2011-10-20

SÁBIAS PALAVRAS

Recebi hoje um e-mail que me dava conta de uma mensagem de um jornalista mexicano, Armando Fontes Aguirre (Catón) que me atrevo a partilhar convosco dada a actualidade das palavras que escreve:


Me propongo demandar a la revista 'Fortune', pues me hizo víctima de una omisión inexplicable. Resulta que publicó la lista de los hombres más ricos del planeta, y en esta lista no aparezco yo.

Aparecen, sí, el sultán de Brunei, aparecen también los herederos de Sam Walton y Takichiro Mori. Figuran ahí también personalidades como la Reina Isabel de Inglaterra, Stavros Niarkos. y los mexicanos Carlos Slim y Emilio Azcárraga.

Sin embargo a mí no me menciona la revista. Y yo soy un hombre rico, inmensamente rico.

Y si no, vean ustedes:

Tengo vida, que recibí no sé por qué, y salud, que conservo no sé cómo.
Tengo una familia: esposa adorable que al entregarme su vida me dio lo mejor de la mía; hijos maravillosos de quienes no he recibido sino felicidad; nietos con los cuales ejerzo una nueva y gozosa paternidad.
Tengo hermanos que son como mis amigos, y amigos que son como mis hermanos.
Tengo gente que me ama con sinceridad a pesar de mis defectos, a la que yo amo con sinceridad a pesar de mis defectos.
Tengo cuatro lectores a los que cada día les doy gracias porque leen bien lo que yo escribo mal.
Tengo una casa y en ella muchos libros (mi esposa diría que tengo muchos libros y, entre ellos, una casa).
Poseo un pedacito del mundo en la forma de un huerto que cada año me da manzanas que habrían acortado aún más la presencia de Adán y Eva en el Paraíso.
Tengo un perro que no se va a dormir hasta que llego y que me recibe como si fuera yo el dueño de los cielos y la tierra.
Tengo ojos que ven y oídos que oyen, pies que caminan y manos que acarician; cerebro que piensa cosas que a otros se les habían ocurrido ya, pero que a mí no se me habían ocurrido nunca.
Soy dueño de la común herencia de los hombres: alegrías para disfrutarlas y penas para hermanarme a los que sufren.
Y tengo fe en Dios que guarda para mí su infinito amor.

¿Puede haber mayores riquezas que las mías? ¿Por qué, entonces, no me puso la revista 'Fortune' en la lista de los hombres más ricos del planeta?

HAY GENTE POBRE, PERO TAN POBRE, QUE LO ÚNICO QUE TIENEN ES.... DINERO

Armando Fuentes Aguirre.

Armando Fuentes Aguirre (Catón), es un escritor y periodista mexicano nacido el 8 de julio de 1938 en Saltillo, Coahuila. Hijo de Mariano Fuentes Flores y Carmen Aguirre de Fuentes. Es famoso por su humor, el que ha plasmado en su obra escrita. A los quince años de edad obtiene la licencia de locutor de radio. Abogado por la Facultad de Jurisprudencia de la Universidad Autónoma de Coahuila, es maestro en Lengua y Literatura, así como maestro en Pedagogía, por la Escuela Normal Superior de Coahuila. Director del Ateneo Fuente y de la Facultad de Ciencias de la Comunicación de la misma Universidad. Desde la década de los ochenta fue nombrado cronista oficial de la ciudad de Saltillo. En 2003 le otorga la Universidad Autónoma de Nuevo León el Doctorado Honoris Causa. Es considerado 'el 'historiador' favorito de la nueva clase política' mexicana.


Hugo Meireles

2011-10-15

Mateus ‪22,15-21.‬
Naquele tempo, os fariseus reuniram-se para combinar como haviam de surpreender Jesus nas suas próprias palavras.
Enviaram-lhe os seus discípulos, acompanhados dos partidários de Herodes, a dizer-lhe: «Mestre, sabemos que és sincero e que ensinas o caminho de Deus segundo a verdade, sem te deixares influenciar por ninguém, pois não olhas à condição das pessoas.
Diz-nos, portanto, o teu parecer: É lícito ou não pagar o imposto a César?»
Mas Jesus, conhecendo-lhes a malícia, retorquiu: «Porque me tentais, hipócritas? Mostrai-me a moeda do imposto.» Eles apresentaram-lhe um denário. Perguntou: «De quem é esta imagem e esta inscrição?»
«De César» responderam. Disse-lhes então: «Dai, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus.»

