2016-01-02

Diálogo com o Evangelho



Diálogo com o Evangelho do Domingo da Epifania do Senhor, 3 de Janeiro, pelo Frei Eugénio, no programa de rádio "Raízes de Cá".

A vida questiona o Evangelho de Domingo, 3 de janeiro, da Epifania



Mt. 2,1-12.
Tinha Jesus nascido em Belém da Judeia, nos dias do rei Herodes, quando chegaram a Jerusalém uns Magos vindos do Oriente. Onde está - perguntaram eles - o rei dos Judeus que acaba de nascer? Nós vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-l'O.
Ao ouvir tal notícia, o rei Herodes ficou perturbado e, com ele, toda a cidade de Jerusalém. Reuniu todos os príncipes dos sacerdotes e escribas do povo e perguntou-lhes onde devia nascer o Messias.
Eles responderam: "Em Belém da Judeia, porque assim está escrito pelo Profeta: 'Tu, Belém, terra de Judá, não és de modo nenhum a menor entre as principais cidades de Judá, pois de ti sairá um chefe, que será o Pastor de Israel, meu povo'".
Então Herodes mandou chamar secretamente os Magos e pediu-lhes informações precisas sobre o tempo em que lhes tinha aparecido a estrela.
Depois enviou-os a Belém e disse-lhes: "Ide informar-vos cuidadosamente acerca do Menino; e, quando O encontrardes, avisai-me, para que também eu vá adorá-l'O".
Ouvido o rei, puseram-se a caminho. E eis que a estrela que tinham visto no Oriente seguia à sua frente e parou sobre o lugar onde estava o Menino.
Ao ver a estrela, sentiram grande alegria.
Entraram na casa, viram o Menino com Maria, sua Mãe, e, prostrando-se diante d'Ele, adoraram-n'O. Depois, abrindo os seus tesouros, ofereceram-Lhe presentes: ouro, incenso e mirra.
E, avisados em sonhos para não voltarem à presença de Herodes, regressaram à sua terra por outro caminho.

2015-12-27

Diálogo com o Evangelho



Diálogo com o Evangelho do Domingo da Sagrada Família, 27 de Dezembro, pelo Frei Eugénio, no programa de rádio "Raízes de Cá".

A vida questiona o Evangenho de Domingo, 27 de Dezembro, Festa da Sagrada Família

Porta da Natividade, Basílica da Sagrada Família, em Barcelona

Lc. 2,41-52.
Os pais de Jesus iam todos os anos a Jerusalém, pela festa da Páscoa. Quando Ele fez doze anos, subiram até lá, como era costume nessa festa.
Quando eles regressavam, passados os dias festivos, o Menino Jesus ficou em Jerusalém, sem que seus pais o soubessem. Julgando que Ele vinha na caravana, fizeram um dia de viagem e começaram a procurá-l’O entre os parentes e conhecidos. Não O encontrando, voltaram a Jerusalém, à sua procura.
Passados três dias, encontraram-n’O no templo, sentado no meio dos doutores, a ouvi-los e a fazer-lhes perguntas. Todos aqueles que O ouviam estavam surpreendidos com a sua inteligência e as suas respostas.
Quando viram Jesus, seus pais ficaram admirados; e sua Mãe disse-Lhe: «Filho, porque procedeste assim connosco? Teu pai e eu andávamos aflitos à tua procura». Jesus respondeu-lhes: «Porque Me procuráveis? Não sabíeis que Eu devia estar na casa de meu Pai?». 
Mas eles não entenderam as palavras que Jesus lhes disse. Jesus desceu então com eles para Nazaré e era-lhes submisso. Sua Mãe guardava todos estes acontecimentos em seu coração.
E Jesus ia crescendo em sabedoria, em estatura e em graça, diante de Deus e dos homens.

2015-12-20

Oração para a quarta semana do Advento



1. Acender quatro velas enquanto se diz:
«Jesus, Tu és a nossa Luz; ilumina a nossa família.»

2. Oração:
Sinal da cruz:
"Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amén."

Deus, nosso Pai:
Venha a nós o Vosso Reino.
Que o Teu Amor reine no nosso coração.
Que a Tua Verdade reine na nossa inteligência.
Que a Tua Bondade reine na nossa vontade.

Pai Nosso.

Diálogo com o Evangelho



Diálogo com o Evangelho do IV Domingo do Advento, 20 de Dezembro, pelo Frei Eugénio, no programa de rádio "Raízes de Cá".

A vida questiona o Evangelho do IV Domingo do Advento, 20 de Dezembro

Lc. 1,39-45.
Naqueles dias, Maria pôs-se a caminho e dirigiu-se apressadamente para a montanha, em direção a uma cidade de Judá. Entrou em casa de Zacarias e saudou Isabel.
Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, o menino exultou-lhe no seio. Isabel ficou cheia do Espírito Santo e exclamou em alta voz: 

«Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre. Donde me é dado que venha ter comigo a Mãe do meu Senhor? Na verdade, logo que chegou aos meus ouvidos a voz da tua saudação, o menino exultou de alegria no meu seio. Bem-aventurada aquela que acreditou no cumprimento de tudo quanto lhe foi dito da parte do Senhor».

