2008-09-26

Cristãos na Índia: a ferro e fogo


Já tínhamos escrito aqui que o ecumenismo da moderna Índia não era entusiasmante. Mas agora a ver pelas notícias do Asia News as coisa estão assustadores. Até ao Verão passado o país mais perigoso para os cristãos era o Iraque agora é a vez da Índia.
A região crítica é Orissa onde morreram 50 pessoas (maioria cristãos) depois de um líder Hindu ter sido morto no passado dia 23 de Agosto. Alguns milhares de Cristãos fugiram das suas aldeias e encontram-se agora em campos de refugiados. Ataques organizados, igrejas incendiadas. Panfletos distribuídos aos milhares no estado de Karnataka em que os cristãos são ameaçados de expulsão do território indiano ou de conversão à religião mãe que é o hinduísmo sob pena de serem mortos por "bons indianos que assim mostrarão a sua bravura e o seu amor à pátria". Acusações às irmãs de Caridade (fundadas pela Madre Teresa de Calcutá) de sequestro e conversão forçada de crianças...
Esperemos que a União Europeia trate do assunto na cimeira de Domingo.

A VIDA QUESTIONA O EVANGELHO - 28 de Setembro (26º Dom. comum)



(
Mt 21, 28-32)

Naquele tempo, disse Jesus aos príncipes dos sacerdotes e aos anciãos do povo: "Que vos parece? Um homem tinha dois filhos. Foi ter com o primeiro e disse lhe: 'Filho, vai hoje trabalhar na vinha'. Mas ele respondeu: 'Não quero'. Depois, porém, arrependeu se e foi. O homem dirigiu se ao segundo filho e falou lhe do mesmo modo. Ele respondeu: 'Eu vou, Senhor'. Mas de facto não foi. Qual dos dois fez a vontade ao pai?". Eles responderam Lhe: "O primeiro". Jesus disse lhes: "Em verdade vos digo: os publicanos e as mulheres de má vida irão diante de vós para o reino de Deus. João Baptista veio até vós, ensinando vos o caminho da justiça, e não acreditastes nele; mas os publicanos e as mulheres de má vida acreditaram. E vós, que bem o vistes, não vos arrependestes, acreditando nele".

2008-09-20

Mulheres no Sínodo dos Bispos


Um número recorde de mulheres vai participar no próximo Sínodo dos Bispos sobre a Palavra de Deus. O papa Bento XVI nomeou seis investigadoras como “peritos” e outras 19 mulheres como “observadores”. Constituem, assim, o grupo mais numeroso de mulheres alguma vez nomeado para uma assembleia sinodal.

No Sínodo de 2005 sobre a Eucaristia não houve nenhuma mulher entre os peritos e no Sínodo sobre a Vida Religiosa em 2001 houve uma apenas.
Estas mulheres figuram na lista papal de nomeações para o próximo sínodo. Fazem parte de um total de 41 peritos e 38 “observadores”.


Entre essas investigadoras estão três biblistas – Prof. Bruna Costacurta e a Irmã Nuria Calduch Benages (na primeira foto), ambas a leccionar na Pontifícia Universidade Gregoriana em Roma, a Irmã Mary Jerome Obiorah, professora no seminário maior de Onitsha, Nigéria. Foi também nomeada Sara Butler (foto do meio), professora de dogmática no seminário Saint Joseph em Nova Iorque e uma das duas mulheres membros da Comissão Teológica Internacional. As outras duas mulheres peritos no Sínodo são Marguerite Léna (foto ao fundo), professora de filosofia na escola Madeleine Danièlou (para raparigas) em Paris; e a Irmã Germana Strola, monja trapista em Itália.



A VIDA QUESTIONA O EVANGELHO - 21 de Setembro (25º Dom. comum)


EVANGELHO – Mt 20,1-16a

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos a seguinte parábola: "
O reino dos Céus pode comparar se a um proprietário, que saiu muito cedo a contratar trabalhadores para a sua vinha. Ajustou com eles um denário por dia e mandou os para a sua vinha. Saiu a meia manhã, viu outros que estavam na praça ociosos e disse lhes: 'Ide vós também para a minha vinha e dar vos ei o que for justo'. E eles foram. Voltou a sair, por volta do meio dia e pelas três horas da tarde e fez o mesmo. Saindo ao cair da tarde, encontrou ainda outros que estavam parados e disse lhes: 'Porque ficais aqui todo o dia sem trabalhar?'. Eles responderam lhe: 'Ninguém nos contratou'. Ele disse lhes: 'Ide vós também para a minha vinha'. Ao anoitecer, o dono da vinha disse ao capataz: 'Chama os trabalhadores e paga lhes o salário, a começar pelos últimos e a acabar nos primeiros'. Vieram os do entardecer e receberam um denário cada um. Quando vieram os primeiros, julgaram que iam receber mais, mas receberam também um denário cada um. Depois de o terem recebido, começaram a murmurar contra o proprietário, dizendo: 'Estes últimos trabalharam só uma hora e deste lhes a mesma paga que a nós, que suportámos o peso do dia e o calor'. Mas o proprietário respondeu a um deles: 'Amigo, em nada te prejudicou. Não foi um denário que ajustaste comigo? Leva o que é teu e segue o teu caminho. Eu quero dar a este último tanto como a ti. Não me será permitido fazer o que quero do que é meu? Ou serão maus os teus olhos porque eu sou bom?'. Assim, os últimos serão os primeiros e os primeiros serão os últimos".