2011-10-07


Diálogo com o Evangelho de Domingo 9 de Outubro, pelo Frei Eugénio, no programa de rádio "Raízes de Cá".
Mt. ‪22,1-14.‬
Naquele tempo, Jesus dirigiu-Se de novo aos príncipes dos sacerdotes e aos anciãos do povo e, falando em parábolas, disse-lhes: «O Reino do Céu é comparável a um rei que preparou um banquete nupcial para o seu filho. Mandou os servos chamar os convidados para as bodas, mas eles não quiseram comparecer. De novo mandou outros servos, ordenando-lhes: 'Dizei aos convidados: O meu banquete está pronto; abateram-se os meus bois e as minhas reses gordas; tudo está preparado. Vinde às bodas.’ Mas eles, sem se importarem, foram um para o seu campo, outro para o seu negócio. Os restantes, apoderando-se dos servos, maltrataram-nos e mataram-nos. O rei ficou irado e enviou as suas tropas, que exterminaram aqueles assassinos e incendiaram a sua cidade. Disse, depois, aos servos: 'O banquete das núpcias está pronto, mas os convidados não eram dignos. Ide, pois, às saídas dos caminhos e convidai para as bodas todos quantos encontrardes.’
Os servos, saindo pelos caminhos, reuniram todos aqueles que encontraram, maus e bons, e a sala do banquete encheu-se de convidados.
Quando o rei entrou para ver os convidados, viu um homem que não trazia o traje nupcial. E disse-lhe: 'Amigo, como entraste aqui sem o traje nupcial?’ Mas ele emudeceu.
O rei disse, então, aos servos: 'Amarrai-lhe os pés e as mãos e lançai-o nas trevas exteriores; ali haverá choro e ranger de dentes.’ Porque muitos são os chamados, mas poucos os escolhidos.»

Tribo de Jacob: Os melhores teólogos ibéricos, ou seja espanhóis, ...

Os melhores teólogos ibéricos, ou seja espanhóis, ...:


O programa promete. E, apesar de tudo, parece que aqui se respira um ar mais livre... Pena é que não haja maior participação lusa.

Aqui fica o programa.

2011-10-02

Diálogo com o Evangelho de Domingo 2 de Outubro, pelo Frei Eugénio, no programa de rádio "Raízes de Cá".

A vida questiona o Evangelho de Domingo, 2 de Outubro

Mt. ‪21,33-43.‬
Naquele tempo, disse Jesus aos príncipes dos sacerdotes e aos anciãos do povo: «Escutai outra parábola: Um chefe de família plantou uma vinha, cercou-a com uma sebe, cavou nela um lagar, construiu uma torre, arrendou-a a uns vinhateiros e ausentou-se para longe. Quando chegou a época das vindimas, enviou os seus servos aos vinhateiros, para receberem os frutos que lhe pertenciam.
Os vinhateiros, porém, apoderaram-se dos servos, bateram num, mataram outro e apedrejaram o terceiro.
Tornou a mandar outros servos, mais numerosos do que os primeiros, e trataram-nos da mesma forma.
Finalmente, enviou-lhes o seu próprio filho, dizendo: 'Hão-de respeitar o meu filho.’ Mas os vinhateiros, vendo o filho, disseram entre si: 'Este é o herdeiro. Matemo-lo e ficaremos com a sua herança.’ E, agarrando-o, lançaram-no fora da vinha e mataram-no. Ora bem, quando vier o dono da vinha, que fará àqueles vinhateiros?»
Eles responderam-lhe: «Dará morte afrontosa aos malvados e arrendará a vinha a outros vinhateiros que lhe entregarão os frutos na altura devida.»
Jesus disse-lhes: «Nunca lestes nas Escrituras: A pedra que os construtores rejeitaram transformou-se em pedra angular? Isto é obra do Senhor e é admirável aos nossos olhos? Por isso vos digo: O Reino de Deus ser-vos-á tirado e será confiado a um povo que produzirá os seus frutos.

2011-09-25

Diálogo com o Evangelho de Domingo 25 de Setembro, pelo Frei Eugénio, no programa de rádio "Raízes de Cá".
Mt. ‪21,28-32.‬
Naquele tempo, disse Jesus aos príncipes dos sacerdotes e aos anciãos do povo:«Que vos parece? Um homem tinha dois filhos. Dirigindo-se ao primeiro, disse-lhe: 'Filho, vai hoje trabalhar na vinha.' Mas ele respondeu: 'Não quero.’ Mais tarde, porém, arrependeu-se e foi.
Dirigindo-se ao segundo, falou-lhe do mesmo modo e ele respondeu: 'Vou sim, senhor.’ Mas não foi.
Qual dos dois fez a vontade ao pai?» Responderam eles: «O primeiro.» Jesus disse-lhes: «Em verdade vos digo: Os cobradores de impostos e as meretrizes vão preceder vos no Reino de Deus. João veio até vós, ensinando-vos o caminho da justiça, e não acreditastes nele; mas os cobradores de impostos e as meretrizes acreditaram nele. E vós, nem depois de verdes isto, vos arrependestes para acreditar nele.»

2011-09-24

Crise económica, crise democrática...


