Mostrar mensagens com a etiqueta santa Catarina de Sena; leigos; amor. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta santa Catarina de Sena; leigos; amor. Mostrar todas as mensagens

2011-04-29

29 de Abril: Catarina de Sena

"Tu deves, portanto, tornar-te amor, olhando para o amor de Deus, que tanto te amou, não porque te devesse obrigação alguma, mas por um puro dom, impelido somente pelo seu inefável amor.
Não terás outro desejo para além daquele de seguir Jesus! E, como que inebriada do Amor, não farás caso se te encontras só ou acompanhada: não te preocuparás com tantas coisas mas somente de encontrar Jesus e segui-lo!
Corre, Bartolomea, e não estejas a dormir, porque o tempo corre e não espera nem um momento!
"

Das “Cartas” de Santa Catarina de Sena (1347-1380) (carta n.165 a Bartolomea, esposa de Salviato da Lucca)

2008-04-29

A room of her own: Santa Catarina de Sena







Perdão pelo empréstimo da expressão de Virginia Woolf, mas é precisamente isso que Santa Catarina conseguiu (1347 - Roma, 29 Abril de 1380): conquistou o seu espaço na vida da Igreja e da Europa.


É uma personalidade central de um século aflitivo para a Europa e para a Igreja: a Peste Negra e a divisão da Igreja em dois papados (um em Roma e outro em Avinhão).


Há varias coisas a admirar nesta mulher: escreve e ensina a ponto de se impor ao mais alto nível na Igreja - e não apenas durante a sua breve vida; é uma leiga (fazia parte do ramo do laicado da Ordem Dominicana) e bateu-se pela reforma da Igreja (o que lhe trouxe não poucos dissabores) mantendo uma activa correspondência com várias personalidades, sendo mesmo consultada por legados papais a respeito de assuntos da Igreja.


Dois pensamentos sobre o que Santa Catarina de Sena nos ensina nos seus escritos: uma linguagem desassombradamente amorosa para exprimir a sua relação com Cristo (a quem chamava "minha doçura, meu amor"); o acento colocado sobre o auto-conhecimento como elemento essencial para a o crescimento interior - ou como lhe chamou em uma das suas cartas, "o quarto do verdadeiro auto-conhecimento".