2016-03-31

Ressurreição: ponto de vista de um filósofo


Quem nunca teve dúvidas sobre a Ressurreição? Para dar uma ajuda ao debate, creio que oportuno para este tempo de Páscoa, deixo aqui um artigo de um filósofo contemporâneo, Peter van Inwagen, sobre a possibilidade da ressurreição (o autor, que, note-se, tem uma obra respeitada em vários domínio como metafísica, ontologia etc, publicou também um livro sobre o assunto, ver imagem). 
Desejo felicidades na leitura.

2016-03-27

Diálogo com o Evangelho


Diálogo com o Evangelho do Domingo de Páscoa, 27 de Março, pelo Frei Eugénio, no programa de rádio "Raízes de Cá".

ALELUIA! Ressuscitou!


Jo. 20,1-9.
No primeiro dia da semana, Maria Madalena foi de manhãzinha, ainda escuro, ao sepulcro e viu a pedra retirada do sepulcro.
Correu então e foi ter com Simão Pedro e com o discípulo predileto de Jesus e disse-lhes: «Levaram o Senhor do sepulcro e não sabemos onde O puseram».
Pedro partiu com o outro discípulo e foram ambos ao sepulcro. Corriam os dois juntos, mas o outro discípulo antecipou-se, correndo mais depressa do que Pedro, e chegou primeiro ao sepulcro. Debruçando-se, viu as ligaduras no chão, mas não entrou. Entretanto, chegou também Simão Pedro, que o seguira. Entrou no sepulcro e viu as ligaduras no chão e o sudário que tinha estado sobre a cabeça de Jesus, não com as ligaduras, mas enrolado à parte. Entrou também o outro discípulo que chegara primeiro ao sepulcro: viu e acreditou.
Na verdade, ainda não tinham entendido a Escritura, segundo a qual Jesus devia ressuscitar dos mortos.

2016-03-19

Diálogo com o Evangelho


Diálogo com o Evangelho do Domingo de Ramos, 20 de Março, pelo Frei Eugénio, no programa de rádio "Raízes de Cá".

A vida questiona o Evangelho do Domingo de Ramos, 20 de março


Lc. 20, 28 - 40
Depois de ter Jesus assim falado, ia adiante deles, subindo para Jerusalém. Ao aproximar-se de Betfagé e de Betânia, junto ao monte chamado Olival, enviou dois de seus discípulos, dizendo-lhes: Ide à aldeia que está defronte de vós e, ao entrar ali, achareis preso um jumentinho, que nunca foi montado; desprendei-o e trazei-o. Se alguém vos perguntar: Por que o desprendeis? respondereis assim: O Senhor precisa dele.
Partiram os que tinham sido enviados e acharam conforme lhes dissera Jesus.
Enquanto desprendiam o jumentinho, perguntaram-lhes os seus donos: Por que desprendeis o jumentinho? Responderam: O Senhor precisa dele. Trouxeram-no a Jesus e, lançando as suas capas sobre o jumentinho, fizeram-no montar.
Enquanto ele caminhava, muitos estendiam as suas capas na estrada. Quando ele já ia chegando à descida do monte das Oliveiras, toda a multidão dos discípulos começou jubilosa a louvar a Deus em altas vozes por todos os milagres que tinha visto, dizendo: Bendito é o Rei que vem em nome do Senhor! paz no céu e glória nas maiores alturas!
Alguns dos fariseus dentre a multidão lhe disseram: Mestre, repreende os teus discípulos.
Respondeu-lhes: Declaro-vos que, se estes se calarem, as pedras clamarão.

2016-03-12

Diálogo com o Evangelho


Diálogo com o Evangelho do 5º Domingo da Quaresma, 6 de Março, pelo Frei Eugénio, no programa de rádio "Raízes de Cá".