Talvez seja útil, para ter uma perspectiva menos confinada aos fados nacionais, ver os problemas financeiros de um ponto de vista externo - como o da Itália. Loretta Napoleoni é economista com vários títulos publicados e o seu último livro chama-se Il contagio. Perché la crise economica rivoluzionerà le nostre democrazie. Para quem puder ouvi-la em italiano aqui fica a entrevista. De qualquer forma aqui ficam as suas ideias chave ditas em entrevista ao Metronews italiano:
"Aquilo a que nos arriscamos é um default descontrolado. Os mercados sabem-no e as pessoas também, ainda que os políticos façam de conta que está tudo bem. Nas condições actuais é melhor um default pilotado, ou seja: saída do euro, desvalorização, um imposto patrimonial para garantir a dívida pública nas mãos da banca e dos cidadãos, renegociação da dívida externa; o crescimento retomará dentro de um ano."

"A verdade é que os países europeus que não estão no euro resistiram melhor à crise."

Será a classe política capaz de escolhas deste género?
"Temo que não e é isso que explica a mobilização da sociedade civil. (...) Um descontentamento com a governação económica em desfavor das pessoas e a favor da elite que reúne jovens aculturados na democracia e na ditadura e que contagia as margens do Mediterrâneo.

2011-09-22



Vale mesmo a pena ver e ouvir este texto dito pelo proprio Mia Couto nas Conferencias do Estoril.

É do melhor que se tem ouvido sobre o medo: uma lição fanstástica de sabedoria num português que dá gosto ouvir.

2011-09-17

Mt ‪20,1-16a.‬
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos a seguinte parábola: «Com efeito, o Reino do Céu é semelhante a um proprietário que saiu ao romper da manhã, a fim de contratar trabalhadores para a sua vinha. Ajustou com eles um denário por dia e enviou-os para a sua vinha.  
Saiu depois pelas nove horas, viu outros na praça, que estavam sem trabalho, e disse-lhes: 'Ide também para a minha vinha e tereis o salário que for justo.’ E eles foram. 
Saiu de novo por volta do meio-dia e das três da tarde, e fez o mesmo.  
Saindo pelas cinco da tarde, encontrou ainda outros que ali estavam e disse-lhes: 'Porque ficais aqui todo o dia sem trabalhar?’ Responderam-lhe: 'É que ninguém nos contratou.’ Ele disse-lhes: 'Ide também para a minha vinha.’  
Ao entardecer, o dono da vinha disse ao capataz: 'Chama os trabalhadores e paga-lhes o salário, começando pelos últimos até aos primeiros.’ Vieram os das cinco da tarde e receberam um denário cada um. Vieram, por seu turno, os primeiros e julgaram que iam receber mais, mas receberam, também eles, um denário cada um. Depois de o terem recebido, começaram a murmurar contra o proprietário, dizendo: 'Estes últimos só trabalharam uma hora e deste-lhes a mesma paga que a nós, que suportámos o cansaço do dia e o seu calor.’ O proprietário respondeu a um deles: 'Em nada te prejudico, meu amigo. Não foi um denário que nós ajustámos? Leva, então, o que te é devido e segue o teu caminho, pois eu quero dar a este último tanto como a ti. Ou não me será permitido dispor dos meus bens como eu entender? Será que tens inveja por eu ser bom?’
Assim, os últimos serão os primeiros e os primeiros serão os últimos. Porque muitos são os chamados, mas poucos os escolhidos.»

2011-09-09

A vida questiona o Evangelho de Domingo, 11 de Setembro

Mat. ‪18,21-35.‬
Naquele tempo, Pedro aproximou-se de Jesus e perguntou-Lhe: «Senhor, se o meu irmão me ofender, quantas vezes lhe deverei perdoar? Até sete vezes?»  Jesus respondeu: «Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete. Por isso, o Reino do Céu é comparável a um rei que quis ajustar contas com os seus servos. Logo ao princípio, trouxeram-lhe um que lhe devia dez mil talentos. Não tendo com que pagar, o senhor ordenou que fosse vendido com a mulher, os filhos e todos os seus bens, a fim de pagar a dívida.
O servo lançou-se, então, aos seus pés, dizendo: 'Concede-me um prazo e tudo te pagarei.’ Levado pela compaixão, o senhor daquele servo mandou-o em liberdade e perdoou-lhe a dívida.
Ao sair, o servo encontrou um dos seus companheiros que lhe devia cem denários. Segurando-o, apertou-lhe o pescoço e sufocava-o, dizendo: 'Paga o que me deves!’ O seu companheiro caiu a seus pés, suplicando: 'Concede-me um prazo que eu te pagarei.’ Mas ele não concordou e mandou-o prender, até que pagasse tudo quanto lhe devia.
Ao verem o que tinha acontecido, os outros companheiros, contristados, foram contá-lo ao seu senhor.
O senhor mandou-o, então, chamar e disse-lhe: 'Servo mau, perdoei-te tudo o que me devias, porque assim mo suplicaste; não devias também ter piedade do teu companheiro, como eu tive de ti?’ E o senhor, indignado, entregou-o aos verdugos até que pagasse tudo o que devia.
Assim procederá convosco meu Pai celeste, se cada um de vós não perdoar ao seu irmão do íntimo do coração.»