2008-09-17

A FAVA em Roma (sem ver o Papa)



Foi um encontro com os passos dos primeiros cristãos (na imagem entrada das Catacumbas de São Calisto) e com o esplendor da cultura Romana.

2008-09-15

Ainda Bento XVI em Paris: desafios


Na sequência da mensagem anterior convinha pôr no devido destaque a entrevista de Paul Poupard ao canal France24. O mais importante é o que Poupard afirma sobre os desafios do pontificado de Bento XVI. Vamos elencá-los:
a) o abismo que separa as gerações: dito de forma concreta, como transmitir a fé aos nossos filhos cuja cultura é completamente diferente;
b) de uma Europa outrora "cristã", i.e., composta por católicos, luteranos, calvinistas, anglicanos, ortodoxos... passamos a uma Europa multi-religiosa. No caso particular da França a segunda religião é o Islão.
c) Daí a pertinência da declaração do Concílio Vaticano II sobre a liberdade religiosa: é preciso respeito mútuo entre as crenças ao mesmo tempo que o dever do cristãos de testemunhar a sua fé no respeito para com os outros.

2008-09-14

Bento XVI em França e o jornalismo reumático

Ainda fui ver algumas notícias à procura de um ângulo interessante para uma imagem desta visita de Bento XVI a França. Fiquei desiludido. Não com os discursos do Papa (dei uma olhada ao que pronunciado perante um escol de personalidades francesas em um colégio claravalense no Quartier Latin e algumas passagens do discurso aos jovens) mas com as análises. Sejamos francos: o jornalismo para uma sociedade laica pode ser laico pode ser religioso, pode até ser piedoso, não pode é ser ignorante. A questão é precisamente esta: não vimos questões interessantes. Ainda vi o velhinho cardeal Poupard massacrado (pelo director do Témoignage Chrétien, ai, ai, ai...) com a malfadada questão da missa em latim na France24. Salvou-se a entrevista pouco didáctica de um dos mais autorizados historiadores franceses do catolicismo dos sécs. XIX e XX, Pilippe Levillain (que no entanto, se apresentou como vaticanista e valha verdade o seu último livro é Le momente Benoit XVI). Digo pouco didática porque quando o entrevistador lhe lançou a pergunda das questões de moral (aborto eutanásia, etc) respondeu com impaciência que são questões de ideologia moral que não interessam "a ninguém", ou que "só interessam os que as defendem" e que a Igreja não tem de falar disso porque o coração da fé não está aí, e porque se pode "ser católico sem ser papista".
Mas onde estão as questões sobre as opiniões políticas dos católicos franceses (para mim ver a fotografia da ministra Aliot ou François Bayrou de capa da Ordem de Malta não me satisfaz...) sobre o momento geopolítico, sobre a relação entre Islão e catolicismo na França de hoje, sobre política económica, ou mesmo sobre a sua relevância nos partidos onde estão? Sobretudo não vi uma caracterização da Igreja Francesa pós-conciliar (muito diferente da Itália como se pode ver pela mensagem já publicada aqui) etc etc etc (podem acrescentar muitas mais nos contributos...).
Pareceu-me, para dizer a verdade, um jornalismo muito reumático...

P.S. A quem interessar Levillain, que começou por investigar na sua tese uma das personalidades mais importantes do chamado catolicismo social francês do séc. XIX ( Albert de Mun. Catholicisme Français et Catholicisme Romain du Syllabus au Ralliement.) também é autor da seguinte obra: Passion, tourment ou espérance ? Histoire de l'Apostolat des laïcs, en France, depuis Vatican II, 2003.

2008-09-11

A VIDA questiona o Evangelho de Domingo, 14 de Setembro

Jo. 3,13-17.
Pois ninguém subiu ao Céu a não ser aquele que desceu do Céu, o Filho do Homem.
Assim como Moisés ergueu a serpente no deserto, assim também é necessário que o Filho do Homem seja erguido ao alto, a fim de que todo o que nele crê tenha a vida eterna.
Tanto amou Deus o mundo, que lhe entregou o seu Filho Unigénito, a fim de que todo o que nele crê não se perca, mas tenha a vida eterna.
De facto, Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por Ele.

2008-09-07

A Venezuela, conhece?

