2014-11-01

A vida questiona o Evangelho de Domingo, 2 de Novembro

Mt. 11,25-30
Naquele tempo, Jesus exclamou: «Eu Te bendigo, ó Pai, Senhor do Céu e da terra, porque escondeste estas verdades aos sábios e inteligentes e as revelaste aos pequeninos.  Sim, ó Pai, porque isso foi do teu agrado.
Tudo me foi entregue por meu Pai; e ninguém conhece o Filho senão o Pai, como ninguém conhece o Pai senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar.»
«Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, que Eu hei-de aliviar-vos.
Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração e encontrareis descanso para o vosso espírito.
Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve.»

2014-10-25

Diálogo com o Evangelho



Diálogo com o Evangelho de Domingo, de 26 de outubro, pelo Frei Eugénio, no programa de rádio "Raízes de Cá".

A vida questiona o Evangelho de Domingo, 26 de Outubro

Mat. 22,34-40.
Naquele tempo, os fariseus ouvindo dizer que Jesus reduzira os saduceus ao silêncio, reuniram-se em grupo.
E um deles, que era legista, perguntou-lhe para o embaraçar:«Mestre, qual é o maior mandamento da Lei?»
Jesus disse lhe: Amarás ao Senhor, teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma e com toda a tua mente. Este é o maior e o primeiro mandamento. O segundo é semelhante: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo.
Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas.»

2014-10-18

Diálogo com o Evangelho



Diálogo com o Evangelho de Domingo, de 19 de outubro, pelo Frei Eugénio, no programa de rádio "Raízes de Cá".

A vida questiona o Evangelho de Domingo, 19 de Outubro

Mt. 22,15-21.
Naquele tempo, os fariseus reuniram-se para combinar como haviam de surpreender Jesus nas suas próprias palavras. Enviaram-lhe os seus discípulos, acompanhados dos partidários de Herodes, a dizer-lhe: «Mestre, sabemos que és sincero e que ensinas o caminho de Deus segundo a verdade, sem te deixares influenciar por ninguém, pois não olhas à condição das pessoas.
Diz-nos, portanto, o teu parecer: É lícito ou não pagar o imposto a César?»
Mas Jesus, conhecendo-lhes a malícia, retorquiu: «Porque me tentais, hipócritas? Mostrai-me a moeda do imposto.» Eles apresentaram-lhe um denário.
Perguntou: «De quem é esta imagem e esta inscrição?»
«De César» responderam. Disse-lhes então: «Dai, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus.»

2014-10-04

Europa: austeridade ou solidariedade?

Este artigo de Matthieu de Nanteuil (professor de sociologia na Universidade Católica de Lovaina), “L'Europe en guerre contre soi-même,” in La libre Belgique, 18 de Agosto de 2014, é muito actual e é uma excelente ajuda para reflectirmos sobre o momento que a Europa vive.