A vida questiona o Evangelho de Domingo, 13 de Março


Jo. 8,1-11.
Naquele tempo, Jesus foi para o monte das Oliveiras.
Mas de manhã cedo, apareceu outra vez no templo, e todo o povo se aproximou d’Ele. Então sentou-Se e começou a ensinar.
Os escribas e os fariseus apresentaram a Jesus uma mulher surpreendida em adultério, colocaram-na no meio dos presentes e disseram a Jesus: «Mestre, esta mulher foi surpreendida em flagrante adultério.
Na Lei, Moisés mandou-nos apedrejar tais mulheres. Tu que dizes?».
Falavam assim para Lhe armarem uma cilada e terem pretexto para O acusar. Mas Jesus inclinou-Se e começou a escrever com o dedo no chão.
Como persistiam em interrogá-l’O, ergueu-Se e disse-lhes: «Quem de entre vós estiver sem pecado atire a primeira pedra». Inclinou-Se novamente e continuou a escrever no chão.
Eles, porém, quando ouviram tais palavras, foram saindo um após outro, a começar pelos mais velhos, e ficou só Jesus e a mulher, que estava no meio.
Jesus ergueu-Se e disse-lhe: «Mulher, onde estão eles? Ninguém te condenou?».
Ela respondeu: «Ninguém, Senhor». Disse então Jesus: «Nem Eu te condeno. Vai e não tornes a pecar».

2016-03-05

Jesus tinha 2 Pais

Sobre a polémica que  dominou comentários políticos e mediáticos, António Marujo escreveu este  comentário no Diário de Notícias:

A imagem do Bloco sobre Jesus tem um problema constitucional: pode um partido político fazer profissão de fé pública em Jesus Filho de Deus – aquilo em que acreditam os cristãos? Se, por exemplo, um primeiro-ministro se benzesse publicamente, quantos não o censurariam por ameaças à laicidade? António Guterres fê-lo uma vez e foi criticadíssimo (ou seja, um político perde o direito às convicções pessoais, mesmo se tal não ameaça em nada o Estado ou a laicidade).
O BE faz pelo menos duas profissões de fé: em Jesus como Filho de Deus e em Deus-Pai. E tem outro problema: ignora a figura da mãe e refere apenas o tradicional Deus-pai. O que, para muitos cristãos, hoje, é redutor, porque entendem Deus como pai e mãe. O Bloco alia-se, assim, ao cristianismo conservador (também na imagem usada).
A frase não é original, já vários grupos protestantes e católicos a publicaram – ver o BE a imitar cristãos tem graça... E, mais do que ofensiva (o que a frase diz é verdade cristã), a imagem é um desastre de comunicação. Como diz o grupo Rumos Novos, de homossexuais católicos: “Atitudes como [esta] terão sempre o efeito contrário ao pretendido e tornarão mais difícil a integração plena das pessoas de orientação homossexual, criando anticorpos...” E Marisa Matias, a eurodeputada do Bloco, escreveu no Facebook: “Acho que saiu ao lado da intenção que se pretendia. Que foi um erro.”
Seria interessante ver o Bloco preocupado também, por exemplo, em apoiar as crianças cristãs perseguidas só pelo facto de o serem (na Síria, Iraque, Palestina, Índia...). E também seria interessante ver a indignação de tantos católicos voltar-se não tanto contra cartazes com pouca graça mas contra a tirania financeira que despreza as pessoas – filhas de Deus e irmãs umas das outras, como afirma a fé cristã. É porque o Deus dos cristãos deve rir-se imenso com estas birras sem interesse. O que o afligirá mesmo é o sofrimento de tantas pessoas.

Ver aqui o texto original.

Diálogo com o Evangelho


Diálogo com o Evangelho do 4º Domingo da Quaresma, 6 de Março, pelo Frei Eugénio, no programa de rádio "Raízes de Cá".

A vida questiona o Evangelho do 4º Domingo da Quaresma


O Retorno do Filho Pródigo. Séc. XVII, de Rembrandt
 Museu Hermitage, em São Petersburgo.