Lennar Acosta tinha sido preso várias vezes por drogas e assalto à mao armada.. até que lhe deram um clarinete para a mão.
Hoje é clarinetista e ensina em um conservatório em Caracas. Trata-se de El sistema, uma iniciativa da autoria de um economista, organista e político que conseguiu ao longo de 30 anos apoio dos vários governos (hoje recebe um pouco abaixo do orçamento da Fundação Calouste Gulbenkian, i.e., 29 milhões de dólares).
Não pensem que é uma iniciativazinha qualquer. Claudio Abbado, Giuseppe Sinopoli, Zubin Mehta lá vão à Venezuela ensaiar orquestras e assim novos talentos venezuelanos lá vão povoando as orquestras internacionais.
Graças a essa iniciativa genial as orquestras juvenis proliferam e os miúdos são retirados das ruas e da deliquência.
Um deles tomará a direcção artística da Sinfónica de Los Angeles: Gustavo Dudamel. Esa-Pekka Salonen descobriu-o no Festival Mahler de Bamberg.
Alguma lição a colher daqui?...

2008-09-06

A vida questiona o Evangelho de Domingo, 6 de Setembro 2008

Mt. 15-20

Naquele tempo disse Jesus aos seus discípulos: "Se o teu irmão te ofender, vai ter com ele e repreende-o a sós. Se te escutar, terás ganho o teu irmão. Se não te escutar, toma contigo mais uma ou duas pessoas, para que toda a questão fique resolvida pela palavra de duas ou três testemunhas. Mas se ele não lhes der ouvidos, comunica o caso à Igreja; e se também não der ouvidos à Igreja, considera-o como um pagão ou um publicano. Em verdade vos digo: Tudo o que ligardes na terra desligado no Céu; e tudo o que desligardes na terra será desligado no céu. Digo-vos ainda: Se dois de vós se unirem na terra para pedirem qualquer coisa, ser-lhes-á concedida por meu Pai que está nos Céus. Na verdade, onde estão dois ou três reunidos em meu nome, Eu estou no meio deles".

2008-09-05

Dar a César

Pois é. As presidenciais americanas aí estão e a religião lá está com toda a força. Obama escolheu para vice um católico praticante cuja posição pró-aborto ou pró-escolha (como lá dizem) lhe valeu uma reprimenda do Arcebispo de Denver. Até lhe queria negar a comunhão.
McCain não fez por menos e escolheu uma senhora impecavelmente anti-aborto, com circunstâncias auto-biográficas a darem mais realismo à sua posição.
Até uma jovem autora muçulmana Asma Gullan Osan (Why I am a Muslim) apareceu na CNN toda entusiasmada com o discurso de Palin. Não lhe agradou todavia a expressão "terrorismo islâmico" por considerar que ofende muçulmanos que o não apoiam.
O jogo entre religião e política é sério e, diria, violento. Reparem como ambos os partidos, puxa daqui puxa dali, piscam o olho ao eleitorado católico (1/4 do total).
Ora a descida da Igreja à liça é que nem sempre se sai bem. A posição do Arcebispo de Denver, por exemplo, faz parecer a eleição um referendo com uma única questão. Pior do que isso: faz o jogo dos políticos que sabem muito bem o que estão a fazer. E pior do que isso sai fora das linhas que o Papa estabeleceu nessa matéria.
Vamos citar a costumada sensatez do The Tablet: "Pedir à Igreja para não se meter na política é claramente irrazoável. Mas se os bispos católicos quiserem exercer influência política devem fazê-lo com uma apreciação mais subtil de questões complexas. Se não forem prudentes, os líderes da Igreja acabarão por ser cinicamente manipulados por aqueles cujo real interesse
não é a moralidade mas o poder."
Eu, por mim até acho que a Igreja, entenda-se nós cristãos e não apenas, mas também os Srs bispos e etc (cada um no seu devido lugar), se deveria meter mais. Mais ainda deviam levar a sua batalha pela vida a peito e em todas as questões, nomeadamente, nas questões de política externa que não sabemos quantos vidas mais vão ceifar... em nome de ... sei lá bem...

2008-08-28

A vida questiona do Evangelho de Domingo, 31 de Agosto

Mt 16,21-27.
A partir desse momento, Jesus Cristo começou a fazer ver aos seus discípulos que tinha de ir a Jerusalém e sofrer muito, da parte dos anciãos, dos sumos sacerdotes e dos doutores da Lei, ser morto e, ao terceiro dia, ressuscitar.
Tomando-o de parte, Pedro começou a repreendê-lo, dizendo: «Deus te livre, Senhor! Isso nunca te há-de acontecer!»
Ele, porém, voltando-se, disse a Pedro: «Afasta-te, Satanás! Tu és para mim um estorvo, porque os teus pensamentos não são os de Deus, mas os dos homens!»
Jesus disse, então, aos discípulos: «Se alguém quiser vir comigo, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me.
Quem quiser salvar a sua vida, vai perdê-la; mas, quem perder a sua vida por minha causa, há-de encontrá-la.
Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se perder a sua vida? Ou que poderá dar o homem em troca da sua vida?
Porque o Filho do Homem há-de vir na glória de seu Pai, com os seus anjos, e então retribuirá a cada um conforme o seu procedimento.