No momento da crise ucraniana, a União Europeia (UE) aprovou um plano de apoio de 11 mil milhões de euros à Ucrânia, "com a condição de o país assinar um acordo com o FMI para iniciar reformas" [...], enquanto os Estados Unidos, com o apoio da OTAN, decretaram sanções. Não há dúvida que é melhor do que nada: em 1956 (Budapeste) e 1968 (Praga), as potências ocidentais não acordaram. Neste jogo, contudo, a Ucrânia arrisca a transformar-se no xadrez em que os grandes blocos continentais desenvolvem a sua estratégia e o seu cinismo. A Europa, em particular, parece incapaz de propor outra coisa: o retorno de nacionalismos exacerbados e a paralisia das instituições europeias obrigam-na a fazer da austeridade um novo eixo diplomático e a correr atrás de uma actualidade que controla cada vez menos. É isto a Europa?
Para compreender a derrocada do espírito europeu, é preciso regressar ao ponto que se está a apagar progressivamente na nossa memória colectiva: o da nossa relação com a paz. Os acontecimentos de 6 de Junho de 1944, por muito importantes que sejam, por um lado exaltaram mas, por outro, petrificaram a representação do sentido da construção europeia: " A Europa significa paz".
Ignoramos, contudo, que tirada do seu contexto, esta visão não faz senão perpetuar uma concepção muito restritiva da paz — a paz entendida como não-uso das armas, ausência de guerra. Ora, esta visão é precisamente o inverso da génese da construção europeia, e, mais precisamente, o inverso da história da reconciliação franco-alemã. O que funda a paz não é a simples cessação das hostilidades, mas a construção de uma cultura do "comum", da defesa de um ideal de justiça capaz de ultrapassar as múltiplas divisões que até aqui tinham dilacerado o corpo social.
Porque antes da paz, existia a justiça — especialmente a justiça social. Antes da CECA, o Mercado Comum e a União europeia, houve a invenção dos sistemas de segurança social, o acesso das mulheres ao direito de voto e a vontade de fazer avançar os direitos fundamentais, especialmente os direitos sociais. Para fazer da Europa "um continente de paz", foi preciso construir primeiro uma sociedade que tivesse consciência das suas profundas divisões e que se comprometesse a vencê-las; foi preciso inventar uma consciência global de si e dos outros, materializada em formas concretas de solidariedade. Foi preciso um terreno de significações e de experiências partilhadas.
O que ameaça a Europa de hoje não é a ausência de paz, mas uma paz esvaziada da sua substância, uma paz esquecida da justiça social que lhe deu origem. Esta paz sem solidariedade tem dominado de há dez anos para cá, desde o momento em que — sob a presidência de J. M. Barroso — a Comissão Europeia deixou de ser uma instituição garante da ideia europeia para privilegiar o mercado em detrimento dos bens públicos; os direitos económicos em detrimento dos direitos sociais; a austeridade em detrimento do apoio ponderado aos Estados membros mais vulneráveis. Usada a tempo e a contratempo, esta estratégia serve, não raro, para justificar o imobilismo da União Europeia em matéria de governança assim como o seu tom falsamente voluntarista para impedir eventuais "agressões exteriores"; na realidade, essa estratégia não atinge os seus fins. Não tem qualquer relevância face a agressões efectivas, como na Crimeia, e nunca poderá fazer da UE uma potência capaz de prevenir as crises internacionais — o caso da
Síria é um triste exemplo disso. No seio da União, essa estratégia vem acompanhada do ressurgimento dos discursos nacionalistas e da desagregação do sentimento de pertença à União. O que fazer?
A primeira tarefa de todos os que se sentem ligados à Europa é iniciar a crítica deste discurso repetitivo e simplista que acaba por fazer da paz uma palavra vazia de sentido. É preciso propor uma leitura mais complexa da paz, mas sociológica: a paz só foi possível porque foi a expressão de um determinado relacionamento com o mundo que certas políticas da UE se preparam para destruir.
A segunda tarefa é compreender até que ponto a refundação de uma cultura comum é directamente posta em perigo por políticas de austeridade que confundem os meios com os fins. Em vez de enveredar pela mutualização da dívida, a UE insistiu em uma austeridade contraproducente, em prejuízo da autonomia democrática dos seus
membros e arriscando acentuar ainda mais as fracturas de um continente sem projecto, onde várias décadas de concorrência fiscal e social enfraqueceram os gérmenes de uma cultura comum.
A terceira tarefa é a de redesenhar um horizonte capaz de transcender, nem que seja parcialmente, as clivagens entre partidos. A solidariedade foi, desde há meio século, o pilar da paz. Abandonada desde há muito, a solidariedade deve tornar-se de novo o seu horizonte. Trabalho de grande fôlego que exige sinais concretos: além de uma união bancária, é preciso um Banco central ao serviço do crescimento e não o inverso; uma harmonização fiscal e social progressiva; a criação de uma salário mínimo de base europeia. Sem esquecer o que é sem dúvida essencial: uma política migratória coordenada entre Estados membros, capaz de dizer aos Roma que em todo o espaço europeu se podem sentir em casa [...].
Quanto ao novo duo que hoje está à frente da duas mais importantes instituições da União (o conservador Jean-Claude Juncker para a Comissão, o socialista alemão Martin Schulz para o Parlamento), espera-se deles que dêem um novo impulso a um projecto político europeu adaptado ao século XXI. Da paz à solidariedade, a Europa tem de mudar de paradigma. Esta questão não interessa apenas aos progressistas, mas condiciona o devir da própria cultura europeia; dito de outra forma, o sentimento de pertença dos cidadãos à UE.
De facto, já não é a guerra que ameaça a Europa: é a fraqueza das instituições e das práticas de solidariedade à escala do continente que dilui a adesão dos cidadãos ao projecto europeu. Na verdade, o paradoxo é que, mesmo sem armas, esta situação arrisca-se a gerar um continente em guerra contra si mesmo.

