2012-04-14

A vida questiona o Evangelho de Domingo, 15 de abril, da Divina Misericórdia

Jo. 20,19-31.
Ao anoitecer daquele dia, o primeiro da semana, estando fechadas as portas do lugar onde os discípulos se encontravam, com medo das autoridades judaicas, veio Jesus, pôs-se no meio deles e disse-lhes: «A paz esteja convosco!»
Dito isto, mostrou-lhes as mãos e o peito. Os discípulos encheram-se de alegria por verem o Senhor. E Ele voltou a dizer-lhes: «A paz seja convosco! Assim como o Pai me enviou, também Eu vos envio a vós.»
Em seguida, soprou sobre eles e disse-lhes: «Recebei o Espírito Santo. Àqueles a quem perdoardes os pecados, ficarão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ficarão retidos.»
Tomé, um dos Doze, a quem chamavam o Gémeo, não estava com eles quando Jesus veio.
Diziam-lhe os outros discípulos: «Vimos o Senhor!» Mas ele respondeu-lhes: «Se eu não vir o sinal dos pregos nas suas mãos e não meter o meu dedo nesse sinal dos pregos e a minha mão no seu peito, não acredito.»
Oito dias depois, estavam os discípulos outra vez dentro de casa e Tomé com eles. Estando as portas fechadas, Jesus veio, pôs-se no meio deles e disse: «A paz seja convosco!»
Depois, disse a Tomé: «Olha as minhas mãos: chega cá o teu dedo! Estende a tua mão e põe-na no meu peito. E não sejas incrédulo, mas fiel.»
Tomé respondeu-lhe: «Meu Senhor e meu Deus!»
Disse-lhe Jesus: «Porque me viste, acreditaste. Felizes os que crêem sem terem visto».
Muitos outros sinais miraculosos realizou ainda Jesus, na presença dos seus discípulos, que não estão escritos neste livro. Estes, porém, foram escritos para acreditardes que Jesus é o Messias, o Filho de Deus, e, acreditando, terdes a vida nele.

2012-04-09

Dia de Páscoa



Hoje é dia de Páscoa. O dia amanheceu radioso prenunciando aleluias pela Ressureição do Senhor. Nos campanários os sinos tocam e estralejam foguetes no ar anunciando a saída das cruzes que proclamam a Sua presença entre nós. Jesus vem lembrar-nos mais uma vez que Ressuscitou, está Vivo e, como nos prometeu, sempre a nosso lado se assim o quisermos.

Eram cerca de 10 horas quando o cortejo do Compasso Pascal surgiu no caminho de minha casa, na aldeia onde o meu avô nasceu, tocando o sino que o anuncia. Senti-me invadido de um misto de saudade dos meus tempos de criança e de alegria por ainda se manter esta tradição que nos traz a presença de Jesus Cristo a nossa casa. Mas depois dei-me conta de que esta bonita tradição, já perdida na maioria das nossas cidades, é um fugaz momento de emoção que pouco ou nada transforma as nossas vidas.

Hoje, uma vez mais, Jesus entrou de novo em muitas das nossas casas, veio ter connosco. E como no encontro com Zaqueu, Jesus veio também dizer-nos "hoje venho ficar na tua casa.

Mas, infelizmente, somos como os discípulos de Emaús e duvidamos da Ressureição do nosso Senhor Jesus Cristo, seguindo o nosso caminho no dia-a-dia, ignorando a sua presença ou com lamentos pela sua ausência, não acreditando na promessa que nos fez de estar sempre presente nas nossas vidas, nas alegrias e tristezas. Oxalá, por isso, consigamos hoje mudar o nosso coração para deixarmos que o Espírito do Senhor nos invada e transforme a nossa vida. Que o Senhor faça do nosso coração um odre novo para o vinho novo que Ele representa.

Assim, hoje, vou rezar por mim e também pelos meus amigos da FAVA e do Regador com as palavras do Salmo 50 "Criai em mim ó Deus um coração puro e fazei nascer dentro de mim um espírito firme..." para assim podermos fazer a vontade do nosso Deus como prometemos ao rezar o Pai Nosso, a oração que Jesus nos ensinou.

2012-04-08

ALELUIA!