2008-08-26

A mulher que converteu Jesus

Mt 15, 21-28

Dans les vies des gens heureux il y deux attitudes très courantes
qui sont opposées une à l’autre:

1- Le première est l’attitude de se protéger.
De protéger les personnes qui sont importantes pour eux,
ainsi que les valeurs qu’ils défendent.
On ne veux pas perdre ce qui est important pour vivre épanoui et heureux
Par rapport à la foi il arrive le même : on désire conserver, protéger et défendre les convictions religieuses et les habitudes dues à la foi chrétienne.
On cherche une bonne paroisse, des collèges catholiques, aussi des amis que partagent la foi catholique.
C’est comme une maison ou on ouvre les fenêtres pour laisser rentrer le soleil et pour regarder ce qui se passe au dehors,
mais la porte reste fermée.

2- Dans l’autre manière de vivre on choisit une attitude opposée: chercher la convivialité avec des gens qui ont des cultures différentes, désirer découvrir d’autres valeurs que les siennes.
Par rapport à la foi : on essaye de connaître autres fois et on cherche des occasions de dialoguer avec des personnes qui ont d’autres pratiques religieuses.

C’est comme une maison ou la porte s’ouvre pour laisser rentrer des différents
et par laquelle on sort pour aller les visiter.

Cette attitude a évidement des risques qui n’a pas la première.
Ce n’est pas étonnant que le peuple d’Israël, le peuple choisi para Dieu ai un grand souci de se protéger des influences religieuses païennes qui pouvaient l’éloigner de l’alliance et de la loi reçues de Dieu par Moïse.

3- La première attitude était celle dans laquelle Jésus a été éduqué et dans laquelle il vivait.
Dans la page d’évangile que nous venons d’entendre
Jésus manifeste clairement qu’il partage cette attitude de auto-défense vis-à-vis des païens. Jésus était un juif pieux fidèle à la loi de Dieu.
Donc il ne peux pas contacter avec cette femme païenne.

4- Cependant nous pouvons remarquer qu’il s’est opéré quelque chose de surprenant en Jésus :
De fait la persistance et le courage de cette femme non-juive
amène Jésus à sortir de l’attitude courante d’un juif pratiquant de la loi,
et à changer d’attitude, aller à la rencontre des demandes de cette femme païenne
entretenir un dialogue avec la cananéenne et accepter de guérir sa fille.
Et ce n’est pas tout : il va faire l’éloge de sa foi – elle qui n’était pas une fidèle juïve.

Nous savons que ce n’était pas la première fois, que cela arrivait à Jésus,
car selon l’évangile il avait déjà eu des attitudes disont « peux orthodoxes » avec des samaritains, des soldats romains païens, des pécheurs et pécheresses, des lépreux.
Mais cette fois-ci dans ce dialogue entre la païenne et Jésus est très clair :
elle réussit à le convaincre.
Jésus change d’attitude, on peut même dire :il se laisse « convertir », il accepte changer d’attitude para rapport à ceus de l’extérieur du peuple élu.
L’humilité, la persévérance, le courage de cette femme lui permetent de manifester son rôle de sauveur universel et non pas seulement d’un peuple.
Et surtout, la foi de la cananéenne devient un modèle pour les disciples de Jésus :
« Ó femme grande est ta foi ! ».

Ce changement d’attitude de Jésus aura une grande importance dans la prédication et la pratique des premiers chrétiens :
au centre du message et du témoignage chrétiens il est le ministère de la réconciliation :
d’abord faire tomber le mur entre chrétiens d’origine juive et d’origine païenne
et ensuite la mission de réconciliation universelle, pour que le monde devienne une maison fraternelle.
Voici qu’avec Jésus, est inauguré un monde nouveau, un monde réconcilié. Un monde où « il n’y a plus ni Juif ni Grec, … », dira saint Paul.

Une cananéenne … un Zachée … un centurion peu importe
Ces personnages sont tout simplement la « porte » qui nous ouvre à la manière d’aimer de Jésus.
A nous de passer par cette porte.
Pour cela, il y faut développer l’ouverture d’esprit et de cœur.
Il faut apprendre à aller à la rencontre de l’autre, vouloir le comprendre dans sa culture et dans ses convictions différentes des nôtres.
Notre conversion au Christ nous demande de nous « convertir », de nous tourner vers les autres pour les rencontrer vraiment.