Lc. 15,1-3.11-32.
Naquele tempo, os publicanos e os pecadores aproximavam-se todos de Jesus, para O ouvirem. Mas os fariseus e os escribas murmuravam entre si, dizendo:  "Este homem acolhe os pecadores e come com eles».
Jesus disse-lhes então a seguinte parábola:
«Um homem tinha dois filhos. O mais novo disse ao pai: ‘Pai, dá-me a parte da herança que me toca’. O pai repartiu os bens pelos filhos.
Alguns dias depois, o filho mais novo, juntando todos os seus haveres, partiu para um país distante e por lá esbanjou quanto possuía, numa vida dissoluta.  Tendo gastado tudo, houve uma grande fome naquela região, e ele começou a passar privações. Entrou então ao serviço de um dos habitantes daquela terra, que o mandou para os seus campos guardar porcos. Bem desejava ele matar a fome com as alfarrobas que os porcos comiam, mas ninguém lhas dava. Então, caindo em si, disse: ‘Quantos trabalhadores de meu pai têm pão em abundância, e eu aqui a morrer de fome! Vou-me embora, vou ter com meu pai e dizer-lhe: Pai, pequei contra o Céu e contra ti. Já não mereço ser chamado teu filho, mas trata-me como um dos teus trabalhadores’.
Pôs-se a caminho e foi ter com o pai. Ainda ele estava longe, quando o pai o viu: encheu-se de compaixão e correu a lançar-se-lhe ao pescoço, cobrindo-o de beijos.
Disse-lhe o filho: ‘Pai, pequei contra o Céu e contra ti. Já não mereço ser chamado teu filho’. Mas o pai disse aos servos: ‘Trazei depressa a melhor túnica e vesti-lha. Ponde-lhe um anel no dedo e sandálias nos pés. Trazei o vitelo gordo e matai-o. Comamos e festejemos, porque este meu filho estava morto e voltou à vida, estava perdido e foi reencontrado’. E começou a festa.
Ora o filho mais velho estava no campo. Quando regressou, ao aproximar-se da casa, ouviu a música e as danças. Chamou um dos servos e perguntou-lhe o que era aquilo. O servo respondeu-lhe: ‘O teu irmão voltou e teu pai mandou matar o vitelo gordo, porque ele chegou são e salvo’.
Ele ficou ressentido e não queria entrar. Então o pai veio cá fora instar com ele.  Mas ele respondeu ao pai: ‘Há tantos anos que eu te sirvo, sem nunca transgredir uma ordem tua, e nunca me deste um cabrito para fazer uma festa com os meus amigos. E agora, quando chegou esse teu filho, que consumiu os teus bens com mulheres de má vida, mataste-lhe o vitelo gordo’.
Disse-lhe o pai: ‘Filho, tu estás sempre comigo, e tudo o que é meu é teu. Mas tínhamos de fazer uma festa e alegrar-nos, porque este teu irmão estava morto e voltou à vida, estava perdido e foi reencontrado’».

2016-02-27

A vida questiona o Evangelho do 3º Domingo da Quaresma, 28 de Fevereiro

Lc. 13,1-9. 
Naquele tempo, vieram contar a Jesus que Pilatos mandara derramar o sangue de certos galileus, juntamente com o das vítimas que imolavam. 
Jesus respondeu-lhes: «Julgais que, por terem sofrido tal castigo, esses galileus eram mais pecadores do que todos os outros galileus? Eu digo-vos que não. E se não vos arrependerdes, morrereis todos do mesmo modo. E aqueles dezoito homens, que a torre de Siloé, ao cair, atingiu e matou? Julgais que eram mais culpados do que todos os outros habitantes de Jerusalém? Eu digo-vos que não. E se não vos arrependerdes, morrereis todos de modo semelhante. 
Jesus disse então a seguinte parábola: «Certo homem tinha uma figueira plantada na sua vinha. Foi procurar os frutos que nela houvesse, mas não os encontrou. 
Disse então ao vinhateiro: ‘Há três anos que venho procurar frutos nesta figueira e não os encontro. Deves cortá-la. Porque há-de estar ela a ocupar inutilmente a terra?’. 
Mas o vinhateiro respondeu-lhe: ‘Senhor, deixa-a ficar ainda este ano, que eu, entretanto, vou cavar-lhe em volta e deitar-lhe adubo. Talvez venha a dar frutos. Se não der, mandá-la-ás cortar no próximo ano». 

