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2020-04-12

Domingo de Páscoa: Homilia do Frei Eugénio op

Aleluia ! Aleluia! Jesus ressuscitou! Jesus está vivo connosco!

É   o Amor de Deus que ressuscita Jesus, é mais forte que as forças destrutivas da Vida: a Morte, o Mal e o Pecado.

A Páscoa de Jesus  permite-nos acreditar que o Amor de Deus é mais forte do que tudo!

É o maior dom que nos pode ser dado!



"Mesmo se um grande número de acontecimentos e de situações nas nossas vidas e na história da humanidade estão cheios de sofrimento e que haja catástrofes, como a pandemia que estamos a viver, a Páscoa oferece-nos acreditar que o Amor de Deus é mais forte do que tudo. 
É a mais bela dádiva que poderíamos receber."

2018-03-30

Proximidade de cozinha

Homilia do Papa Francisco hoje em Roma, na Missa Crismal (pode ser lida aqui na íntegra)


"A proximidade é mais do que o nome duma virtude particular, é uma atitude que envolve a pessoa inteira, o seu modo de estabelecer laços, de estar contemporaneamente em si mesma e atenta ao outro. 
Quando as pessoas afirmam, dum sacerdote, que «está perto» da gente, habitualmente fazem ressaltar duas coisas: a primeira é que «está sempre» (ao contrário do que «nunca está»; deste costumam dizer: «Já sei, padre, que está muito ocupado!»). E a outra coisa é que sabe ter uma palavra para cada um. «Fala com todos – dizem as pessoas –, com os grandes, com os pequenos, com os pobres, com aqueles que não creem... Padres próximos, que estão, que falam com todos…, padres de estrada."
 
(...)

"Chegados aqui, voltemo-nos para Maria, Mãe dos sacerdotes. 
Podemos invocá-La como «Nossa Senhora da Proximidade»: «como uma verdadeira mãe, caminha connosco, luta connosco e aproxima-nos incessantemente do amor de Deus» (Exort. ap. Evangelii gaudium, 286), infunde sem cessar a proximidade do amor de Deus, de tal maneira que ninguém se sinta excluído. 
A nossa Mãe está próxima não só por partir com «prontidão» (Ibid., 288) para servir, que é uma forma de proximidade, mas também pela sua maneira de dizer as coisas. 
Em Caná, a tempestividade e o tom com que Ela diz aos serventes «fazei o que Ele vos disser» (Jo 2, 5) farão com que estas palavras se tornem o modelo materno de toda a linguagem eclesial. 
Mas, para as dizer como Ela devemos, além de pedir a graça, saber estar onde «se cozinham» as coisas importantes, aquelas que contam para cada coração, cada família, cada cultura. 
Só com esta proximidade – podemos dizer «de cozinha» – será possível discernir qual é o vinho que falta e qual é o de melhor qualidade que o Senhor quer dar."


2016-05-01

2015-04-12

Ressurreição

«Em muitas situações não é, em primeiro lugar, a chamada “ressurreição dos mortos” que mais nos interroga. Essa é, segundo a confiança cristã, cuidado de Deus. Mas a ressurreição de mulheres ou maridos vivos, com a morte na alma, sós, com crianças muito pequenas para criar, é nosso encargo.
Quando se mata para sempre o emprego de adultos na força da vida e se deixam os jovens, anos a fio, à espera de nada; quando se cortam nas pensões dos reformados e os idosos são reduzidos a sobrantes, a descartáveis, que fazer? Sem uma política de insurreição das comunidades católicas e das suas hierarquias eclesiásticas, pode ser alienante falar de ressurreição. Sem um levantamento cristão contra a injustiça, expulsámo-nos do amor transformante, da caridade teologal, como nos recorda o Papa Francisco.»