Qui est la Cananéenne pour nous ?
Il y en a des millions et des millions.
Tous ceux qui ne pensent pas comme nous. Nous en trouvons partout, y compris dans notre propre famille

Probably you and I owe the fact that we are Christians today to the heroism of this woman who dismantled the wall of intolerance between Jews and Gentiles.
We need to consult this woman in this Eucharist,
asking her to teach us how to go about dismantling the structures that create undue division.

The first thing she teaches us in our Christian vocation to reconcile all humankind to God is courage.
She was so small that, she addresses Jesus by his proper Messianic titles: “Have mercy on me, Lord, Son of David” (verse 22),
Jesus ignored her: “He did not answer her at all” (verse 23a).
Most people at this point, would give up and accept defeat.
But not our Canaanite sister.
Rather she intensifies her efforts and embarks on a one-woman demonstration to the point that the disciples had to ask Jesus to do something about it: “Send her away, for she keeps shouting after us” (verse 23b).
Her courage finally paid off.

The second thing we can learn from this woman is focus or what the civil rights movement calls “keep your eyes on the prize.”
But with focus and with her eyes on the prize, she made it.
She is a model of non-violence, if you figure that the words of Jesus to her were unjustified verbal assault on her and on her people.
Finally, it was Jesus who gave in: “Woman, great is your faith! Let it be done for you as you wish” (verse 28) and the woman got what she wanted.

The message of this single woman outsider to every one of us today is:
Be not afraid. Be not afraid to challenge prejudice and falsity even in high places, even in religious high places.


Frei Eugénio, homilia do dia 17 de Agosto.

Maquilhagem

«Ora, o problema da maquilhagem é que cria distância, separa da realidade, é enganadora. E uma Igreja maquilhada, perfeita, é uma Igreja fora do mundo, desencarnada. Como podem, então, as pessoas identificar-se com ela?»

O texto completo pode ser lido aqui (com um video a ilustrar).

Obrigado ao Optimista por opção por mais esta dica.

2008-08-24

A VIDA questiona o Evangelho

Mt. 16,13-20.
Ao chegar à região de Cesareia de Filipe, Jesus fez a seguinte pergunta aos seus discípulos: «Quem dizem os homens que é o Filho do Homem?»
Eles responderam: «Uns dizem que é João Baptista; outros, que é Elias; e outros, que é Jeremias ou algum dos profetas.»
Perguntou-lhes de novo: «E vós, quem dizeis que Eu sou?»
Tomando a palavra, Simão Pedro respondeu: «Tu és o Messias, o Filho de Deus vivo.»
Jesus disse-lhe em resposta: «És feliz, Simão, filho de Jonas, porque não foi a carne nem o sangue que to revelou, mas o meu Pai que está no Céu.
Também Eu te digo: Tu és Pedro, e sobre esta Pedra edificarei a minha Igreja, e as portas do Abismo nada poderão contra ela.
Dar-te ei as chaves do Reino do Céu; tudo o que ligares na terra ficará ligado no Céu e tudo o que desligares na terra será desligado no Céu.»
Depois, ordenou aos discípulos que a ninguém dissessem que Ele era o Messias.

2008-08-22

Leitura de férias


Recomendo este livro do dominicano irlandês Jerome Murphy-O'Connor (professor da Escola Bíblica de Jerusalém).

"
O autor, detentor de um excelente conhecimento das fontes e dos documentos da época, não faz ficção da vida de Paulo, nem sequer coloca diálogo algum na sua boca, simplesmente guia o leitor na descoberta dos sentimentos do Apóstolo, que se manifestam nas suas cartas."

Neste ano dedicado a Paulo vale mesmo a pena ler / estudar este livro. Oportunamente espero colocar no Regador alguns tópicos para dar uma pequena amostra do interesse deste livro agora publicado pelas edições Paulinas.

2008-08-08

A VIDA questiona o Evangelho

Mt. 14,22-33.
Depois, Jesus obrigou os discípulos a embarcar e a ir adiante para a outra margem, enquanto Ele despedia as multidões.
Logo que as despediu, subiu a um monte para orar na solidão. E, chegada a noite, estava ali só.
O barco encontrava-se já a várias centenas de metros da terra, açoitado pelas ondas, pois o vento era contrário.
De madrugada, Jesus foi ter com eles, caminhando sobre o mar.
Ao verem-no caminhar sobre o mar, os discípulos assustaram-se e disseram: «É um fantasma!» E gritaram com medo.
No mesmo instante, Jesus falou-lhes, dizendo: «Tranquilizai-vos! Sou Eu! Não temais!»
Pedro respondeu-lhe: «Se és Tu, Senhor, manda-me ir ter contigo sobre as águas.»
«Vem» disse-lhe Jesus. E Pedro, descendo do barco, caminhou sobre as águas para ir ter com Jesus.
Mas, sentindo a violência do vento, teve medo e, começando a ir ao fundo, gritou: «Salva-me, Senhor!»
Imediatamente Jesus estendeu-lhe a mão, segurou-o e disse-lhe: «Homem de pouca fé, porque duvidaste?»
E, quando entraram no barco, o vento amainou.
Os que se encontravam no barco prostraram-se diante de Jesus, dizendo: «Tu és, realmente, o Filho de Deus!»