Jo. 20,1-9.
No primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao túmulo logo de manhã, ainda escuro, e viu retirada a pedra que o tapava. Correndo, foi ter com Simão Pedro e com o outro discípulo, o que Jesus amava, e disse-lhes: «O Senhor foi levado do túmulo e não sabemos onde o puseram.»
Pedro saiu com o outro discípulo e foram ao túmulo.
Corriam os dois juntos, mas o outro discípulo correu mais do que Pedro e chegou primeiro ao túmulo.
Inclinou-se para observar e reparou que os panos de linho estavam espalmados no chão, mas não entrou.
Entretanto, chegou também Simão Pedro, que o seguira. Entrou no túmulo e ficou admirado ao ver os panos de linho espalmados no chão, ao passo que o lenço que tivera em volta da cabeça não estava espalmado no chão juntamente com os panos de linho, mas de outro modo, enrolado noutra posição.
Então, entrou também o outro discípulo, o que tinha chegado primeiro ao túmulo. 
Viu e começou a crer, pois ainda não tinham entendido a Escritura, segundo a qual Jesus devia ressuscitar dos mortos.

2012-04-07

Declaração de al-Azhar

No dia 22.02.2012 a Universidade de al-Azhar, que é geralmente considerada a maior autoridade teológica no Islão sunita, emitiu uma declaração muito importante sobre a liberdade de opinião, de crença e de expressão, bem como a liberdade de investigação científica, artística e literária.

Este é um fruto muito bonito da "primavera árabe" que poderá ter a prazo impacto semelhante ao do Vaticano II na Igreja Católica. É uma grande fonte de esperança para um futuro melhor.

Esperamos que o lado das igrejas seja aproveitada esta oportunidade para o diálogo livre de qualquer sentimento de superioridade ou medo!

Aqui fica o texto integral da declaração:

بيان الأزهـــــــر والمثقفـين عن منظومة الحريات الأساس


Déclaration de al-Azhar et des intellectuels sur l’ordonnance des libertés fondamentales


Também em espanhol.

2012-04-06

A libertação



A Humanidade vive amputada de metade do seu coração ao não dar expressão à voz divina que emana das mulheres. É uma perda que afeta o equilíbrio do Mundo porque as religiões não estão a conseguir esconder mais esta incoerência rudimentar: almas iguais perante Deus, direitos diferentes perante os poderes religiosos. Nasceste homem? Tens voz na igreja. Nasceste mulher? Queremos-te apenas nas tarefas sociais ou para a liturgia complementar. Nunca terás direito a proferir a última palavra. A Palavra.


Para ler na integra aqui este lúcido e corajoso artigo do Daniel Deusdado no JN de 05.04.2012

2012-04-05

A santidade pelos pés...


La sainteté pourrait-elle nous arriver par les pieds ? Oui, tout à fait !
D’abord parce que les pieds, c’est fondamental. Grâce à eux, nous pouvons aller et venir, partir et avancer. Le croyant est quelqu’un qui marche : il se met en route vers le pays que Dieu lui a promis. La sainteté, c’est un pays à atteindre.
Mais voilà, à force de marcher, les pieds se salissent, se fatiguent. Surtout quand nous nous sommes égarés, loin du chemin de Dieu. Ces pieds fatigués, ces pieds qui nous ont égarés, Jésus nous les lave lui-même, en un geste émouvant de service, d’acceptation, de communion.
La sainteté nous arrive aussi par les pieds des autres, car c’est maintenant notre tour, dans le même esprit, de nous laver les pieds les uns aux autres. Les autres tels qu’ils sont: avec leurs pieds sales, fatigués, douloureux parfois.

En ce Jeudi saint, Jésus nous accueille à sa table, à la messe.

Comme il a dit : vous aussi lavez-vous les pieds les uns aux autres, il dit maintenant : vous aussi, donnez de vos forces, de votre temps. Donnez de vous-mêmes pour que les autres mangent et vivent.

2012-04-01

Condenado por defender que Deus não condena...



