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2017-08-01

2014-04-04

Ensino básico: pouco estimulante, muito formal


Um relatório sobre políticas de educação (ver também aqui) encomendado ainda pelo governo de José Sócrates ao especialista Peter Mathews conclui que a relação dos alunos com a escola básica é desapaixonada. Em declarações à TSF Mathews alertou ainda para a necessidade de um modelo de avaliação de professores.
Como professor fiquei preocupado e fico a meditar na crítica: é muito importante envolver os alunos de forma activa (embora discorde eventualmente do autor do estudo, pois uma relação não tem de estar sempre nos píncaros da paixão; deve, isso sim, ter sempre um envolvimento activo).

2010-07-08

Aposta na Educação: a dura realidade

Um estudo divulgado no Público é muito importante no que revela a propósito dos resultados escolares dos alunos portugueses.

Já se sabia que Portugal tem a segunda taxa mais elevada de abandono escolar precoce da União Europeia. Agora, segundo o estudo efectuado pelo Ministério da Educação luxemburguês, constata-se que nesse pequeno país um em cada quatro alunos que abandona a escola secundária é português. Assim, entre os estudantes estrangeiros os portugueses são os que apresentam a maior taxa de abandono escolar.

Acresce que dados recentes mostram que nos EUA, Canadá, Grã-Bretanha e Suíça, os filhos dos emigrantes portugueses estão também entre os que obtêm resultados escolares mais baixos entre as comunidades estrangeiras.

Segundo esta notícia estes factos devem-se em grande parte ao facto de muitas famílias continuarem a não valorizar o papel da educação. A grande preocupação é começar a trabalhar o mais rapidamente possível.
No que respeita ao ensino do português verifica-se que em França, apenas 30 mil pessoas estão a aprender português, enquanto os estudantes de italiano são quase 300 mil e os de espanhol 3 milhões.


Existe na sociedade portuguesa uma tendência generalizada para desvalorizar o estudo, o esforço intelectual e a responsabilidade das famílias na educação dos filhos?

É mais que actual a recente obra de Eduardo Marçal Grilo "Se não estudas estás tramado", editada pela Tinta da China.

2008-04-16

Juventude inquieta

Agora que o abalo da violência nas escolas está a passar, talvez valha a pena confrontar o retrato do país com o retrato da juventude em um país como o Reino Unido. Em Fevereiro o The Tablet publicou uma reportagem intitulada Truth about youth. Há vários elementos dignos de nota:
- a confirmação por estudos do papel decisivo do pai e da sua autoridade na formação de um adolescente;
- a visão de um deputado sobre a radical mudança do país, sobretudo no que toca à completa perda de valores comuns na sociedade e, com isso relacionado, um aumento assustador da criminalidade; as consequências sociais das políticas dos anos 80 (desemprego e consequente rarefacção de núcleos familiares e aumento de mães solteiras)...
- uma mãe que escreve sobre o seu filho adolescente e como os rapazes incorrem em mais perigos que as raparigas dado que há entre eles um elemento muito mais competitivo em matéria de cultura de rua (streetwise).
Há enfim um professor expondo as suas perplexidades perante adolescentes freneticamente à procura da felicidade (na bebida, nos seus encontros amorosos, na Internet...) que conclui:
"Têm cada vez menos disposição para gostarem das actividades em si, de reconhecer o seu valor intrínseco, cada vez menos capazes de aceitarem absorver conhecimento e a vida devagar e de forma contínua. É o resultado final que os alicia, e não o "chegar lá."
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2007-05-23

Mobilização

Recentemente houve uma conferência na Fundação Gulbenkian sobre um conceito que tem alcançado muito sucesso no Reino Unido: as "comunidades de aprendizagem" (learning communities). A iniciativa foi do Fórum de Educação para a Cidadania ( http://www.cidadania-educacao.pt/Somos.htm ).
Partindo do princípio de que aprender transforma as nossas oportunidades a ONG ContinYou trabalha em vários domínios (e.g. envolvimento dos pais na aprendizagem dos filhos; prolongamento do período de funcionamento das escolas...) e com várias organizações em ordem a ligar a aprendizagem ao longo da vida à saúde e à regeneração das comunidades.
Vale a pena conhecer esta mobilização por uma dimensão em que a nossa sociedade tem falhado, e a que tem faltado isso mesmo: mobilização (ver http://www.continyou.org.uk/).