2008-08-06

Dançar

"Many humans on Earth exhibit periods of happiness, and one method of displaying happiness is dancing. Happiness and dancing transcend political boundaries and occur in practically every human society. Above, Matt Harding traveled through many nations on Earth, started dancing, and filmed the result. The video is perhaps a dramatic example that humans from all over planet Earth feel a common bond as part of a single species. Happiness is frequently contagious -- few people are able to watch the above video without smiling."
Matt Harding & Melissa Nixon

2008-08-02

A vida questiona o Evangelho

Mt. 14,13-21.
Tendo ouvido isto, Jesus retirou-se dali sozinho num barco, para um lugar deserto; mas o povo, quando soube, seguiu-o a pé, desde as cidades.
Ao desembarcar, Jesus viu uma grande multidão e, cheio de misericórdia para com ela, curou os seus enfermos.
Ao entardecer, os discípulos aproximaram-se dele e disseram-lhe: «Este sítio é deserto e a hora já vai avançada. Manda embora a multidão, para que possa ir às aldeias comprar alimento.»
Mas Jesus disse-lhes: «Não é preciso que eles vão; dai-lhes vós mesmos de comer.»
Responderam: «Não temos aqui senão cinco pães e dois peixes.»
«Trazei-mos cá» disse Ele.
E, depois de ordenar à multidão que se sentasse na relva, tomou os cinco pães e os dois peixes, ergueu os olhos ao céu e pronunciou a bênção; partiu, depois, os pães e deu os aos discípulos, e estes distribuíram-nos pela multidão.
Todos comeram e ficaram saciados; e, com o que sobejou, encheram doze cestos.
Ora, os que comeram eram uns cinco mil homens, sem contar mulheres e crianças.

2008-07-26

A Vida questiona o EVANGELHO

Mt. 13,44-52.
«O Reino do Céu é semelhante a um tesouro escondido num campo, que um homem encontra. Volta a escondê-lo e, cheio de alegria, vai, vende tudo o que possui e compra o campo.
O Reino do Céu é também semelhante a um negociante que busca boas pérolas. Tendo encontrado uma pérola de grande valor, vende tudo quanto possui e compra a pérola.»
«O Reino do Céu é ainda semelhante a uma rede que, lançada ao mar, apanha toda a espécie de peixes. Logo que ela se enche, os pescadores puxam-na para a praia, sentam-se e escolhem os bons para as canastras, e os ruins, deitam-nos fora.
Assim será no fim do mundo: sairão os anjos e separarão os maus do meio dos justos, para os lançarem na fornalha ardente: ali haverá choro e ranger de dentes.»
«Compreendestes tudo isto?» «Sim» responderam eles.
Jesus disse-lhes, então: «Por isso, todo o doutor da Lei instruído acerca do Reino do Céu é semelhante a um pai de família, que tira coisas novas e velhas do seu tesouro.»

2008-07-19

Memória de Bronisław Geremek



Atrasado mas nunca inoportuno será relembrar a morte, ocorrida no passado dia 14, deste homem de cultura polaco, historiador, ex-ministro dos Negócios Estrangeiros de Walesa. Pioneiro na defesa da adesão da Polónia à União Europeia, foi eleito eurodeputado e era um convicto defensor de uma Europa fundada na cidadania participativa, no intercâmbio e na solidariedade (entrevista sua ao Paroles d'européens).