Recentemente o teologo galego, Andres Queiruga, defendeu que Deus não condena ninguém, nem mesmo Hitler. A hierarquia da Igreja Católica não perdoou o atrevimento.
Já andava na mira dos bispos e nas bocas do mundo. Andres Torres Queiruga é a última vítima do impiedoso rigor teológico dos prelados espanhóis. Sem qualquer julgamento e oportunidade de defesa, Queiruga é condenado por lançar inquietação entre os fieis.
São sete os erros de que é acusado, nas vésperas da Semana Santa, sendo o mais relevante o que nega o realismo da ressurreição de Cristo enquanto acontecimento histórico milagroso e transcendente.
A nota da Comissão Permanente não o acusa de herege, nem condena taxativamente a sua obra. O que perturba os bispos espanhóis é a confusão que possa gerar na cabeça dos crentes.
Promotores desta condenação são os bispos de Cordoba e de Granada, bem como o cardeal Roco de Madrid, que consideram as posições do teólogo galego de incompatíveis com a fé.
Por seu lado, Queiruga considerou injusta esta condenação e teologicamente infundada e distorcida. Trata-se, disse, de uma desqualificação pessoal grave porque é exposta a uma calúnia pública.
Manuel Vilas Boas
Fonte: TSF 


Aqui fica o link para a 
"Notificación sobre algunas obras del Prof. Andrés Torres Queiruga
da Comissão Episcopal para a Doutrina da Fé Espanhola.

2012-03-30

Diálogo com o Evangelho

Diálogo com o Evangelho do Domingo de Ramos, 1 de abril, pelo Frei Eugénio, no programa de rádio "Raízes de Cá".

A vida questiona o Evangelho de Domingo de Ramos, 1 de abril

Pietro Lorenzetti
Jo. 12, 12-16
"Naquele tempo, a grande multidão que tinha vindo à festa da Páscoa, ao ouvir dizer que Jesus ia chegar a Jerusalém, apanhou ramos de palmeira e saiu ao seu encontro, clamando:
"Hossana! Bendito O que vem em nome do Senhor, o Rei de Israel!"
Jesus encontrou um jumentinho e montou nele, como está escrito: "Não temas, filha de Sião: Eis que vem o teu Rei, sentado sobre o filho de uma jumenta".
Os discipulos não entenderam isto ao princípio, mas, quando Jesus foi glorificado, lembraram-se de que assim estava escrito acerca d'Ele e era isso mesmo que eles tinham feito.

2012-03-25

Apartheid


The 1998 Rome Statute to the International Criminal Court defines Apartheid as actions or policies “committed in the context of an institutionalized regime of systematic oppression and domination by one racial group over any other racial group or groups and committed with the intention of maintaining that regime” (Emphasis mine).
(…)
Across the entirety of the territory ruled by the Israelis there are 12 million people. Half of these people are Palestinian and 1.7 million of them are relegated to second-class citizenship through a system of direct and indirect discrimination. Another 4.3 million living in the West Bank and Gaza have no right to vote for the ruling regime at all. Further, the Israeli government refuses the human rights of approximately 4.6 million Palestinian refugees—many in refugee camps just across the border—to return to their lands.
(…)
The question of Apartheid in Israel, or in any place for that matter, comes down to a simple test based on the Rome Statute: Would merely granting full human rights (including suffrage) to persons of all ethnic and religious backgrounds ruled by a regime, or whose human rights are systematically denied by that regime, fundamentally challenge the regime itself? If the answer is yes, then it is Apartheid. If the answer is no, then it is not.


In This Duck Is an Apartheid Duck, by Yousef Munayyer

2012-03-24

Diálogo com o Evangelho

Diálogo com o Evangelho do 5º Domingo da Quaresma, 25 de março, pelo Frei Eugénio, no programa de rádio "Raízes de Cá".

A vida questiona o Evnagelho do 5º Domingo da Quaresma, 25 de março

Jo. 12,20-33.
Naquele tempo, entre os que tinham subido a Jerusalém à Festa para a adoração, havia alguns gregos. Estes foram ter com Filipe, que era de Betsaida da Galileia, e pediam-lhe: «Senhor, nós queremos ver Jesus!» Filipe foi dizer isto a André; André e Filipe foram dizê-lo a Jesus.
Jesus respondeu-lhes: «Chegou a hora de se revelar a glória do Filho do Homem.
Em verdade, em verdade vos digo: se o grão de trigo, lançado à terra, não morrer, fica ele só; mas, se morrer, dá muito fruto. Quem se ama a si mesmo, perde-se; quem se despreza a si mesmo, neste mundo, assegura para si a vida eterna. Se alguém me serve, que me siga, e onde Eu estiver, aí estará também o meu servo. Se alguém me servir, o Pai há-de honrá-lo. Agora a minha alma está perturbada. E que hei-de Eu dizer? Pai, salva-me desta hora? Mas precisamente para esta hora é que Eu vim! Pai, manifesta a tua glória!» Veio, então, uma voz do Céu: «Já a manifestei e voltarei a manifestá-la!»
Entre as pessoas presentes, que escutaram, uns diziam que tinha sido um trovão; outros diziam: «Foi um Anjo que lhe falou!»
Jesus respondeu: «Esta voz não veio por causa de mim, mas por amor de vós.
Agora é o julgamento deste mundo; agora é que o dominador deste mundo vai ser lançado fora. E Eu, quando for erguido da terra, atrairei todos a mim.»
Dizia isto dando a entender de que espécie de morte havia de morrer.