2016-02-20

Diálogo com o Evangelho


Diálogo com o Evangelho do 2º Domingo da Quaresma, 21 de Fevereiro, pelo Frei Eugénio, no programa de rádio "Raízes de Cá".

A vida questiona o Evangelho do 2º Domingo da Quaresma, 21 de fevereiro


Lc. 9,28b-36.
Naquele tempo, Jesus tomou consigo Pedro, João e Tiago e subiu ao monte, para orar. Enquanto orava, alterou-se o aspeto do seu rosto, e as suas vestes ficaram de uma brancura refulgente.
Dois homens falavam com Ele: eram Moisés e Elias, que, tendo aparecido em glória, falavam da morte de Jesus, que ia consumar-se em Jerusalém.
Pedro e os companheiros estavam a cair de sono; mas, despertando, viram a glória de Jesus e os dois homens que estavam com Ele.
Quando estes se iam afastando, Pedro disse a Jesus: «Mestre, como é bom estarmos aqui! Façamos três tendas: uma para Ti, outra para Moisés e outra para Elias». Não sabia o que estava a dizer.
Enquanto assim falava, veio uma nuvem que os cobriu com a sua sombra; e eles ficaram cheios de medo, ao entrarem na nuvem. Da nuvem saiu uma voz, que dizia: «Este é o meu Filho, o meu Eleito: escutai-O».
Quando a voz se fez ouvir, Jesus ficou sozinho. Os discípulos guardaram silêncio e, naqueles dias, a ninguém contaram nada do que tinham visto.

2016-02-16

Quaresma na cidade

Carême dans la Ville 

Ontem, na meditação, reconheci-me pecador e converti-me à misericórdia de Deus. Hoje, não consigo compreender: porque é que me devo arrepender do mal que fiz ao meu irmão? Foi ele que começou! Não mereceu, por isso, o que lhe fiz? Desde os recreios das escolas, passando pelas famílias e as comunidades até às guerras e aos atos terroristas, é sempre a mesma lógica. Quando se trata de me defender, tento sempre justificar-me.
Umas vezes, perante os outros, outras, simplesmente no mais profundo de mim mesmo, encontro razões e pretextos para ignorar o meu irmão, a minha irmã, o meu próximo: não o quero ver mais! Não merece a minha misericórdia. Talvez sem me dar conta disso, deixo então que o mal se instale em mim. Torno-me um pouco mais seu prisioneiro, seu escravo.
Quer o meu irmão esteja errado ou não, é suposto que eu seja misericordioso porque Cristo me ofereceu primeiro a sua misericórdia. Este gesto de amor recebido de graça impele-me a reparti-lo. «Recebestes de graça, dai de graça.» É a misericórdia que me leva a arrepender-me das minhas faltas, a afastar-me do mal.
Peçamos a Deus que nos ajude a arrependermo-nos. Talvez venhamos a chorar como Pedro. Mas, sob o olhar de Jesus, essas lágrimas tornar-nos-ão mais fortes. Limpemos o nosso coração arrependendo-nos do mal que fizemos ao nosso próximo. Acreditem, isso liberta e dá alegria!
 

Frère Sarmad Najeeb 
Couvent de Lille

2016-02-13

Diálogo com o Evangelho


Diálogo com o Evangelho do 1º Domingo da Quaresma, 14 de Fevereiro, pelo Frei Eugénio, no programa de rádio "Raízes de Cá".