A vida questiona o Evangelho de Domingo, 5 de outubro

Mt. 21,33-43.
Naquele tempo, disse Jesus aos príncipes dos sacerdotes e aos anciãos do povo: «Escutai outra parábola: Um chefe de família plantou uma vinha, cercou-a com uma sebe, cavou nela um lagar, construiu uma torre, arrendou-a a uns vinhateiros e ausentou-se para longe. Quando chegou a época das vindimas, enviou os seus servos aos vinhateiros, para receberem os frutos que lhe pertenciam.
Os vinhateiros, porém, apoderaram-se dos servos, bateram num, mataram outro e apedrejaram o terceiro.
Tornou a mandar outros servos, mais numerosos do que os primeiros, e trataram-nos da mesma forma.
Finalmente, enviou-lhes o seu próprio filho, dizendo: 'Hão-de respeitar o meu filho.’
Mas os vinhateiros, vendo o filho, disseram entre si: 'Este é o herdeiro. Matemo-lo e ficaremos com a sua herança.’ E, agarrando-o, lançaram-no fora da vinha e mataram-no.
Ora bem, quando vier o dono da vinha, que fará àqueles vinhateiros?»
Eles responderam-lhe: «Dará morte afrontosa aos malvados e arrendará a vinha a outros vinhateiros que lhe entregarão os frutos na altura devida.»
Jesus disse-lhes: «Nunca lestes nas Escrituras: A pedra que os construtores rejeitaram transformou-se em pedra angular? Isto é obra do Senhor e é admirável aos nossos olhos?
Por isso vos digo: O Reino de Deus ser-vos-á tirado e será confiado a um povo que produzirá os seus frutos.

2014-09-28

Diálogo com o Evangelho


Diálogo com o Evangelho de Domingo, de 28 de setembro, pelo Frei Eugénio e pelo Pde. Carlos André, no programa de rádio "Raízes de Cá".

A vida questiona o Evangelho de Domingo, 28 de setembro



Mt. 21,28-32.
Naquele tempo, disse Jesus aos príncipes dos sacerdotes e aos anciãos do povo:«Que vos parece? Um homem tinha dois filhos. Dirigindo-se ao primeiro, disse-lhe: 'Filho, vai hoje trabalhar na vinha.'
Mas ele respondeu: 'Não quero.’ Mais tarde, porém, arrependeu-se e foi.
Dirigindo-se ao segundo, falou-lhe do mesmo modo e ele respondeu: 'Vou sim, senhor.’ Mas não foi.
Qual dos dois fez a vontade ao pai?» Responderam eles: «O primeiro.» Jesus disse-lhes: «Em verdade vos digo: Os cobradores de impostos e as meretrizes vão preceder vos no Reino de Deus.
João veio até vós, ensinando-vos o caminho da justiça, e não acreditastes nele; mas os cobradores de impostos e as meretrizes acreditaram nele. E vós, nem depois de verdes isto, vos arrependestes para acreditar nele.»

2014-09-21

Diálogo com o Evangelho


Diálogo com o Evangelho de Domingo, de 21 de setembro, pelo Frei Eugénio e pelo Pde. Carlos André, no programa de rádio "Raízes de Cá".

A vida questiona o Evangelho de Domingo, 21 de Setembro

 Mateus
Mt. 20,1-16a.
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos a seguinte parábola: «Com efeito, o Reino do Céu é semelhante a um proprietário que saiu ao romper da manhã, a fim de contratar trabalhadores para a sua vinha. Ajustou com eles um denário por dia e enviou-os para a sua vinha.
Saiu depois pelas nove horas, viu outros na praça, que estavam sem trabalho, e disse-lhes: 'Ide também para a minha vinha e tereis o salário que for justo.’ E eles foram. Saiu de novo por volta do meio-dia e das três da tarde, e fez o mesmo.
Saindo pelas cinco da tarde, encontrou ainda outros que ali estavam e disse-lhes: 'Porque ficais aqui todo o dia sem trabalhar?’ Responderam-lhe: 'É que ninguém nos contratou.’ Ele disse-lhes: 'Ide também para a minha vinha.’
Ao entardecer, o dono da vinha disse ao capataz: 'Chama os trabalhadores e paga-lhes o salário, começando pelos últimos até aos primeiros.’ Vieram os das cinco da tarde e receberam um denário cada um.
Vieram, por seu turno, os primeiros e julgaram que iam receber mais, mas receberam, também eles, um denário cada um. Depois de o terem recebido, começaram a murmurar contra o proprietário, dizendo: 'Estes últimos só trabalharam uma hora e deste-lhes a mesma paga que a nós, que suportámos o cansaço do dia e o seu calor.’
O proprietário respondeu a um deles: 'Em nada te prejudico, meu amigo. Não foi um denário que nós ajustámos? Leva, então, o que te é devido e segue o teu caminho, pois eu quero dar a este último tanto como a ti. Ou não me será permitido dispor dos meus bens como eu entender? Será que tens inveja por eu ser bom?’ Assim, os últimos serão os primeiros e os primeiros serão os últimos. Porque muitos são os chamados, mas poucos os escolhidos.»