2011-09-03

Diálogo com o Evangelho - 25

Diálogo com o Evangelho de Domingo 4 de Setembro, pelo Frei Eugénio, no programa de rádio "Raízes de Cá".

A Vida questiona o Evangelho de Domingo 4 de Setembro

Mt. ‪18,15-20.‬ 

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Se o teu irmão pecar, vai ter com ele e repreende o a sós. Se te der ouvidos, terás ganho o teu irmão. 
Se não te der ouvidos, toma contigo mais uma ou duas pessoas, para que toda a questão fique resolvida pela palavra de duas ou três testemunhas. 
Se ele se recusar a ouvi-las, comunica-o à Igreja; e, se ele se recusar a atender à própria Igreja, seja para ti como um pagão ou um cobrador de impostos. 
Em verdade vos digo: Tudo o que ligardes na Terra será ligado no Céu, e tudo o que desligardes na Terra será desligado no Céu.» 

«Digo-vos ainda: Se dois de entre vós se unirem, na Terra, para pedir qualquer coisa, hão-de obtê-la de meu Pai que está no Céu. 
Pois, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, Eu estou no meio deles.» 

2011-08-31

Os Cristãos e o Ramadão

"How should the followers of Christ respond to Ramadan and to the socio-religious activities of Muslims in this month? From a Muslim’s point of view, Ramadan is the time of spiritual revival. It is the Islamic spiritual awakening in which a Muslim seeks to pursue purity of mind and heart in words and action. In Ramadan, faithful Muslims fast from sunset to sundown, read the whole Quran, and help the poor as well as needy. They turn away from immoralities, from the vices of the tongue, and evil thoughts. These things are indeed good and, as Christians, we should value all the good deeds that Muslims do. We should further be provoked to affirm our commitment to the teachings of Jesus Christ concerning fasting (Matt 6: 16 – 18), alms giving (Matt 6: 1 – 4), and prayer (Matt 6: 5 – 15). Perhaps, God placed Muslims amongst us to remind us of the sermon of the mount that taught us about fasting, alms giving, and prayer."

Ver aqui o resto do texto.

2011-08-27

Diálogo com o Evangelho - 24

Voltou o Diálogo com o Evangelho, depois de uma interrupção estival.
Aqui fica o

Diálogo com o Evangelho de Domingo 28 de Agosto, pelo Frei Eugénio, no programa de rádio "Raízes de Cá".

A vida questiona o Evangelho de Domingo, 28 de Agosto

Mateus ‪16,21-27.‬
A partir desse momento, Jesus Cristo começou a fazer ver aos seus discípulos que tinha de ir a Jerusalém e sofrer muito, da parte dos anciãos, dos sumos sacerdotes e dos doutores da Lei, ser morto e, ao terceiro dia, ressuscitar.
Tomando-o de parte, Pedro começou a repreendê-lo, dizendo: «Deus te livre, Senhor! Isso nunca te há-de acontecer!»
Ele, porém, voltando-se, disse a Pedro: «Afasta-te, Satanás! Tu és para mim um estorvo, porque os teus pensamentos não são os de Deus, mas os dos homens!»
Jesus disse, então, aos discípulos: «Se alguém quiser vir comigo, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me. Quem quiser salvar a sua vida, vai perdê-la; mas, quem perder a sua vida por minha causa, há-de encontrá-la. Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se perder a sua vida? Ou que poderá dar o homem em troca da sua vida? Porque o Filho do Homem há-de vir na glória de seu Pai, com os seus anjos, e então retribuirá a cada um conforme o seu procedimento.

2011-08-20

A vida questiona o Evangelho de Domingo, 21 de Agosto

Nascente do rio Jordão, em Cesareia de Filipe
Mt. ‪16,13-20.‬
Naquele tempo, ao chegar à região de Cesareia de Filipe, Jesus fez a seguinte pergunta aos seus discípulos: «Quem dizem os homens que é o Filho do Homem?»
Eles responderam: «Uns dizem que é João Baptista; outros, que é Elias; e outros, que é Jeremias ou algum dos profetas.»
Perguntou-lhes de novo: «E vós, quem dizeis que Eu sou?»
Tomando a palavra, Simão Pedro respondeu: «Tu és o Messias, o Filho de Deus vivo.»
Jesus disse-lhe em resposta: «És feliz, Simão, filho de Jonas, porque não foi a carne nem o sangue que to revelou, mas o meu Pai que está no Céu. Também Eu te digo: Tu és Pedro, e sobre esta Pedra edificarei a minha Igreja, e as portas do Abismo nada poderão contra ela. Dar-te ei as chaves do Reino do Céu; tudo o que ligares na terra ficará ligado no Céu e tudo o que desligares na terra será desligado no Céu.»
Depois, ordenou aos discípulos que a ninguém dissessem que Ele era o Messias.