2016-02-12

A vida questiona o Evangelho do 1º Domingo da Quaresma, 14 de Fevereiro

 Deserto da Judeia, Palestina, Setembro 2010

Lucas 4,1-13.
Naquele tempo, Jesus, cheio do Espírito Santo, retirou-Se das margens do Jordão. Durante quarenta dias, esteve no deserto, conduzido pelo Espírito, e foi tentado pelo Diabo. Nesses dias não comeu nada e, passado esse tempo, sentiu fome.
O Diabo disse-lhe: «Se és Filho de Deus, manda a esta pedra que se transforme em pão». Jesus respondeu-lhe: «Está escrito: ‘Nem só de pão vive o homem’».
O Diabo levou-O a um lugar alto e mostrou-Lhe num instante todos os reinos da terra e disse-Lhe: «Eu Te darei todo este poder e a glória destes reinos, porque me foram confiados e os dou a quem eu quiser. Se Te prostrares diante de mim, tudo será teu». Jesus respondeu-lhe: «Está escrito: ‘Ao Senhor teu Deus adorarás, só a Ele prestarás culto’».
Então o Diabo levou-O a Jerusalém, colocou-O sobre o pináculo do templo e disse-Lhe: «Se és Filho de Deus, atira-Te daqui abaixo, porque está escrito: ‘Ele dará ordens aos seus Anjos a teu respeito, para que Te guardem’; e ainda: ‘Na palma das mãos te levarão, para que não tropeces em alguma pedra’».
Jesus respondeu-lhe: «Está mandado: ‘Não tentarás o Senhor teu Deus’».
Então o Diabo, tendo terminado toda a espécie de tentação, retirou-se da presença de Jesus, até certo tempo.

2016-02-07

DIálogo com o Evangelho


Diálogo com o Evangelho do Domingo, 7 de Fevereiro, pelo Frei Eugénio, no programa de rádio "Raízes de Cá".

A vida questiona o Evangelho de Domingo, 7 de Fevereiro

Lc. 5,1-11.
Naquele tempo, estava a multidão aglomerada em volta de Jesus, para ouvir a palavra de Deus. Ele encontrava-Se na margem do lago de Genesaré e viu dois barcos estacionados no lago. Os pescadores tinham deixado os barcos e estavam a lavar as redes.
Jesus subiu para um barco, que era de Simão, e pediu-lhe que se afastasse um Lc pouco da terra. Depois sentou-Se e do barco pôs-Se a ensinar a multidão.
Quando acabou de falar, disse a Simão: «Faz-te ao largo e lançai as redes para a pesca». Respondeu-Lhe Simão: «Mestre, andámos na faina toda a noite e não apanhámos nada. Mas, já que o dizes, lançarei as redes».
Eles assim fizeram e apanharam tão grande quantidade de peixes que as redes começavam a romper-se. Fizeram sinal aos companheiros que estavam no outro barco, para os virem ajudar; eles vieram e encheram ambos os barcos, de tal modo que quase se afundavam.
Ao ver o sucedido, Simão Pedro lançou-se aos pés de Jesus e disse-Lhe: «Senhor, afasta-Te de mim, que sou um homem pecador».
Na verdade, o temor tinha-se apoderado dele e de todos os seus companheiros, por causa da pesca realizada. Isto mesmo sucedeu a Tiago e a João, filhos de Zebedeu, que eram companheiros de Simão. Jesus disse a Simão: «Não temas. Daqui em diante serás pescador de homens».
Tendo conduzido os barcos para terra, eles deixaram tudo e seguiram Jesus.

2016-01-30

Diálogo com o Evangelho



Diálogo com o Evangelho do Domingo, 31 de Janeiro, pelo Frei Eugénio, no programa de rádio "Raízes de Cá".

A vida questiona o Evangelho de Domingo, 31 de janeiro

Lc. 4,21-30.
Naquele tempo, Jesus começou a falar na sinagoga de Nazaré, dizendo: «Cumpriu-se hoje mesmo esta passagem da Escritura que acabais de ouvir».
Todos davam testemunho em seu favor e se admiravam das palavras cheias de graça que saíam da sua boca. E perguntavam: «Não é este o filho de José?».
Jesus disse-lhes: «Por certo Me citareis o ditado: ‘Médico, cura-te a ti mesmo’. Faz também aqui na tua terra o que ouvimos dizer que fizeste em Cafarnaum».
E acrescentou: «Em verdade vos digo: Nenhum profeta é bem recebido na sua terra. Em verdade vos digo que havia em Israel muitas viúvas no tempo do profeta Elias, quando o céu se fechou durante três anos e seis meses e houve uma grande fome em toda a terra; contudo, Elias não foi enviado a nenhuma delas, mas a uma viúva de Sarepta, na região da Sidónia. Havia em Israel muitos leprosos no tempo do profeta Eliseu; contudo, nenhum deles foi curado, mas apenas o sírio Naamã».
Ao ouvirem estas palavras, todos ficaram furiosos na sinagoga. Levantaram-se, expulsaram Jesus da cidade e levaram-n’O até ao cimo da colina sobre a qual a cidade estava edificada, a fim de O precipitarem dali abaixo. 