2012-03-17

Diálogo com o Evangelho



Diálogo com o Evangelho do 4º Domingo da Quaresma, 18 de março, pelo Frei Eugénio, no programa de rádio "Raízes de Cá".

A vida questiona o Evangelho do 4º Domingo da Quaresma, 18 de março

Jo. 3,14-21.
Naquele tempo, disse Jesus a Nicodemos: «Assim como Moisés ergueu a serpente no deserto, assim também é necessário que o Filho do Homem seja erguido ao alto, a fim de que todo o que nele crê tenha a vida eterna. 
Tanto amou Deus o mundo, que lhe entregou o seu Filho Unigénito, a fim de que todo o que nele crê não se perca, mas tenha a vida eterna. De facto, Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por Ele.
Quem nele crê não é condenado, mas quem não crê já está condenado, por não crer no Filho Unigénito de Deus.
E a condenação está nisto: a Luz veio ao mundo, e os homens preferiram as trevas à Luz, porque as suas obras eram más.
De facto, quem pratica o mal odeia a Luz e não se aproxima da Luz para que as suas acções não sejam desmascaradas.
Mas quem pratica a verdade aproxima-se da Luz, de modo a tornar-se claro que os seus actos são feitos segundo Deus.»

2012-03-15

50

A Mafalda faz 50 anos!
Parabéns a esta permanente lufada da ar fresco que Quino nos oferece!




2012-03-10

A vida questiona o Evangelho do 3º Domingo da Quaresma, 11 de março

Jerusalém - reconstituição do Templo, no tempo de Jesus
Jo. 2,13-25.
Estava próxima a Páscoa dos judeus, e Jesus subiu a Jerusalém. Encontrou no templo os vendedores de bois, ovelhas e pombas, e os cambistas nos seus postos. Então, fazendo um chicote de cordas, expulsou-os a todos do templo com as ovelhas e os bois; espalhou as moedas dos cambistas pelo chão e derrubou-lhes as mesas; e aos que vendiam pombas, disse-lhes: «Tirai isso daqui. Não façais da Casa de meu Pai uma feira.»
Os seus discípulos lembraram-se do que está escrito: O zelo da tua casa me devora. Então os judeus intervieram e perguntaram-lhe: «Que sinal nos dás de poderes fazer isto?»
Declarou-lhes Jesus, em resposta: «Destruí este templo, e em três dias Eu o levantarei!»
Replicaram então os judeus: «Quarenta e seis anos levou este templo a construir, e Tu vais levantá-lo em três dias?» Ele, porém, falava do templo que é o seu corpo. Por isso, quando Jesus ressuscitou dos mortos, os seus discípulos recordaram-se de que Ele o tinha dito e creram na Escritura e nas palavras que tinha proferido.
Enquanto Ele estava em Jerusalém, durante as festas da Páscoa, muitos creram nele ao verem os sinais miraculosos que realizava. Mas Jesus não se fiava deles, porque os conhecia a todos e não precisava de que ninguém o elucidasse acerca das pessoas, pois sabia o que havia dentro delas.

2012-03-03

Diálogo com o Evangelho



Diálogo com o Evangelho de Domingo 4 de março, pelo Frei Eugénio, no programa de rádio "Raízes de Cá".

