2019-11-17

Diálogo com o Evangelho

Diálogo com o evangelho de Domingo, 10 de Novembro, pelo Frei Eugénio Boléo, no programa de rádio da RCF "Construir sur la roche".
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"Causarão a morte a alguns de vós e todos vos odiarão por causa do meu nome;mas nenhum cabelo da vossa cabeça se perderá.Pela vossa perseverança salvareis as vossas almas».»." Lc 21, 5-19

2019-11-09

Mais um Santo Português: São Bartolomeu dos Mártires



A Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) saudou o anúncio da canonização de D. Frei Bartolomeu dos Mártires, considerado um “grande modelo para a renovação da Igreja”.

A CEP publicou uma nota pastoral a 1 de maio de 2014, por ocasião dos 500 anos do nascimento (1514-1590) do antigo bispo da região que compreendia as atuais dioceses de Bragança-Miranda, Braga, Viana do Castelo e Vila Real.

No documento, os bispos portugueses realçavam que D. Frei Bartolomeu dos Mártires, “tendo vivido em tempos de uma enorme crise epocal, dentro e fora da Igreja, pode e deve ser visto como testemunha” para se acreditar que “a evangelização e as reformas na Igreja não só são necessárias como possíveis”.

Também o presidente da República se congratulou com a canonização de Frei Bartolomeu dos Mártires e afirmou que o antigo arcebispo de Braga é um “exemplo” para os crentes e um “orgulho” para “todos os portugueses”.

O programa 70X7 deste domingo (17h45, RTP2) vai ser dedicado ao novo santo português, dando a conhecer algumas facetas e memórias de São Bartolomeu dos Mártires.

ver também:




Diálogo com o Evangelho

Diálogo com o evangelho de Domingo, 10 de Novembro, pelo Frei Eugénio Boléo, no programa de rádio da RCF "Construir sur la roche".
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"Não é um Deus de mortos, mas de vivos, porque para Ele todos estão vivos»." Lc 20, 27-38

2019-11-04

Síria, Turquia, Trump e cristãos (da Síria e dos EUA)

Todos ouvimos falar da recente incursão de tropas turcas pelo nordeste da Síria. Raríssimos serão aqueles que sabem o que se passou há 100 anos em território sírio e sob mando das autoridades turcas otomanas. Sim, há o genocídio arménio cujo centenário ainda decorre (sim, o genocídio estendeu-se bem para lá do final da I Grande Guerra), mas há também o genocídio siro-caldeu, ou seja, dos cristãos siríacos que viviam em diversas partes da Síria, do Iraque e da Pérsia. Os siro-caldeus chamam-lhe Saifo (a espada).
O que é curioso é que a situação da minoria cristã (ainda há outras nesse espaço) comece agora a aparecer em meios de comunicão populares dos Estados Unidos a propósito da retirada das tropas norte-americanas pelo presidente Trump. Uma revista como a National Interest publicou um artigo em fala dos cristãos que descendem de sobreviventes do Saifo e de como vêem a situação actual. E até no portal Yahoo.com já surgiu uma notícia retirada de USA Today sobre a divergência dos evangélicos norte-americanos em relação a esta estratégia do Presidente dos EUA. O título do artigo é expressivo: "É uma zona de morte. E nós somos cúmplices." Pelo menos rompeu-se o silêncio de verniz que vigorou até agora (inclusivamente sob a presidência de Obama). E nós Europeus não somos menos cúmplices, creio.

2019-10-31

Diálogo com o Evangelho

Diálogo com o evangelho da solinidade de Todos os Santos, 1 de Novembro, pelo Frei Eugénio Boléo, no programa de rádio da RCF "Construir sur la roche".
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"Naquele tempo, ao ver as multidões, Jesus subiu ao monte e sentou-Se. Rodearam-n’O os discípulos,e Ele começou a ensiná-los, dizendo: «Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o reino dos Céus." Mt 5, 1-12

2019-10-25

Diálogo com o Evangelho

Diálogo com o evangelho de Domingo, 27 de outubro, pelo Frei Eugénio Boléo, no programa de rádio da RCF "Construir sur la roche".
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"Porque todo aquele que se exalta será humilhado e quem se humilha será exaltado» Lc 18,9-14