Mas Jesus, passando pelo meio deles, seguiu o seu caminho.

2016-01-24

Diálogo com o Evangelho



Diálogo com o Evangelho do Domingo, 24 de Janeiro, pelo Frei Eugénio, no programa de rádio "Raízes de Cá".

A vida questiona o Evangelho de Domingo, 24 de Janeiro


Primeiros passos do Ecumenismo, em Nazaré. Basílica da Anunciação. Representação do encontro entre Paulo VI e Atenágoras, ocorrido em 1964. 

Lc. 1,1-4.4,14-21.
Já que muitos empreenderam narrar os factos que se realizaram entre nós, como no-los transmitiram os que, desde o início, foram testemunhas oculares e ministros da palavra, também eu resolvi, depois de ter investigado cuidadosamente tudo desde as origens, escrevê-las para ti, ilustre Teófilo, para que tenhas conhecimento seguro do que te foi ensinado.
Naquele tempo, Jesus voltou da Galileia, com a força do Espírito, e a sua fama propagou-se por toda a região. Ensinava nas sinagogas e era elogiado por todos. Foi então a Nazaré, onde Se tinha criado. Segundo o seu costume, entrou na sinagoga a um sábado e levantou-Se para fazer a leitura. Entregaram-Lhe o livro do profeta Isaías e, ao abrir o livro, encontrou a passagem em que estava escrito:
«O Espírito do Senhor está sobre mim, porque Ele me ungiu para anunciar a boa nova aos pobres. Ele me enviou a proclamar a redenção aos cativos e a vista aos cegos, a restituir a liberdade aos oprimidos e a proclamar o ano da graça do Senhor».
Depois enrolou o livro, entregou-o ao ajudante e sentou-Se. Estavam fixos em Jesus os olhos de toda a sinagoga. Começou então a dizer-lhes: «Cumpriu-se hoje mesmo esta passagem da Escritura que acabais de ouvir».

2016-01-23

Semana de oração pela unidade dos Cristãos



Aqui fica uma oração muito simples para esta semana de oração pela unidade dos cristãos, que termina a 25/01, com a festa da conversão de São Paulo, que fez tudo o que podia para as comunidades cristãs estivessem unidas em e com Jesus Cristos.
É sempre bom lembrar que Jesus deu avida “para reunir os filhos de Deus dispersos” (Jo 11, 52).
Frei Eugénio Boléo

Origem desta semana de oração:

Le lyonnais Paul Couturier (1881-1953) fut l'un des pionniers de la Semaine de prières pour l'Unité des chrétiens. Tout commence en 1923, lorsqu'on lui demande d’aider des réfugiés ayant fui la Révolution Russe de 1917. À leur contact, il apprend à connaître le christianisme orthodoxe et son riche héritage spirituel.
En juillet 1932, il fait sa retraite spirituelle chez les bénédictins d'Amay en Belgique. Il y découvre le testament spirituel du cardinal Mercier et les travaux de Dom Lambert Beauduin, fondateur de l'abbaye de Chevetogne, tous deux précurseurs de l'œcuménisme au sein du monde catholique. Deux voyages en Angleterre en 1937 et 1938 complètent son ouverture œcuménique avec la découverte de l’Anglicanisme. Il a également des échanges avec le Frère Roger Schutz, le fondateur de Taizé.
In Croire
 

2016-01-16

Diálogo com o Evangelho



Diálogo com o Evangelho do Domingo, 17 de Janeiro, pelo Frei Eugénio, no programa de rádio "Raízes de Cá".