Frei Bento Domingues, O. P.
Público 05 ABR 2015

2010-04-04

Esta é a NOTÍCIA

Jo. 20,1-9.
No primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao túmulo logo de manhã, ainda escuro, e viu retirada a pedra que o tapava.
Correndo, foi ter com Simão Pedro e com o outro discípulo, o que Jesus amava, e disse-lhes: «O Senhor foi levado do túmulo e não sabemos onde o puseram.»
Pedro saiu com o outro discípulo e foram ao túmulo. Corriam os dois juntos, mas o outro discípulo correu mais do que Pedro e chegou primeiro ao túmulo.
Inclinou-se para observar e reparou que os panos de linho estavam espalmados no chão, mas não entrou.
Entretanto, chegou também Simão Pedro, que o seguira. Entrou no túmulo e ficou admirado ao ver os panos de linho espalmados no chão, ao passo que o lenço que tivera em volta da cabeça não estava espalmado no chão juntamente com os panos de linho, mas de outro modo, enrolado noutra posição.
Então, entrou também o outro discípulo, o que tinha chegado primeiro ao túmulo. Viu e começou a crer, pois ainda não tinham entendido a Escritura, segundo a qual Jesus devia ressuscitar dos mortos.

2010-04-03

Cruz


"Também Jesus, no Gólgota, foi confrontado com o abandono dos homens e de Deus. E, naquele abismo, gritou aquela oração que atravessa os séculos: "Meu Deus, meu Deus, porque me abandonaste?"

Aparentemente, foi o fim. Pouco depois, os discípulos reencontraram-se a partir de uma experiência avassaladora de fé: Jesus, o crucificado, não caiu no nada, mas vive em Deus para sempre. Sem esta fé, que testemunharam até ao martírio e que mudou a História, não haveria cristianismo."


Anselmo Borges, aqui.

2010-04-01

Deux manières de faire mémoire


La Parole de Dieu

« Levé de table, Jésus se met à laver les pieds de ses disciples. »
Évangile selon saint Jean, chapitre 13, versets 4-5


La méditation
L'évangile d'aujourd'hui commence dans un climat d'exceptionnelle majesté. Au début du repas qui va se terminer par l'institution de l'eucharistie, Jésus déclare qu'il vient de Dieu et qu'il retourne à Dieu.

Or, bien que sachant cela, il se lève de table pour faire ce qui, en ce temps-là, était une tâche de serviteur : il quitte son vêtement, remplit d'eau une bassine, s'agenouille devant chacun de ses apôtres, lui lave les pieds et les essuie avec un linge dont il a pris soin de se ceindre. L'intention se laisse facilement deviner. Jésus veut conférer aux services les plus obscurs une dignité spirituelle que, spontanément, nous ne donnerions qu'aux actions éclatantes. Et il ajoute qu'il a fait cela pour nous donner un exemple afin que nous aussi, nous fassions les uns pour les autres ce qu'il a fait lui-même.

Vient ensuite l'institution de l'eucharistie. Jésus, sachant que Judas va le livrer, prend les devants pour se livrer lui-même. "Prenez et mangez, ce pain est mon corps qui est pour vous". "Prenez et buvez car cette coupe est la nouvelle Alliance mon sang. Faites cela en mémoire de moi". En tout cela, il nous apparaît comme exerçant sur les événements une maîtrise absolue.

Or, quelques heures plus tard, il supplie son Père d'écarter de lui cette coupe et sombre ensuite dans la déréliction du "Mon Dieu, mon Dieu, pourquoi m'as-tu abandonne?". Comment expliquer ce revirement? Par l'excès d'amour filial et fraternel qui a poussé le Fils de Dieu à se conduire à notre égard comme un berger qui entrerait lui-même dans le fourré dont les épines emprisonnent ses brebis.

2010-03-31

Na semana da Páscoa


"É assim que Deus demonstra o seu amor para connosco: quando ainda éramos pecadores é que Cristo morreu por nós. Com muito mais razão, uma vez reconciliados com Deus pela morte de seu Filho, havemos de ser salvos pela sua vida."
Rom 5,1-11