a nora e a nora contra a sogra.»

2013-08-10

Papa Francisco - entrevista à Rede Globo




A vida questiona o Evangelho de Domingo, 11 de agosto

Lc. ‪12,32-48.‬
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Não temais, pequenino rebanho, porque aprouve ao vosso Pai dar-vos o Reino.»
«Vendei os vossos bens e dai os de esmola. Arranjai bolsas que não envelheçam, um tesouro inesgotável no Céu, onde o ladrão não chega e a traça não rói.
Porque, onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração.»
«Estejam apertados os vossos cintos e acesas as vossas lâmpadas.
Sede semelhantes aos homens que esperam o seu senhor ao voltar da boda, para lhe abrirem a porta quando ele chegar e bater.
Felizes aqueles servos a quem o senhor, quando vier, encontrar vigilantes! Em verdade vos digo: Vai cingir-se, mandará que se ponham à mesa e há-de servi-los. E, se vier pela meia-noite ou de madrugada, e assim os encontrar, felizes serão eles.
Ficai a sabê-lo bem: se o dono da casa soubesse a que hora viria o ladrão, não teria deixado arrombar a sua casa.
Estai preparados, vós também, porque o Filho do Homem chegará na hora em que menos pensais.»
Pedro disse-lhe: «Senhor, é para nós que dizes essa parábola, ou é para todos igualmente?»
O Senhor respondeu: «Quem será, pois, o administrador fiel e prudente a quem o senhor pôs à frente do seu pessoal para lhe dar, a seu tempo, a ração de trigo?
Feliz o servo a quem o senhor, quando vier, encontrar procedendo assim.
Em verdade vos digo que o porá à frente de todos os seus bens. Mas, se aquele administrador disser consigo mesmo: 'O meu senhor tarda em vir' e começar a espancar servos e servas, a comer, a beber e a embriagar-se, o senhor daquele servo chegará no dia em que ele menos espera e a uma hora que ele não sabe; então, pô-lo-á de parte, fazendo o partilhar da sorte dos infiéis.
O servo que, conhecendo a vontade do seu senhor, não se preparou e não agiu conforme os seus desejos, será castigado com muitos açoites.
Aquele, porém, que, sem a conhecer, fez coisas dignas de açoites, apenas receberá alguns. A quem muito foi dado, muito será exigido; e a quem muito foi confiado, muito será pedido.»

2013-08-08

Domingos de Gusmão

São Domingos foi o fundador da Ordem dos Pregadores.

O que pretendia? 

 Vista de Bolonha, a partir da Torre Asinelle, vendo-se a Catedral onde São Domingos se encontra sepultado (Caleruega, 1170 - Bolonha, 1221)

"Uma pregação que se não se baseasse apenas na autoridade, mas sobretudo no testemunho de vida do pregador. Libertar a pregação dos seus compromissos feudais, na pobreza e na liberdade. "

 "A Ordem dos Pregadores nasceu, radicalmente, da compreensão, da inteligência, da análise, do amor de um mundo em mutação. Não é obra de um reformismo moral, de uma revisão pastoral, de uma acomodação de regras ou de estruturas, nem sequer, ao fim e ao cabo, de uma santificação das virtudes: trata-se de um «carisma», com a compreensão viva, profética, de uma situação humana nova na evolução do mundo (Chenu)."

Fonte:  "São Domingos: pobreza e santidade" - Homilia de fr. José Augusto Mourão in A Palavra e o espelho, Paulinas, 2000, 179-186.

Será que ajuda?


2013-08-04

A vida questiona o Evangelho de Domingo, 4 de agosto

Lucas 12,13-21. 
Naquele tempo, alguém do meio da multidão, disse a Jesus: «Mestre, diz a meu irmão que reparta a herança comigo.» 
Ele respondeu-lhe: «Homem, quem me nomeou juiz ou encarregado das vossas partilhas?» 
E prosseguiu: «Olhai, guardai-vos de toda a ganância, porque, mesmo que um homem viva na abundância, a sua vida não depende dos seus bens.» 

Disse-lhes, então, esta parábola: «Havia um homem rico, a quem as terras deram uma grande colheita. 
E pôs-se a discorrer, dizendo consigo: 'Que hei-de fazer, uma vez que não tenho onde guardar a minha colheita?' 
Depois continuou: 'Já sei o que vou fazer: deito abaixo os meus celeiros, construo uns maiores e guardarei lá o meu trigo e todos os meus bens. 
Depois, direi a mim mesmo: Tens muitos bens em depósito para muitos anos; descansa, come, bebe e regala-te.' 

Deus, porém, disse-lhe: 'Insensato! Nesta mesma noite, vai ser reclamada a tua vida; e o que acumulaste para quem será?' 
Assim acontecerá ao que amontoa para si, e não é rico em relação a Deus.»