2014-09-13

Diálogo com o Evangelho


Diálogo com o Evangelho de Domingo, de 14 de setembro, pelo Frei Eugénio e pelo Pde. Carlos André, no programa de rádio "Raízes de Cá".

A vida questiona o Evangelho de Domingo, 14 de Setembro

Jo. 3,13-17.
Naquele tempo, disse Jesus a Nicodemos: «Ninguém subiu ao Céu a não ser aquele que desceu do Céu, o Filho do Homem. Assim como Moisés ergueu a serpente no deserto, assim também é necessário que o Filho do Homem seja erguido ao alto, a fim de que todo o que nele crê tenha a vida eterna.
Tanto amou Deus o mundo, que lhe entregou o seu Filho Unigénito, a fim de que todo o que nele crê não se perca, mas tenha a vida eterna.
De facto, Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por Ele.

2014-09-06

Diálogo com o Evangelho



Diálogo com o Evangelho de Domingo, de 7 de setembro, pelo Frei Eugénio e pelo Pde. Carlos André, no programa de rádio "Raízes de Cá".

Diálogo com o Evangelho de Domingo, 7 de Setembro


Jerusalém, Esplanada das Mesquitas - Setembro, 2010
Mt. 18,15-20.
Naquele tempo, disse Jeus aos seus discipulos: 
«Se o teu irmão pecar, vai ter com ele e repreende o a sós. Se te der ouvidos, terás ganho o teu irmão.
Se não te der ouvidos, toma contigo mais uma ou duas pessoas, para que toda a questão fique resolvida pela palavra de duas ou três testemunhas.
Se ele se recusar a ouvi-las, comunica-o à Igreja; e, se ele se recusar a atender à própria Igreja, seja para ti como um pagão ou um cobrador de impostos.
Em verdade vos digo: Tudo o que ligardes na Terra será ligado no Céu, e tudo o que desligardes na Terra será desligado no Céu.»
«Digo-vos ainda: Se dois de entre vós se unirem, na Terra, para pedir qualquer coisa, hão-de obtê-la de meu Pai que está no Céu. Pois, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, Eu estou no meio deles.»

2014-08-30

Diálogo com o Evangelho


Diálogo com o Evangelho de Domingo, de 31 de agosto, pelo Frei Eugénio e pelo Pde. Carlos André, no programa de rádio "Raízes de Cá".

A vida questiona o Evangelho de Domingo, 31 de Agosto




Jerusalém, Setembro de 2010
Mt. 16,21-27.
A partir desse momento, Jesus Cristo começou a fazer ver aos seus discípulos que tinha de ir a Jerusalém e sofrer muito, da parte dos anciãos, dos sumos sacerdotes e dos doutores da Lei, ser morto e, ao terceiro dia, ressuscitar.
Tomando-o de parte, Pedro começou a repreendê-lo, dizendo: «Deus te livre, Senhor! Isso nunca te há-de acontecer!»
Ele, porém, voltando-se, disse a Pedro: «Afasta-te, Satanás! Tu és para mim um estorvo, porque os teus pensamentos não são os de Deus, mas os dos homens!»
Jesus disse, então, aos discípulos: «Se alguém quiser vir comigo, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me. Quem quiser salvar a sua vida, vai perdê-la; mas, quem perder a sua vida por minha causa, há-de encontrá-la. Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se perder a sua vida? Ou que poderá dar o homem em troca da sua vida?
Porque o Filho do Homem há-de vir na glória de seu Pai, com os seus anjos, e então retribuirá a cada um conforme o seu procedimento.

2014-08-15

Diálogo com o Evangelho


Diálogo com o Evangelho, da Festa da Assunção de Nossa Senhora, de 15 de agosto, pelo Frei Eugénio e pelo Pde. Carlos André, no programa de rádio "Raízes de Cá".

A vida questiona o Evagelho de Domingo, 17 de agosto

Mt. 15,21-28.
Naquele tempo, Jesus partiu dali e retirou-Se para os lados de Tiro e de Sídon. Então, uma cananeia, que viera daquela região, começou a gritar: «Senhor, Filho de David, tem misericórdia de mim! Minha filha está cruelmente atormentada por um demónio.»
Mas Ele não lhe respondeu nem uma palavra. 