2011-08-16

Igreja Baptista


No Domingo passado, com familiares nossos que vivem em Aberdeen, na Escócia, fomos ao serviço religioso na Igreja Baptista de Gerrard Street.
O sermão foi sobre o Salmo 23 (O Senhor é meu Pastor) e pode ser ouvido aqui.
Como na FAVA, no final há chá, café e bolos para quem quiser ficar na conversa.
Ontem tentámos ir à missa na catedral, mas como era dia de ordenação episcopal, não pudemos entrar: só por convite e dentro da lotação da Igreja, que nos disseram já estava esgotada e não pode ser ultrapassada por questões de segurança. Aqui é assim.

2011-08-15

Assunção de Nossa Senhora

Hoje celebramos a vida de uma mulher com vida plenamente realizada!

Nas palavras de Roger Schutz, de Taizé (1915-2005), "A Igreja exprime-se bem na figura de Maria; e quanto mais conseguir ser maternal, mais plenamente pode fazer nascer o Homem como criatura nova em Deus."

Tem muitos fans e deixou segredo do seu sucesso em oração magnifica!

Pode ler-se em Lc. 1, 46-56. Aqui fica:

A minha alma glorifica o Senhor *
E o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador.


Porque pôs os olhos na humildade da sua Serva: *
De hoje em diante me chamarão bem aventurada todas as gerações.
O Todo-Poderoso fez em mim maravilhas: *
Santo é o seu nome.


A sua misericórdia se estende de geração em geração *
Sobre aqueles que o temem.
Manifestou o poder do seu braço *
E dispersou os soberbos.


Derrubou os poderosos de seus tronos *
E exaltou os humildes.
Aos famintos encheu de bens *
E aos ricos despediu de mãos vazias.


Acolheu a Israel, seu servo, *
Lembrado da sua misericórdia,
Como tinha prometido a nossos pais, *
A Abraão e à sua descendência para sempre.

2011-08-13

Mulher de grande fé

A propósito do Evangelho deste Domingo aqui fica o comentário de António Couto, retirado do Mesa de Palavras.

MULHER DE GRANDE FÉ

1. O Evangelho deste Domingo XX do Tempo Comum serve-nos uma página absolutamente desarmante: Mateus 15,21-28. Jesus abandona Genesaré, na costa ocidental do Mar da Galileia, e vai para a região de Tiro e de Sídon, actual Líbano, terra pagã.

 2. Uma mulher e mãe «libanesa», carregada com o drama da sua filha doente – situação verdadeira ontem como hoje –, vem implorar de Jesus, num grito que lhe sai do fundo das entranhas, que lhe «faça graça» (eléêsón me, kýrie) (Mateus 15,22), isto é, que olhe para ela com bondade e ternura como uma mãe que dirige o seu olhar embevecido para a criança que embala nos braços.

 3. O texto diz que Jesus nem lhe respondeu (Mateus 15,23). Mas a mulher não desiste, mas insiste e vai mais longe, prostrando-se (verbo proskinéô) agora diante de Jesus (Mateus 15,25). O gesto significa orientar a sua vida toda para Jesus, pôr-se totalmente na dependência de Jesus. A reacção de Jesus é de uma dureza extrema: afasta a pobre mulher e mãe duramente, catalogando-a na classe dos cachorros [= pagãos] e não dos filhos [= judeus] (Mateus 15,26). Só para estes é que ele veio.

 4. A mulher replica de modo admirável: é verdade, Senhor! Os filhos estão reclinados à mesa, mas os cachorros comem debaixo da mesa as migalhas que caem! (Mateus 15,27). «Mulher da grande fé! (megalê hê pístis)», replicou Jesus, «faça-se como queres!» (Mateus 15,28).

 5. Note-se bem que é a única vez que Jesus fala da «grande fé». E atribui-a a uma mulher e mãe «libanesa» cujo amor nunca se vergou perante a dureza e as dificuldades da vida. Em contraponto com esta mulher da «grande fé», note-se bem que Pedro é o homem da «pequena fé» (oligópistos) (Mateus 14,31), do mesmo modo que os discípulos são os homens «da pequena fé» (oligópistoi) (Mateus 6,30; 8,26; 16,8; 17,20). Admirável ainda que Jesus diga a esta mulher que não desiste, mas insiste e persiste: «faça-se como queres» (genêthêtô hôs théleis), um paralelo claro da oração do «Pai Nosso»: «Faça-se a tua vontade» (genêthêtô tò thélêmá sou) (Mt 6,10)!

 6. O episódio é de uma crueza e de uma beleza inauditas. Mas há ainda mais: é a insistência desta mulher e mãe «libanesa» que, por assim dizer, obriga Jesus a passar mais uma fronteira: de hebraeos ad gentes!

 7. Enquanto tentamos compreender melhor a ousadia desta mulher e mãe «libanesa», que enche claramente este Domingo XX, não deixemos também de contemplar o rumor missionário que se faz ouvir, em perfeita sintonia, nas demais passagens ou paisagens bíblicas de hoje: aí está Isaías a adscrever mais um belo nome a Jerusalém: «Casa de oração para todos os povos» (Isaías 56,7). E Paulo a intitular-se «Apóstolo das nações» (Romanos 11,13). E o Salmo 67(66) a juntar as vozes dos povos de toda a terra no mesmo louvor ao Deus que faz graça e misericórdia.