2019-10-21

Compromisso do Sínodo da Amazónia - Pacto das Catacumbas 20/10/2019


Pacto das Catacumbas pela Casa Comum, por uma Igreja com rosto amazónico, pobre e servidora, profética e samaritana

Nós, participantes do Sínodo Pan-Amazónico, partilhamos a alegria de viver entre numerosos povos indígenas, quilombos, ribeirinhos, migrantes, comunidades na periferia das cidades deste imenso território do planeta. Com eles, experimentamos a força do Evangelho que actua nos pequenos. O encontro com esses povos desafia-nos e convida-nos a uma vida mais simples de partilha e gratuidade. Influenciados pela escuta dos seus gritos e lágrimas, acolhemos de coração as palavras do Papa Francisco:
“Muitos irmãos e irmãs na Amazónia carregam cruzes pesadas e esperam o conforto libertador do Evangelho, a carícia amorosa da Igreja. Por eles, com eles, caminhemos juntos. ”
Lembramos com gratidão os bispos que, nas Catacumbas de Santa Domitila, no final do II Concílio do Vaticano, assinaram o Pacto por uma Igreja servidora e pobre. Lembramos com reverência todos os mártires membros das comunidades eclesiais de base, dos movimentos pastorais e populares; líderes indígenas, missionárias e missionários, leigos, padres e bispos que derramaram o seu sangue por causa dessa opção pelos pobres, por defenderem a vida e lutarem pela salvaguarda da nossa Casa Comum. Ao agradecimento pelo seu heroísmo, juntamos a nossa decisão de continuar a sua luta com firmeza e coragem. É um sentimento de urgência que se impõe perante as agressões que hoje devastam o território amazónico, ameaçado pela violência de um sistema económico predador e consumista.
Diante da Santíssima Trindade, as nossas Igrejas particulares, as Igrejas da América Latina e do Caribe e as que são solidárias na África, Ásia, Oceania, Europa e no norte do continente americano, aos pés dos apóstolos Pedro e Paulo e da multidão de mártires de Roma, América Latina e especialmente da nossa Amazónia, em profunda comunhão com o sucessor de Pedro, invocamos o Espírito Santo e comprometemo-nos pessoal e comunitariamente com o seguinte:
  1. Assumir, perante a ameaça extrema do aquecimento global e do esgotamento dos recursos naturais, um compromisso de defender a floresta amazónica nos nossos territórios e com as nossas atitudes. Dela provêm os presentes da água para grande parte do território sul-americano, a contribuição para o ciclo do carbono e a regulação do clima global, uma biodiversidade incalculável e uma rica sociodiversidade para a humanidade e toda a Terra.
  2. Reconhecer que não somos donos da mãe terra, mas seus filhos e filhas, formados do pó da terra (Génesis 2, 7-8), hóspedes e peregrinos (1 Pedro 1, 17b e 1 Pedro 2, 11), chamados a ser seus zelosos cuidadores e cuidadoras (Génesis 1, 26). Portanto, comprometemo-nos a uma ecologia integral, na qual tudo está interligado, o género humano e toda a criação, porque todos os seres são filhas e filhos da terra e sobre eles paira o Espírito de Deus (Génesis 1, 2).
  3. Acolher e renovar todos os dias a aliança de Deus com tudo o que foi criado: “Pela minha parte, estabelecerei a minha aliança contigo e com a tua descendência, com todos os seres vivos que estão contigo, aves, animais domésticos e selvagens, enfim, com todos os animais da terra que saíram da arca contigo” (Génesis 9, 9-10; Génesis 9, 12-17).
  4. Renovar nas nossas igrejas a opção preferencial pelos pobres, especialmente pelos povos originários e, juntamente com eles, garantir o direito de serem protagonistas na sociedade e na Igreja. Ajudá-los a preservar as suas terras, culturas, línguas, histórias, identidades e espiritualidades. Crescer na consciência de que eles devem ser respeitados local e globalmente e, consequentemente, incentivar, por todos os meios ao nosso alcance, que eles sejam acolhidos em pé de igualdade no concerto mundial de outros povos e culturas.
  5. Abandonar, em consequência, nas nossas paróquias, dioceses e grupos todo o tipo de mentalidade e atitude colonialistas, acolhendo e valorizando a diversidade cultural, étnica e linguística, num diálogo respeitoso com todas as tradições espirituais.
  6. Denunciar todas as formas de violência e agressão contra a autonomia e os direitos dos povos indígenas, a sua identidade, os seus territórios e as suas formas de vida.
  7. Anunciar a novidade libertadora do evangelho de Jesus Cristo, acolhendo o outro e o diferente, como aconteceu com Pedro na casa de Cornélio: “Vós sabeis que não é permitido a um judeu ter contacto com um estrangeiro ou entrar em sua casa. Mas Deus mostrou-me que não se deve chamar profano ou impuro a homem algum.” (Actos 10, 28).
  8. Caminhar ecumenicamente com outras comunidades cristãs no anúncio inculturado e libertador do evangelho, e com outras religiões e pessoas de boa vontade, em solidariedade com os povos originários, os pobres e os pequenos, em defesa dos seus direitos e na preservação da Casa Comum.
  9. Estabelecer nas nossas igrejas particulares uma forma de vida sinodal, onde os representantes dos povos originários, missionários, leigos, em razão do seu batismo e em comunhão com os seus pastores, tenham voz nas assembleias diocesanas, nos conselhos pastorais e paroquiais, enfim, em tudo o que lhes cabe no governo das comunidades.
  10. Comprometermo-nos com o reconhecimento urgente dos ministérios eclesiais já existentes nas comunidades, realizados por agentes pastorais, catequistas indígenas, ministras e ministros da Palavra, valorizando especialmente sua atenção aos mais vulneráveis ​​e excluídos.
  11. Tornar efectivo nas comunidades que nos confiaram a passagem de uma pastoral de visita a uma pastoral de presença, garantindo que o direito à Mesa da Palavra e à Mesa da Eucaristia se torne efectivo em todas as comunidades.
  12. Reconhecer os serviços e a real diaconia do grande número de mulheres que hoje dirigem comunidades na Amazónia e procurar consolidá-las com um ministério apropriado de mulheres líderes de comunidade.
  13. Buscar novos caminhos de acção pastoral nas cidades em que trabalhamos, com o protagonismo de leigos e jovens, com atenção às suas periferias e migrantes, trabalhadores e desempregados, estudantes, educadores, investigadores e também ao mundo da cultura e da comunicação .
  14. Assumir, perante a avalanche do consumismo, um estilo de vida alegremente sóbrio, simples e solidário com quem tem pouco ou nada; reduzir a produção de resíduos e o uso de plásticos, favorecer a produção e comercialização de produtos agroecológicos e usar o transporte público sempre que possível.
  15. Colocarmo-nos ao lado dos que são perseguidos pelo serviço profético de denúncia e reparação de injustiças, de defesa da terra e dos direitos dos pequenos, de acolhimento e apoio aos migrantes e refugiados. Cultivar verdadeiras amizades com os pobres, visitar os mais simples e doentes, exercendo o ministério da escuta, do consolo e do apoio que traz alento e renova a esperança.