A vida questiona o Evangelho de Domingo, 17 de Janeiro


Jo. 2,1-11.
Naquele tempo, realizou-se um casamento em Caná da Galileia e estava lá a Mãe de Jesus. Jesus e os seus discípulos foram também convidados para o casamento.
A certa altura faltou o vinho. Então a Mãe de Jesus disse-Lhe: «Não têm vinho».
Jesus respondeu-Lhe: «Mulher, que temos nós com isso? Ainda não chegou a minha hora».
Sua Mãe disse aos serventes: «Fazei tudo o que Ele vos disser».
Havia ali seis talhas de pedra, destinadas à purificação dos judeus, levando cada uma de duas a três medidas.
Disse-lhes Jesus: «Enchei essas talhas de água». Eles encheram-nas até acima. Depois disse-lhes: «Tirai agora e levai ao chefe de mesa». E eles levaram.
Quando o chefe de mesa provou a água transformada em vinho, - ele não sabia de onde viera, pois só os serventes, que tinham tirado a água, sabiam - chamou o noivo e disse-lhe: «Toda a gente serve primeiro o vinho bom e, depois de os convidados terem bebido bem, serve o inferior. Mas tu guardaste o vinho bom até agora».
Foi assim que, em Caná da Galileia, Jesus deu início aos seus milagres. Manifestou a sua glória e os discípulos acreditaram n’Ele.

Diálogo com o Evangelho


Com algum atraso, por problemas técnicos, aqui fica o
Diálogo com o Evangelho do Domingo do Batismo do Senhor, 10 de Janeiro, pelo Frei Eugénio, no programa de rádio "Raízes de Cá".

2016-01-09

A vida questiona o Evangelho de Domingo, 10 de janeiro, Baptismo do Senhor


Lc. 3,15-16.21-22.
Naquele tempo, o povo estava na expectativa e todos pensavam em seus corações se João não seria o Messias. João tomou a palavra e disse-lhes: 
«Eu batizo-vos com água, mas está a chegar quem é mais forte do que eu, e eu não sou digno de desatar as correias das suas sandálias. Ele batizar-vos-á com o Espírito Santo e com o fogo».
Quando todo o povo recebeu o batismo, Jesus também foi batizado; e, enquanto orava, o céu abriu-se e o Espírito Santo desceu sobre Ele em forma corporal, como uma pomba. E do céu fez-se ouvir uma voz: 
«Tu és o meu Filho muito amado: em Ti pus toda a minha complacência».

2016-01-02

Diálogo com o Evangelho



Diálogo com o Evangelho do Domingo da Epifania do Senhor, 3 de Janeiro, pelo Frei Eugénio, no programa de rádio "Raízes de Cá".

A vida questiona o Evangelho de Domingo, 3 de janeiro, da Epifania



Mt. 2,1-12.
Tinha Jesus nascido em Belém da Judeia, nos dias do rei Herodes, quando chegaram a Jerusalém uns Magos vindos do Oriente. Onde está - perguntaram eles - o rei dos Judeus que acaba de nascer? Nós vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-l'O.
Ao ouvir tal notícia, o rei Herodes ficou perturbado e, com ele, toda a cidade de Jerusalém. Reuniu todos os príncipes dos sacerdotes e escribas do povo e perguntou-lhes onde devia nascer o Messias.
Eles responderam: "Em Belém da Judeia, porque assim está escrito pelo Profeta: 'Tu, Belém, terra de Judá, não és de modo nenhum a menor entre as principais cidades de Judá, pois de ti sairá um chefe, que será o Pastor de Israel, meu povo'".
Então Herodes mandou chamar secretamente os Magos e pediu-lhes informações precisas sobre o tempo em que lhes tinha aparecido a estrela.
Depois enviou-os a Belém e disse-lhes: "Ide informar-vos cuidadosamente acerca do Menino; e, quando O encontrardes, avisai-me, para que também eu vá adorá-l'O".
Ouvido o rei, puseram-se a caminho. E eis que a estrela que tinham visto no Oriente seguia à sua frente e parou sobre o lugar onde estava o Menino.
Ao ver a estrela, sentiram grande alegria.
Entraram na casa, viram o Menino com Maria, sua Mãe, e, prostrando-se diante d'Ele, adoraram-n'O. Depois, abrindo os seus tesouros, ofereceram-Lhe presentes: ouro, incenso e mirra.
E, avisados em sonhos para não voltarem à presença de Herodes, regressaram à sua terra por outro caminho.