Os discípulos aproximaram-se e pediram-lhe com insistência: «Despacha-a, porque ela persegue-nos com os seus gritos.»
Jesus replicou: «Não fui enviado senão às ovelhas perdidas da casa de Israel.»
Mas a mulher veio prostrar-se diante dele, dizendo: «Socorre-me, Senhor.»
Ele respondeu-lhe: «Não é justo que se tome o pão dos filhos para o lançar aos cachorros.»
Retorquiu ela: «É verdade, Senhor, mas até os cachorros comem as migalhas que caem da mesa de seus donos.»
Então, Jesus respondeu-lhe: «Ó mulher, grande é a tua fé! Faça-se como desejas.» E, a partir desse instante, a filha dela achou-se curada.

No dia da Assunção de Maria


Ícone de Nossa Senhora pintado no muro de separação entre Belém e Jerusalém.

Suad Amiry - a não perder

Uma mulher fantástica!
Lucidez e humor!
Vale a pena ver a entrevista a até ao fim.


2014-08-09

Diálogo com o Evangelho


Diálogo com o Evangelho, do Domingo 10 de agosto, pelo Frei Eugénio, no programa de rádio "Raízes de Cá".

A vida questiona o Evangelho de Domingo, 10 de Agosto

Mt. 14,22-33.
Depois de ter saciado a fome à multidão, Jesus obrigou os discípulos a embarcar e a ir adiante para a outra margem, enquanto Ele despedia as multidões.
Logo que as despediu, subiu a um monte para orar na solidão. E, chegada a noite, estava ali só.
O barco encontrava-se já a várias centenas de metros da terra, açoitado pelas ondas, pois o vento era contrário. De madrugada, Jesus foi ter com eles, caminhando sobre o mar.
Ao verem-no caminhar sobre o mar, os discípulos assustaram-se e disseram: «É um fantasma!» E gritaram com medo.
No mesmo instante, Jesus falou-lhes, dizendo: «Tranquilizai-vos! Sou Eu! Não temais!»
Pedro respondeu-lhe: «Se és Tu, Senhor, manda-me ir ter contigo sobre as águas.»
«Vem» disse-lhe Jesus. E Pedro, descendo do barco, caminhou sobre as águas para ir ter com Jesus. Mas, sentindo a violência do vento, teve medo e, começando a ir ao fundo, gritou: «Salva-me, Senhor!»
Imediatamente Jesus estendeu-lhe a mão, segurou-o e disse-lhe: «Homem de pouca fé, porque duvidaste?»
E, quando entraram no barco, o vento amainou. Os que se encontravam no barco prostraram-se diante de Jesus, dizendo: «Tu és, realmente, o Filho de Deus!»

2014-08-08

Domingos de Gusmão

 

Que Deus Pai nos abençoe
que Deus Filho nos cure
que o Espírito Santo nos ilumine e nos dê
olhos para ver,
mãos para realizar o trabalho de Deus,
pés para caminhar,
uma boca para pregar a Palavra da Salvação
e o anjo da paz para nos guardar e finalmente,
pela graça do Senhor, nos conduzir ao Seu Reino. Ámen.

(Bênção dominicana do século XIII)

S. Domingos de Gusmão, presbítero, fundador, +1221

2014-08-06

Hope for Gaza? Take action!

Apelo de hoje de "Kairos Palestine - Britain"

Hope for Gaza? Only if justice prevails.
The war in Gaza may be over for now, but unless a long term agreement based on justice and human rights for all in Palestine/Israel is agreed, the cycle of violence will continue.

We call on all Christians to act NOW to ensure that this tragedy cannot happen again.

The situation in Gaza is desperate. Over 1800 Palestinians have been killed in Israel’s military operation, which lasted four weeks. The UN says the majority of these are civilians, and over 400 of them children. Thousands have been injured, and the health sector is on the verge of collapse. Up to a quarter of the population may have been displaced from their homes. 67 Israelis have been killed, 64 soldiers and 3 civilians.

There have been accusations of grave war crimes by both sides in this conflict, in particular the targeting of civilians. Israel has attacked countless civilian homes, and 6 UN schools housing displaced Palestinians, killing tens of people and injuring hundreds, including UN staff. They have also bombed key infrastructures such as the
main power station, leaving thousands of civilians in Gaza without essential services.