Conscientes das nossas debilidades, da nossa pobreza e pequenez perante desafios tão grandes e sérios, encomendamo-nos à oração da Igreja. Que as nossas comunidades eclesiais, sobretudo, nos ajudem com a sua intercessão, afecto no Senhor e, quando necessário, com a caridade da correcção fraterna.
Acolhemos de coração aberto o convite do cardeal Hummes a deixarmo-nos guiar pelo Espírito Santo nestes dias do Sínodo e no nosso regresso a nossas igrejas:
“Deixem-se envolver pelo manto da Mãe de Deus e Rainha da Amazónia. Não deixemos que nos vença a auto-referencialidade, mas antes a misericórdia perante o clamor dos pobres e da terra. Será necessária muita oração, meditação e discernimento, assim como uma prática concreta de comunhão eclesial e espírito sinodal. Este sínodo é como uma mesa que Deus preparou para os seus pobres e pede-nos que sejamos os que servem a mesa.”
Celebramos esta Eucaristia do Pacto como “um acto de amor cósmico”. “Sim, cósmico! Porque mesmo quando é realizada no pequeno altar de uma igreja de aldeia, a Eucaristia é sempre celebrada, de certa forma, no altar do mundo.” A Eucaristia une o céu e a terra, abraça e penetra toda a criação. O mundo saído das mãos de Deus regressa a Ele em feliz e plena adoração: no Pão Eucarístico “a criação tende à divinização, às núpcias sagradas, à unificação com o próprio Criador”. “Por esta razão, a Eucaristia é também uma fonte de luz e motivação para as nossas preocupações com o meio ambiente e leva-nos a ser guardiães de toda a criação.”
Catacumba de Santa Domitila
Roma, 20 de Outubro de 2019