A vida questiona o Evangelho de Domingo, 14 de Agosto

Mt. ‪15,21-28.‬
Naqueles dias, Jesus partiu dali e retirou-se para os lados de Tiro e de Sídon. Então, uma cananeia, que viera daquela região, começou a gritar: «Senhor, Filho de David, tem misericórdia de mim! Minha filha está cruelmente atormentada por um demónio.» Mas Ele não lhe respondeu nem uma palavra. Os discípulos aproximaram-se e pediram-lhe com insistência: «Despacha-a, porque ela persegue-nos com os seus gritos.»
Jesus replicou: «Não fui enviado senão às ovelhas perdidas da casa de Israel.»
Mas a mulher veio prostrar-se diante dele, dizendo: «Socorre-me, Senhor.»
Ele respondeu-lhe: «Não é justo que se tome o pão dos filhos para o lançar aos cachorros.» Retorquiu ela: «É verdade, Senhor, mas até os cachorros comem as migalhas que caem da mesa de seus donos.» Então, Jesus respondeu-lhe: «Ó mulher, grande é a tua fé! Faça-se como desejas.» E, a partir desse instante, a filha dela achou-se curada.

2011-08-08

Domingos de Gusmão

Domingos vela por nós, para que não passemos indiferentes diante da miséria, da ignorância e dos erros que desumanizam a vida de tantas pessoas.

2011-08-05

Ramadão

 Teve início esta semana o mês do Ramadão, período durante o qual os muçulmanos praticam o seu jejum ritual (suam, صَوْم), o quarto dos cinco pilares do Islão.

Nas palavras do pensador e estudioso mulçulmano Fethullah Gulen "Todos os muçulmanos, independentemente da sua nacionalidade ou país de origem, temperamento, estatuto social ou condição física, vivem juntos e respiram o mesmo ar na atmosfera bendita do Ramadão. (...) O Ramadão tem um efeito fascinante sobre os muçulmanos, pois deixa as suas impressões positivas até na alma dos mais pobres e dos oprimidos."

Para conhecer melhor este momento tão importante na vida dos irmãos mulçulmanos podemos seguir este link. E este.

A vida questiona o Evangelho de Domingo, 7 de Agosto

Mt 14,22-33.



Depois de ter saciado a fome à multidão, Jesus obrigou os discípulos a embarcar e a ir adiante para a outra margem, enquanto Ele despedia as multidões. Logo que as despediu, subiu a um monte para orar na solidão. E, chegada a noite, estava ali só.

O barco encontrava-se já a várias centenas de metros da terra, açoitado pelas ondas, pois o vento era contrário. De madrugada, Jesus foi ter com eles, caminhando sobre o mar. Ao verem-no caminhar sobre o mar, os discípulos assustaram-se e disseram: «É um fantasma!» E gritaram com medo.

No mesmo instante, Jesus falou-lhes, dizendo: «Tranquilizai-vos! Sou Eu! Não temais!»

Pedro respondeu-lhe: «Se és Tu, Senhor, manda-me ir ter contigo sobre as águas.»

«Vem» disse-lhe Jesus. E Pedro, descendo do barco, caminhou sobre as águas para ir ter com Jesus. Mas, sentindo a violência do vento, teve medo e, começando a ir ao fundo, gritou: «Salva-me, Senhor!»


E, quando entraram no barco, o vento amainou. Os que se encontravam no barco prostraram-se diante de Jesus, dizendo: «Tu és, realmente, o Filho de Deus!»
Imediatamente Jesus estendeu-lhe a mão, segurou-o e disse-lhe: «Homem de pouca fé, porque duvidaste?»

2011-08-02

As Boas Notícias!

É tão raro abrirmos os jornais e depararmo-nos com boas notícias, notícias que nos trazem esperança em que o mundo não é tão mau como muitos nos dizem e que o bem e a paz ainda são valores defendidos por muitos. É por isso que quis trazer aos leitores do Regador duas notícias com que me deparei hoje.

Hoje ao ler o Público (http://www.publico.pt/Mundo/iraniana-cega-por-acido-perdoa-agressor-antes-da-aplicacao-da-pena_1505518) chamou-me a atenção uma notícia com destaque na última página, no “Sobe e Desce”, referente à iraniana Ameneh Bahrami, mulher que ficou cega e desfigurada num ataque com ácido perpetrado por um homem com quem se recusou a casar.

No desenvolvimento da notícia, nas páginas interiores, noticia-se que Ameneh assumindo um gesto de grande tolerância, sobrepondo ao impulso do ódio que reclamava a vingança com a aplicação da lei de talião, ou qisas, que faz parte da Sharia (lei islâmica), perdoou a esse homem que a atacou, permitindo assim a revogação da pena que levaria a que tirassem a vista ao mesmo e o desfigurassem como ele lhe fez.