A vida questiona o Evangelho de Domingo, 4 de março

Mc. 9,2-10.
Naquele tempo, Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João e levou-os, só a eles, a um monte elevado. E transfigurou-se diante deles. As suas vestes tornaram-se resplandecentes, de tal brancura que lavadeira alguma da terra as poderia branquear assim. Apareceu-lhes Elias, juntamente com Moisés, e ambos falavam com Ele.
Tomando a palavra, Pedro disse a Jesus: «Mestre, bom é estarmos aqui; façamos três tendas: uma para ti, uma para Moisés e uma para Elias.» Não sabia que dizer, pois estavam assombrados.
Formou-se, então, uma nuvem que os cobriu com a sua sombra, e da nuvem fez-se ouvir uma voz: «Este é o meu Filho muito amado. Escutai-o.»
De repente, olhando em redor, já não viram ninguém, a não ser só Jesus, com eles.
Ao descerem do monte, ordenou-lhes que a ninguém contassem o que tinham visto, senão depois de o Filho do Homem ter ressuscitado dos mortos.
Eles guardaram a recomendação, discutindo uns com os outros o que seria ressuscitar de entre os mortos.

2012-02-28

O memino que matou a sede meio milhão

O nome de Ryan Hreljac e o seu testemunho vale muito a pena ser conhecido.
Era importante falar dele aos mais novos! Será muito estimulante.

2012-02-25

Diálogo com o Evangelho




Diálogo com o Evangelho de Domingo 26 de fevereiro, pelo Frei Eugénio, no programa de rádio "Raízes de Cá".

A vida questiona o Evangelho de Domingo, 26 de fevereiro

Deserto da Judeia
 


Mc. 1,12-15.

Naquele tempo, o Espírito Santo impeliu Jesus para o deserto.
E ficou no deserto quarenta dias. Era tentado por Satanás, estava entre as feras e os anjos serviam-no.
Depois de João ter sido preso, Jesus foi para a Galileia, e proclamava o Evangelho de Deus, dizendo: «Completou-se o tempo e o Reino de Deus está próximo: arrependei-vos e acreditai no Evangelho.»

2012-02-17

A vida questiona o Evangelho de Domingo, 19 de fevereiro

Ruínas da sinagoga em Cafarnaúm

Mc. 2,1-12.
Quando Jesus entrou de novo em Cafarnaúm e se soube que  estava em casa, juntou-se tanta gente que nem mesmo à volta da porta havia lugar, e anunciava-lhes a Palavra. 
Vieram, então, trazer-lhe um paralítico, transportado por quatro homens. Como não podiam aproximar-se por causa da multidão, descobriram o tecto no sítio onde Ele estava, fizeram uma abertura e desceram o catre em que jazia o paralítico. Vendo Jesus a fé daqueles homens, disse ao paralítico: «Filho, os teus pecados estão perdoados.»
Ora estavam lá sentados alguns doutores da Lei que discorriam em seus corações: «Porque fala este assim? Blasfema! Quem pode perdoar pecados senão Deus?»
Jesus percebeu logo, em seu íntimo, que eles assim discorriam e disse-lhes: «Porque discorreis assim em vossos corações? Que é mais fácil? Dizer ao paralítico: 'Os teus pecados estão perdoados’, ou dizer: 'Levanta-te, pega no teu catre e anda’? Pois bem, para que saibais que o Filho do Homem tem na terra poder para perdoar os pecados, Eu te ordeno disse ao paralítico: levanta-te, pega no teu catre e vai para tua casa.»
Ele levantou-se e, pegando logo no catre, saiu à vista de todos, de modo que todos se maravilhavam e glorificavam a Deus, dizendo: «Nunca vimos coisa assim!»

2012-02-11

Diálogo com o Evangelho



Diálogo com o Evangelho de Domingo 12 de fevereiro, pelo Frei Eugénio, no programa de rádio "Raízes de Cá".

A vida questiona o Evangelho de Domingo, 12 de Fevereiro

Mc. 1,40-45.
Naquele tempo, veio ter com Jesus um leproso. Caiu de joelhos e suplicou-Lhe: «Se quiseres, podes purificar-me.» Compadecido, Jesus estendeu a mão, tocou-o e disse: «Quero, fica purificado.» Imediatamente a lepra deixou-o, e ficou purificado.
E logo o despediu, dizendo-lhe em tom severo: «Livra-te de falar disto a alguém; vai, antes, mostrar-te ao sacerdote e oferece pela tua purificação o que foi estabelecido por Moisés, a fim de lhes servir de testemunho.»
Ele, porém, assim que se retirou, começou a proclamar e a divulgar o sucedido, a ponto de Jesus não poder entrar abertamente numa cidade; ficava fora, em lugares despovoados. E de todas as partes iam ter com Ele.

2012-02-07

The Villages Group: Cooperation in Israel-Palestine


«Talvez não possamos estabelecer uma paz geral, mas podemos executar ações de paz.» 