A Vida questiona o Evangelho

Mt 13,24-43.
Jesus propôs-lhes outra parábola: «O Reino do Céu é comparável a um homem que semeou boa semente no seu campo.
Ora, enquanto os seus homens dormiam, veio o inimigo, semeou joio no meio do trigo e afastou-se.
Quando a haste cresceu e deu fruto, apareceu também o joio.
Os servos do dono da casa foram ter com ele e disseram-lhe: 'Senhor, não semeaste boa semente no teu campo? Donde vem, pois, o joio?’
'Foi algum inimigo meu que fez isto’ respondeu ele. Disseram-lhe os servos: 'Queres que vamos arrancá-lo?’
Ele respondeu: 'Não, para que não suceda que, ao apanhardes o joio, arranqueis o trigo ao mesmo tempo.
Deixai um e outro crescer juntos, até à ceifa; e, na altura da ceifa, direi aos ceifeiros: Apanhai primeiro o joio e atai-o em feixes para ser queimado; e recolhei o trigo no meu celeiro.’»
Jesus propôs-lhes outra parábola: «O Reino do Céu é semelhante a um grão de mostarda que um homem tomou e semeou no seu campo.
É a mais pequena de todas as sementes; mas, depois de crescer, torna-se a maior planta do horto e transforma-se numa árvore, a ponto de virem as aves do céu abrigar-se nos seus ramos.»
Jesus disse-lhes outra parábola: «O Reino do Céu é semelhante ao fermento que uma mulher toma e mistura em três medidas de farinha, até que tudo fique fermentado.»
Tudo isto disse Jesus, em parábolas, à multidão, e nada lhes dizia sem ser em parábolas.
Deste modo cumpria-se o que fora anunciado pelo profeta: Abrirei a minha boca em parábolas e proclamarei coisas ocultas desde a criação do mundo.
Afastando-se, então, das multidões, Jesus foi para casa. E os seus discípulos, aproximando-se dele, disseram-lhe: «Explica-nos a parábola do joio no campo.»
Ele, respondendo, disse-lhes: «Aquele que semeia a boa semente é o Filho do Homem;
o campo é o mundo; a boa semente são os filhos do Reino; o joio são os filhos do maligno;
o inimigo que a semeou é o diabo; a ceifa é o fim do mundo e os ceifeiros são os anjos.
Assim, pois, como o joio é colhido e queimado no fogo, assim será no fim do mundo:
o Filho do Homem enviará os seus anjos, que hão-de tirar do seu Reino todos os escandalosos e todos quantos praticam a iniquidade,
e lançá-los na fornalha ardente; ali haverá choro e ranger de dentes.
Então os justos resplandecerão como o Sol, no Reino de seu Pai. Aquele que tem ouvidos, oiça!»

2008-07-13

A Vida questiona o EVANGELHO

Mt. 13,1-23.
Naquele dia, Jesus saiu de casa e sentou-se à beira-mar. Reuniu-se a Ele uma tão grande multidão, que teve de subir para um barco, onde se sentou, enquanto toda a multidão se conservava na praia. Jesus falou-lhes de muitas coisas em parábolas.
«Escutai, pois, a parábola do semeador.
Quando um homem ouve a palavra do Reino e não a compreende, chega o maligno e apodera-se do que foi semeado no seu coração. Este é o que recebeu a semente à beira do caminho.
Aquele que recebeu a semente em sítios pedregosos é o que ouve a palavra e a acolhe, de momento, com alegria; mas não tem raiz em si mesmo, é inconstante: se vier a tribulação ou a perseguição, por causa da palavra, sucumbe logo.
Aquele que recebeu a semente entre espinhos é o que ouve a palavra, mas os cuidados deste mundo e a sedução da riqueza sufocam a palavra que, por isso, não produz fruto.
E aquele que recebeu a semente em boa terra é o que ouve a palavra e a compreende: esse dá fruto e produz ora cem, ora sessenta, ora trinta.»

2008-07-10

Porque sabem o que fazem

"A misoginia da Igreja é levada ao paroxismo com S. Paulo. A 1.º Epístola aos Coríntios consagra a menoridade da mulher, que tem que usar véu no culto, em sinal da inferioridade da sua dignidade cristã, e não pode "falar" na Igreja.
Ao contrário da concepção de pecado original de, por exemplo, Orígenes (ou de Santo Ambrósio ou Santo Agostinho), para quem foi o Homem interior quem pecou na sua totalidade conjugal (masculino/feminino, espírito/alma), S. Paulo acusa sibilinamente: "Não foi Adão quem se deixou seduzir, mas a mulher". Assim, do mesmo modo que os judeus carregam a culpa da morte de um outro judeu (e sabe-se a sórdida vingança que a Igreja conduziu ao longo dos séculos contra os judeus por essa "culpa" fundadora), sobre as mulheres subsiste a "sentença de Deus" de que fala Tertuliano. Não surpreende, pois, a posição do Vaticano contra a decisão do Sínodo da Igreja Anglicana de, após o sacerdócio, abrir também o bispado às mulheres. Daqui a uns anos, um Papa há-de vir pedir compungidamente perdão, desta vez às mulheres. Vai-lhes já perdoando, Senhor, porque sabem o que fazem."

Este texto é de Manuel António Pina e vem na última página do JN de hoje.

Vale a pena ver e reflectir sobre o que se diz por aí de S. Paulo. Andamos tão entretidos com as nossas celebrações em circuito fechado, quando é urgente o diálogo com o outro... reconhecendo que muitas vezes são bem lúcidos na análise que fazem.

2008-07-05

A Vida questiona o EVANGELHO

Mt. 11,25-30.

Naquela ocasião, Jesus tomou a palavra e disse:
«Bendigo-te, ó Pai, Senhor do Céu e da Terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e aos entendidos e as revelaste aos pequeninos.