O amor sobrepôs-se ao ódio e, como nos disse Jesus para fazer, esta mulher islâmica “ouviu” as palavras do Evangelho: «Ouvistes o que foi dito: Olho por olho e dente por dente. Eu, porém, digo-vos: Não oponhais resistência ao mau. Mas, se alguém te bater na face direita, oferece-lhe também a outra. (Mt.5, 38-39)

No mesmo jornal se dá conta de outra notícia que mostra bem como este pedido de Jesus está presente em muitas situações e que é possível que aqueles que são chamados ao ódio se manifestem por sinais de concórdia, de paz e de amor. É isto que se relata em outra notícia do mesmo jornal Público que nos conta que jovens judeus e palestinianos são capazes de conviver pacificamente como o fazem no Boxing Club de Jerusalém onde o único confronto entre esses jovens de povos tão divididos é no "ring de box", de forma cordial e desportiva e com abraços finais. “Aqui é como se fossemos um só povo” refere um jovem judeu religioso.

E não seremos todos nós um só povo, o povo de Deus? Hoje, perante estes gestos de paz e boa vontade entre homens deve haver festa nos Céus.

Hugo Meireles

A INQUISIÇÃO ESTÁ DE VOLTA?

Noticia hoje o jornal “Público” (http://m.publico.pt/Detail/1505640) que o cardeal patriarca, D. José Policarpo, foi chamado a Roma por causa de recentes declarações que fez, em Junho passado, numa entrevista à Revista da Ordem dos Advogados (http://www.oa.pt/upl/%7B28366284-16ca-42e4-af71-343f83619de7%7D.pdf). Nessa entrevista, questionado sobre a ordenação das mulheres, afirma: “Penso que não há nenhum obstáculo fundamental. É uma igualdade fundamental de todos os membros da Igreja”.

Esta afirmação gerou, na altura e nos meios católicos portugueses, uma forte reacção negativa, particularmente nos mais conservadores, já que dos outros poucas opiniões se ouviram. Essa reacção negativa levou D. José Policarpo a fazer um desmentido às suas afirmações no site do Patriarcado de Lisboa (http://www.patriarcado-lisboa.pt/site/index.php?id=904), desmentido que, no entanto, não pode anular a afirmação anteriormente onde afirma que “teologicamente não há nenhum obstáculo fundamental” e que “…A mudança nesta matéria ocorrerá… se Deus quiser que aconteça e se estiver nos planos Dele acontecerá”.

A propósito de declarações idênticas e como também foi na altura publicitado no mesmo jornal “Público”, William Morris, bispo de Toowoomba, Austrália foi demitido do cargo por declarações idênticas proferidas em 2006.

Não me pode deixar de causar surpresa esta posição da hierarquia suprema da Igreja, particularmente num tempo em que escasseiam as vocações, em que se abrem novos horizontes e necessidades à evangelização, agora não aos selvagens e ímpios mas aos povos da Europa civilizada e dita católica.

Mas mais do que surpresa causa-me profunda apreensão esta forma de proceder da hierarquia, pressionando os seus membros a calarem o que pensam, mesmo que nisso acreditem, como se deduz da notícia em causa na qual se afirma que o Cardeal Patriarca “ …recebera uma carta do cardeal William Levada, prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé (cargo anteriormente ocupado pelo actual Papa Bento XVI), órgão que zela pela Teologia oficial” e que “…manifestou um ar grave após ter lido a carta”.

Quero aqui deixar bem claro, mais uma vez, como o fiz a propósito do que escrevi sobre a entrevista a Teresa Toldy, que sou um defensor do papel da mulher na Igreja em igualdade com o homem.

Sem ser suportado em nenhum argumento teológico seguro, mas antes invocando a tradição da Igreja, ao que sei, pois não sou teólogo como na anterior intervenção que citei já disse, os seus responsáveis passam em claro a acção de Nosso Senhor, Jesus Cristo, na libertação das mulheres às quais atribuiu um papel de grande importância, facto de ainda maior realce se se atender à época e à cultura em que Jesus viveu.

São, de facto, abundantes os episódios em que a mulher assume um papel de relevo na vida de Jesus, podendo citar-se, a este propósito, a figura de Maria Madalena primeira pessoa a quem Jesus se manifestou depois da sua Morte e Ressurreição, ou a figura de Maria, irmã de Marta e Lázaro, sem esquecermos o diálogo com a Samaritana.

Ora, se Jesus quis dar esse papel às mulheres no seu tempo, porque razão lhe negamos hoje a possibilidade de virem, nem que seja de forma gradual, para não “chocar” mentes mais empedernidas, a assumir um papel na Igreja em todas as áreas de acção para que Jesus nos chamou? Não foi Jesus que disse “Maria escolheu a melhor parte, que não lhe será tirada” (Lc. 10, 42b)? Então porque hão-de os homens questionar a humanidade da mulher? E se Jesus tivesse incarnado numa mulher, facto que nada me repugna aceitar pois para Deus homem e mulher são uma e a mesma criatura? Como reagiriam os “homens” da Igreja?