 É este o lema deste grupo The villages Group


 Vale a pena ler esta carta de princípios e acompanhar este blog.


«While the responsibility for the top-down political process clearly rests with the formal leaderships, the responsibility for the little-noticed bottom-up process is placed upon the shoulders of each and every one of us, Palestinian and Israeli, at any given moment. This activity, whether or not it is perceived as political, gives clear priority to individual lives and local issues.»

2012-02-05

Síria: o que está em jogo


Esta semana no Jornal de Negócios João Carlos Barradas citava a opinião do Patriarca de Damasco: "Um futuro diferente não nos oferece garantias e, portanto, estamos satisfeitos com este governo." Isto parecerá chocante, tendo em conta a imagem repugnante do regime que fica na mente de qualquer pessoa que acompanhe o conflito pelas notícias. Mas concluía João Carlos Barradas: "Na sinuosa e arrastada luta que culminará em mais uma virada islamista muitos ainda terão de morrer na Síria." 

O futuro pode passar por uma guerra civil e aí terceiros interessados em fomentá-lo não hão-de perder oportunidades e poderá passar por mais um regime islamista. O futuro não se adivinha ainda mas importa ver que há várias questões em jogo na Síria. 

Em primeiro lugar, é dos países do Médio Oriente com minorias religiosas mais importantes. Não há estatísticas inteiramente fiáveis, mas o relatório de uma missão do Senado Francês (ver aqui), em 2007 falava em 10% de Cristãos (Católicos ortodoxos, Ortodoxos Gregos, Ortodoxos Siríacos, Arménios ortodoxos e, por fim, uma minoria de Druzos. A própria comunidade muçulmana está divida em sunitas, xiitas e uma minoria alauíta a que pertence a família do presidente Bashar. Sem nunca ter sido um estado laico, a Síria soube impor uma separação entre Estado e religião (na região será talvez o único Estado que cede terreno para ser construída uma igreja e permite a existência de imprensa escrita cristã) e segundo o citado relatório: "é natural que o modelo sírio em matéria de coexistência de comunidades religiosas assuma uma enorme importância para o mundo árabe e para o Ocidente." 

 Outra questão em jogo é o número impressionante de refugiados iraquianos que alise encontram: 1 200 000. O facto fez com que mesmo altos dignitários americanos (congressistas de ambos os partidos, Nancy Pelosi etc) apesar da política de isolamento tenham mantido contactos e visitas. Não obstante os esforços do Estado sírio para integrar esses refugiados (proporcionado escolaridade às crianças, infra-estruturas etc), muitos deles ficam à mercê de condições de vida hediondas (trabalho infantil; prostituição). Esse é um drama que já corre há muito e de que a opinião pública mundial nunca soube. Seria trágico que os refugiados iraquianos (grande parte dos cristãos iraquianos para ali se deslocou) tivessem fugido de uma guerra e ali encontrassem outra.

Créditos: imagem de W. J. Pilsak

2012-02-04

Diálogo com o Evangelho

Diálogo com o Evangelho de Domingo 5 de fevereiro, pelo Frei Eugénio, no programa de rádio "Raízes de Cá".

A vida questiona o Evangelho de Domingo 5 de Fevereiro

Ruínas da casa de Pedro, em Cafarnaum
Mc. 1,29-39. 
Naquele tempo, Jesus saíu da sinagoga e foi, com Tiago e João, a casa de Simão e André. A sogra de Simão estava de cama com febre, e logo lhe falaram dela. Aproximando-se, tomou-a pela mão e levantou-a. A febre deixou-a e ela começou a servi-los.
À noitinha, depois do sol-pôr, trouxeram-lhe todos os enfermos e possessos, e a cidade inteira estava reunida junto à porta.
Curou muitos enfermos atormentados por toda a espécie de males e expulsou muitos demónios; mas não deixava falar os demónios, porque sabiam quem Ele era.
De madrugada, ainda escuro, levantou-se e saiu; foi para um lugar solitário e ali se pôs em oração.
Simão e os que estavam com Ele seguiram-no.
E, tendo-o encontrado, disseram-lhe: «Todos te procuram.»Mas Ele respondeu-lhes: «Vamos para outra parte, para as aldeias vizinhas, a fim de pregar aí, pois foi para isso que Eu vim.»
E foi por toda a Galileia, pregando nas sinagogas deles e expulsando os demónios.