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2011-04-23

Mistério de Jesus na Cruz

Com frequência surge esta observação: adorar um pedaço de madeira não tem sentido, pior ainda, pode mesmo ser uma forma de idolatria.
Por vezes a linguagem trai-nos: seria de facto mais correcto dizer "VENERAR O MISTÉRIO DA CRUZ OU "VENERAR O MISTERIO DA CRUCIFIXÃO" de Jesus de Nazaré.
Ainda hoje, sexta-feira santa estive a celebrar a Paixão de Jesus e nela venerei o MISTERIO DA CRUCIFIXÃO.
Quem pode entender que Deus Pai tenha escolhido este caminho para que Jesus nos abrisse as portas de uma vida nova sem morte, nem desamor, nem mal?
Quem eu adoro é JESUS DE NAZARÉ FILHO DE DEUS que misteriosamente se submeteu à humilhação e terrível sofrimento da crucifixão.
frei Eugénio

2009-04-10

Sexta-feira Santa

"Na cruz, Cristo partilha tudo connosco, inclusivamente o silêncio de Deus: a única resposta ao seu próprio sofrimento é um grande silêncio. Jesus faz a experiência do que significa sentirmo-nos longe de Deus, abandonados. No entanto, no coração desse abandono, utiliza as palavras do salmista e clama com voz forte: «Meu Deus, meu Deus, porque me abandonaste?» (Mateus 27,46). Desta forma, até este abandono é inserido no diálogo de amor entre Jesus e o seu Pai.

E o grito angustiado de Jesus transforma-se. Há apenas uma realidade que ninguém lhe pode tirar: é a confiança de que é amado por Deus e de que, dando a sua vida, ele transmite esse amor. Os seus lábios podem então murmurar: «Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito» (Lucas 23,46). E o seu último sopro, cheio de uma dor imensa, é ao mesmo tempo a efusão do amor de Deus."

In: Meditação do irmão Alois, "Sexta-feira Santa: A cruz não é a última palavra".