Hamas has continued to target Israeli civilians, firing rockets into population centresin Israel.

Even before this crisis Palestinians in Gaza were suffering immeasurably under Israel’s blockade, which has caused widespread shortages in food, fuel and clean water.

Without a comprehensive peace agreement that allows Gaza to rebuild, recover and flourish economically, the cycle of violence will only repeat itself.

As Christians we are called to be peacemakers and to stand against injustice and oppression. We encourage all those concerned about Gaza to write to their MP (find yourshere) asking them to:
• Use their influence to address the root causes of this conflict - the ongoing occupation of Palestinian territory and Israel’s blockade of Gaza which together have caused untold suffering to Palestinians for many years.
•Support the call for an arms embargo on Israel until it complies with its obligations under international law and ends its illegal occupation of Palestinian territory.
• Call for an investigation by the International Criminal Court into potential war crimes committed during this conflict by Israel, Hamas and other armed groups and for both sides to be held to account to end the impunity.

We also call on individuals, faith communities and denominations to:
•Divest from any companies that are profiting from Israel’s military intervention and the illegal Israeli occupation.
•Pray for those suffering and mourning in Gaza and Israel, for an end to the cycle of violence, and for the creation of a just peace for Palestinians, which we believe is the only way to bring about peace and security for Israel too.

Kairos Britain, 6 August 2014.
Kairos Britain is a network of individuals, organizations and faith communities seeking a just and lasting peace in Palestine and Israel.

“The people of Israel and Palestine can live in peace together. They are not born hating each other.”

(Archbishop Desmond Tutu, 18 July 2014)

2014-08-03

Amos Oz



Entrevista com o escritor Amos Oz.

Would you consider the present ground offensive to be limited or unlimited?
I think in some points it is excessive. I don't have detailed information on what is actually happening on the ground, but to judge from some of the hits that the Israeli army caused in Gaza, I think at least in some points the military action is excessive - justified, but excessive.


Can you imagine a Palestinian state that is not hostile toward Israel?
Absolutely. I believe the majority of the Palestinians are not in love with Israel, but they do accept with clenched teeth that the Israeli Jews are not going anywhere, just like the majority of Israeli Jews - unhappily and with clenched teeth - accept that the Palestinians are here to stay. This is a basis not for a honeymoon, but perhaps for a fair divorce just like the case of the Czech Republic and Slovakia.


Hamas is presently demanding that the blockade of the Gaza Strip be lifted…
I am absolutely for it. I think that the blockade should be removed. I think plenty of international, Arab and Israeli resources should be pumped into the Gaza strip in return for effective demilitarization. This is a proposal that Israel ought to make immediately.


You wrote 50 years ago that "even an unavoidable occupation is a corrupting occupation."
I do not always agree with myself, but here I still agree with myself. Occupation is corrupting, even if it is unavoidable. Brutality, chauvinism, narrow-mindedness, xenophobia are the usual syndromes of conflict and occupation. But the Israeli occupation of the West Bank is no longer unavoidable.

Enough is enough!




2014-08-02

Diálogo com o Evangelho


Diálogo com o Evangelho, do Domingo 3 de agosto, pelo Frei Eugénio, no programa de rádio "Raízes de Cá".

A vida questiona o Evangelho do Domingo 3 de Agosto

Mt. 14,13-21.
Naquele tempo, quando Jesus ouviu que João Baptista tinha sido morto, retirou-Se dali sozinho num barco, para um lugar deserto; mas o povo, quando soube, seguiu-O a pé, desde as cidades.
Ao desembarcar, Jesus viu uma grande multidão e, cheio de misericórdia para com ela, curou os seus enfermos. Ao entardecer, os discípulos aproximaram-se dele e disseram-lhe: «Este sítio é deserto e a hora já vai avançada. Manda embora a multidão, para que possa ir às aldeias comprar alimento.»
Mas Jesus disse-lhes: «Não é preciso que eles vão; dai-lhes vós mesmos de comer.» Responderam: «Não temos aqui senão cinco pães e dois peixes.»
«Trazei-mos cá» disse Ele.
E, depois de ordenar à multidão que se sentasse na relva, tomou os cinco pães e os dois peixes, ergueu os olhos ao céu e pronunciou a bênção; partiu, depois, os pães e deu os aos discípulos, e estes distribuíram-nos pela multidão.
Todos comeram e ficaram saciados; e, com o que sobejou, encheram doze cestos. Ora, os que comeram eram uns cinco mil homens, sem contar mulheres e crianças.