Sim, ó Pai, porque isso foi do teu agrado.
Tudo me foi entregue por meu Pai; e ninguém conhece o Filho senão o Pai, como ninguém conhece o Pai senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar.»
«Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, que Eu hei-de aliviar-vos.
Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração e encontrareis descanso para o vosso espírito.
Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve

2008-06-28

Pedro, Paulo, a Palavra e a Igreja

A Vida questiona o EVANGELHO

Mt. 16,13-19.
Ao chegar à região de Cesareia de Filipe, Jesus fez a seguinte pergunta aos seus discípulos:
«Quem dizem os homens que é o Filho do Homem?»

Eles responderam:
«Uns dizem que é João Baptista; outros, que é Elias; e outros, que é Jeremias ou algum dos profetas.»

Perguntou-lhes de novo:
«E vós, quem dizeis que Eu sou?»

Tomando a palavra, Simão Pedro respondeu:
«Tu és o Messias, o Filho de Deus vivo.»

Jesus disse-lhe em resposta:
«És feliz, Simão, filho de Jonas, porque não foi a carne nem o sangue que to revelou, mas o meu Pai que está no Céu.

Também Eu te digo: Tu és Pedro, e sobre esta Pedra edificarei a minha Igreja, e as portas do Abismo nada poderão contra ela.
Dar-te ei as chaves do Reino do Céu; tudo o que ligares na terra ficará ligado no Céu e tudo o que desligares na terra será desligado no Céu.»

2008-06-24

EUCARISTIA = LOUCURA

A propósito do 49.º Congresso Eucarístico Internacional que leve lugar no Québec, recentemente.
Marguerite Barankitse, do Burundi, fundadora da Maison Shalom, foi uma das pessoas convidadas para falar.
Quando a Maison Shalom se tornou muito conhecida, os bispos inquietaram-se: qual seria a espiritualidade proposta por esta mulher um tanto louca ? «Disse-lhes : é uma espiritualidade… que engloba tudo ! Hoje, são os bispos que me convidam a estar aqui para perder a cabeça convosco. Teremos a audácia de perder a cabeça na Eucaristia ?», pergunta ela.

2008-06-23

Da rua para o altar: ou como deve ser a missa

Em encontro de bispos norte-americanos a aprovação de um novo texto da oração dos fiéis extravasou a tal ponto que se tornou um ponto quente. Um dos bispos era da opinião de que o texto deveria ser acessível: "Por que não pode a liturgia usar palavras que elevem a linguagem da rua ao altar?". Palavras como "inefável", "antiga servidão", frases longas e/ou com várias orações encaixadas, deveriam ser evitadas.(na verdade, tem havido uma tendência no Vaticano para aproximar as orações do original latino). Pior do que isso podem ser os equívocos de um regresso ao rito tridentino da Missa. A questão é que já Bento XVI promulgou em 2007 um documento (desculpem mas só está em latim, ou se preferirem, em húngaro...) que, em atenção às pessoas que estavam tão imbuídas, e tão afectivamente ligadas ao rito anterior à reforma litúrgica saída do Concílio que concedeu que pudessem usar a edição típica (digamos que é como qu eu uma edição matriz) publicado pelo papa João XXIII em 1962 (antes do Concílio e que, segundo o texto citado do actual papa, "nunca foi ab-rogada"). O papa frisava bem que o rito promulgado por Paulo VI era a expressão ordinária enquanto que o anterior era a expressão extraordinária da oração da Igreja (desculpem, mas aí vai outra vez o latim (não é difícil):Missale Romanum a Paulo VI promulgatum ordinaria expressio “Legis orandi” Ecclesiae catholicae ritus latini est. Missale autem Romanum a S. Pio V promulgatum et a B. Ioanne XXIII denuo editum habeatur uti extraordinaria expressio eiusdem “Legis orandi” Ecclesiae).
Mas tal como o discípulo de Heraclito que na ânsia de ser fiel ao seu mestre acabou por contradizê-lo, apareceu um cardeal Castrilón Hoyos a sugerir que deveria ser celebrada missa no rito tridentino em todas as paróquias de Inglaterra e Gales - o que enfim pode ser o princípio de uma divisão tal como a que se vê na Igreja anglicana entre high-church (muito parecida com a liturgia de S. Pedro em Roma, com os clérigos a vestirem impecavelmente a sua sobrepeliz, o incenso etc) e low-church (mais estilo evangélico, com cânticos mais populares e menos solenidade).
Bom restam duas advertências: o pior lugar para uma divisão seria a mesa Eucarística; em segundo lugar como dizia o editorial do The Tablet ; "Deus já não está lá longe nos céus ou nas estrelas. Tal como na Eucaristia, Deus encontra-se na oração, no amor aos outros, no serviço aos pobres, no estudo e na reflexão, nos fenómenos psicológicos e científicos, na discussão. Em consequência muitos querem que a celebração litúrgica seja não apenas condigna, mas também acessível - e, já agora, que seja bela."