Agora que o abalo da violência nas escolas está a passar, talvez valha a pena confrontar o retrato do país com o retrato da juventude em um país como o Reino Unido. Em Fevereiro o
The Tablet publicou uma reportagem intitulada
Truth about youth. Há vários elementos dignos de nota:
- a confirmação por estudos do papel decisivo do pai e da sua autoridade na formação de um adolescente;
- a visão de um deputado sobre a radical mudança do país, sobretudo no que toca à completa perda de valores comuns na sociedade e, com isso relacionado, um aumento assustador da criminalidade; as consequências sociais das políticas dos anos 80 (desemprego e consequente rarefacção de núcleos familiares e aumento de mães solteiras)...
- uma mãe que escreve sobre o seu filho adolescente e como os rapazes incorrem em mais perigos que as raparigas dado que há entre eles um elemento muito mais competitivo em matéria de
cultura de rua (
streetwise).
Há enfim um professor expondo as suas perplexidades perante adolescentes freneticamente à procura da felicidade (na bebida, nos seus encontros amorosos, na Internet...) que conclui:
"Têm cada vez menos disposição para gostarem das actividades em si, de reconhecer o seu valor intrínseco, cada vez menos capazes de aceitarem absorver conhecimento e a vida devagar e de forma contínua. É o resultado final que os alicia, e não o "chegar lá."
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