Longe vão os tempos corajosos de D. António, bispo do Porto, que assumiu frontalmente a defesa dos valores cristãos em que acreditava, desafiando os poderes civis e religiosos da altura e sofrendo o exílio por causa das suas ideias. Terão regressado esses tempos à Igreja?


Felizmente, como é nosso hábito dizer, acredito que “Deus não dorme” e por isso nele confio para que se possam realizar as palavras de D. José Policarpo “se Deus quiser que aconteça e se estiver nos planos Dele acontecerá”!

Hugo Meireles

2011-08-01

"DAI-LHES VÓS DE COMER"

Comentando e reflectindo sobre o Evangelho do passado domingo fiz referência ao drama que se vive em África, com milhares de pessoas, sobretudo crianças e velhos – os mais frágeis – a morrerem diariamente. Para acorrer a este drama tem sido feitos apelos por organismos internacionais e o Papa Bento XVI referiu-se em particular ao mesmo pedindo a colaboração de todos para ajudar a mitigar esta dramática situação.

Hoje ao ler o Evangelho deste domingo, não pude deixar de pensar nesta situação ao ouvir as palavras de Jesus: “Dai-lhes vós de comer”. De facto, perante o drama vivido em África como em tantas partes do mundo somos levados muitas vezes a pensar que a oferta que possamos fazer é tão pequena que de nada servirá para aliviar tão grande problema. Então esperamos que representantes de governos ou os que tem mais do que nós, os outros, façam aquilo que nós poderíamos fazer mas entendemos que de nada servirá.

Mas não servirá mesmo o pouco que possamos dar? Jesus, quando os discípulos lhe disseram que apenas tinham cinco pães e dois peixes não achou que tal era pouco e mandou-os distribuir esse pouco pela enorme multidão que se juntara para o ouvir. E não será isso também que nos pede hoje, tomarmos o que nos sobra, por pouco que seja, e reparti-lo com os que precisam? Claro que esta oferta será tanto maior quanto mais acreditarmos no poder do Senhor para multiplicar o pouco que damos e junto com outros poucos que outros possam dar fazer o muito que é necessário para que se cumpra o que nos pede no Evangelho de São Mateus: “viste-me com fome e deste-me de comer”.

Como naquela anedota de um homem que todas as semanas pedia ao Senhor que lhe fizesse sair a lotaria e a quem Deus respondeu “ao menos compra a cautela”, também nós que pedimos nas orações “Senhor dá pão aos que precisam” podemos comprar a nossa cautela e dar algum do pouco que possamos dispor juntando à nossa oferta a oração pedindo ao Senhor que na sua enorme bondade multiplique essa oferta para ajudar aqueles que dela precisam como fez quando multiplicou o pão e os peixes. Então o pouco que damos, junto ao pouco que muitos podem dar e a quem o Espírito Santo pode iluminar para que assim procedam, transforma-se no muito necessário para ajudar os que mais precisam.

Estas palavras que me surgem pela lembrança do drama de África não deixam de ser também verdade no nosso país face à crise que se vive e que muito se irá ainda fazer sentir. Talvez a passagem do Evangelho de São Lucas sobre a oferta da viúva pobre (Lc 21,1-4) nos possa inspirar deixando que as palavras de Jesus então proferidas ecoem no nosso coração: "Em verdade vos digo que esta viúva pobre deitou mais do que todos os outros; pois eles deitaram no tesouro do que lhes sobejava, enquanto ela, da sua indigência, deitou tudo o que tinha para viver.". Oxalá, pelo menos, sejamos capazes de repartir um pouco do que temos com os outros para cumprir o que Jesus hoje nos pede e que repito: “Não precisam de se ir embora: dai-lhes vós de comer.” Poderemos assim cumprir o que ouvimos na aclamação do Evangelho deste domingo: “Nem só de pão vive o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus.” (Mt. 4,4b). De facto de que nos vale comermos o pão que o Senhor nos providencia se não formos capazes de nos alimentar das palavras que saem da Sua boca?

Termino com a transcrição de uma alegoria de um texto hoje distribuído a Capela de Gondarém e que bem podia aplicar-se a nós:

(…)
Um sacerdote morreu de repente, aos 81 anos. No seu bolso estava uma frase escrita pelo próprio punho que dizia: “A melhor parte da vida é aquela que está para a frente. O passado não é mais nosso, o futuro está nas mãos de Deus; nosso, inteiramente nosso, é o presente: O tempo é um presente de Deus.” (Citado de um texto de A. Colombo).

Vivamos o nosso presente pois é no hoje que todos os dias vivemos que preparamos o futuro que queremos alcançar. Amanhã poderá ser tarde e vermos as portas fecharem-se como às virgens que se descuidaram e não cuidaram de alimentar as suas candeias. Façamos deste dia o primeiro da nossa Vida.


Hugo Meireles