2019-10-19

Diálogo com o Evangelho

Diálogo com o evangelho de Domingo, 20 de outubro, pelo Frei Eugénio Boléo, no programa de rádio da RCF "Construir sur la roche".
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"E Deus não havia de fazer justiça aos seus eleitos, que por Ele clamam dia e noite, e iria fazê-los esperar muito tempo? Eu vos digo que lhes fará justiça bem depressa. » Lc 18, 1-8

2019-10-12

Diálogo com o Evangelho

Diálogo com o evangelho de Domingo, 13 de outubro, pelo Frei Eugénio Boléo, no programa de rádio da RCF "Construir sur la roche".
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"Não se encontrou quem voltasse para dar glória a Deus senão este estrangeiro?».E disse ao homem: «Levanta-te e segue o teu caminho; a tua fé te salvou».» Lc 17, 11-19

2019-10-05

A deslumbrante Biblioteca do Vaticano

Linha da Frente:

O Bibliotecário do Papa - É uma das bibliotecas mais antigas e belas do mundo. E é agora é dirigida pelo português Dom Tolentino Mendonça. Que hoje, em Roma, é elevado a Cardeal.

Prioridades de Tolentino:
- acolhimento dos migrantes e refugiados
- o diálogo com o islão e a diversidade cultural
- a abertura da Igreja à ideia da diversidade

Será um dos cinco cardeais portugueses e o mais jovem cardeal (53 anos) do colégio cardinalício.

Para ver o programa: https://www.rtp.pt/play/p5280/e431070/linha-da-frente

2019-10-04

Diálogo com o Evangelho

Diálogo com o evangelho de Domingo, 6 de outubro, pelo Frei Eugénio Boléo, no programa de rádio da RCF "Construir sur la roche".
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"Assim também vós, quando tiverdes feito tudo o que vos foi ordenado, dizei: ‘Somos inúteis servos: fizemos o que devíamos fazer» Lc 17, 5-10

2019-09-29

2019 World Day of Migrants and Refugees

“When we show concern for them we also show concern for ourselves, for everyone; 
in taking care of them, we all grow; 
in listening to them, we also give voice to a part of ourselves that we may keep hidden because it is not well regarded nowadays” - Papa Francisco






2019-09-26

Diálogo com o Evangelho

Diálogo com o evangelho de Domingo, 29 de setembro, pelo Frei Eugénio Boléo, no programa de rádio da RCF "Construir sur la roche".
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"Mas ele insistiu: ‘Não, pai Abraão. Se algum dos mortos for ter com eles, arrepender-se-ão’.Abraão respondeu-lhe: ‘Se não dão ouvidos a Moisés nem aos Profetas, também não se deixarão convencer, se alguém ressuscitar dos mortos’» Lc 16, 19-31

2019-09-24

Diálogo com o Evangelho

Diálogo com o evangelho de Domingo, 22 de setembro, pelo Frei Eugénio Boléo, no programa de rádio da RCF "Construir sur la roche".
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"Nenhum servo pode servir a dois senhores, porque, ou não gosta de um deles e estima o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e ao dinheiro» Lc 16, 1-13