2015-12-13

Diálogo com o Evangelho



Diálogo com o Evangelho do 3º Domingo do Advento, 13 de Dezembro, pelo Frei Eugénio, no programa de rádio "Raízes de Cá".

A vida questiona o Evangelho do 3º Domingo do Advento


 
Lucas 3,10-18.
Naquele tempo, as multidões perguntavam a João Baptista: «Que devemos fazer?».
Ele respondia-lhes: «Quem tiver duas túnicas reparta com quem não tem nenhuma; e quem tiver mantimentos faça o mesmo».
Vieram também alguns publicanos para serem batizados e disseram: «Mestre, que devemos fazer?».
João respondeu-lhes: «Não exijais nada além do que vos foi prescrito».
Perguntavam-lhe também os soldados: «E nós, que devemos fazer?». Ele respondeu-lhes: «Não pratiqueis violência com ninguém nem denuncieis injustamente; e contentai-vos com o vosso soldo».
Como o povo estava na expectativa e todos pensavam em seus corações se João não seria o Messias, João tomou a palavra e disse-lhes: «Eu batizo-vos com água, mas está a chegar quem é mais forte do que eu, e eu não sou digno de desatar as correias das suas sandálias. Ele batizar-vos-á com o Espírito Santo e com o fogo. Tem na mão a pá para limpar a sua eira e recolherá o trigo no seu celeiro; a palha, porém, queimá-la-á num fogo que não se apaga».
Assim, com estas e muitas outras exortações, João anunciava ao povo a Boa Nova.

2015-12-08

Misericórdia

Abertura do Ano Santo da Misericória:




Aqui fica o texto do Ano da Misericória: O Rosto da Misericórdia.

"Precisamos sempre de contemplar o mistério da misericórdia. É fonte de alegria, serenidade e paz. É condição da nossa salvação."

2015-12-05

Diálogo com o Evangelho


Diálogo com o Evangelho do 2º Domingo do Advento, 6 de Dezembro, pelo Frei Eugénio, no programa de rádio "Raízes de Cá".

A vida questiona o Evangenho do 2º Domingo do Advento, 6 de Dezembro



Lc 3,1-6.
No décimo quinto ano do reinado do imperador Tibério, quando Pôncio Pilatos era governador da Judeia, Herodes tetrarca da Galileia, seu irmão Filipe tetrarca da região da Itureia e Traconítide e Lisânias tetrarca de Abilene, no pontificado de Anás e Caifás, foi dirigida a palavra de Deus a João, filho de Zacarias, no deserto.
E ele percorreu toda a zona do rio Jordão, pregando um batismo de penitência para a remissão dos pecados, como está escrito no livro dos oráculos do profeta Isaías: «Uma voz clama no deserto: ‘Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas. Sejam alteados todos os vales e abatidos os montes e as colinas; endireitem-se os caminhos tortuosos e aplanem-se as veredas escarpadas; e toda a criatura verá a salvação de Deus’».

2015-11-27

Diálogo com o Evangelho


Diálogo com o Evangelho do Domingo, 22 de Novembro, dia de Cristo Senhor do Universo, pelo Frei Eugénio, no programa de rádio "Raízes de Cá".

A vida questiona o Evangelho de Domingo, 29 de novembro, 1º Domingo do Advento



Lc. 21,25-28.34-36.
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas e, na terra, angústia entre as nações, aterradas com o rugido e a agitação do mar. Os homens morrerão de pavor, na expectativa do que vai suceder ao universo, pois as forças celestes serão abaladas. Então, hão-de ver o Filho do homem vir numa nuvem, com grande poder e glória. Quando estas coisas começarem a acontecer, erguei-vos e levantai a cabeça, porque a vossa libertação está próxima.
Tende cuidado convosco, não suceda que os vossos corações se tornem pesados pela intemperança, a embriaguez e as preocupações da vida, e esse dia não vos surpreenda subitamente como uma armadilha, pois ele atingirá todos os que habitam a face da terra.
Portanto, vigiai e orai em todo o tempo, para que possais livrar-vos de tudo o que vai acontecer e comparecer diante do Filho do homem».

2015-11-21

Diálogo com o Evangelho


Diálogo com o Evangelho do Domingo, 22 de Novembro, dia de Cristo Senhor do Universo, pelo Frei Eugénio, no programa de rádio "Raízes de Cá".

A vida questiona o Evangelho de Domingo de Cristo Senhor do Universo, 22 de novembro


Cristo Pantocrator - mosaico na Igreja de Santa Sofia, em Estambul, na Turquia

Jo. 18,33b-37.
Naquele tempo, disse Pilatos a Jesus: «Tu és o rei dos Judeus?».
Jesus respondeu-lhe: «É por ti que o dizes, ou foram outros que to disseram de Mim?».
Disse-Lhe Pilatos: «Porventura eu sou judeu? O teu povo e os sumos sacerdotes é que Te entregaram a mim. Que fizeste?».
Jesus respondeu: «O meu reino não é deste mundo. Se o meu reino fosse deste mundo, os meus guardas lutariam para que Eu não fosse entregue aos judeus. Mas o meu reino não é daqui».
Disse-Lhe Pilatos: «Então, Tu és rei?». Jesus respondeu-lhe: «É como dizes: sou rei. Para isso nasci e vim ao mundo, a fim de dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade escuta a minha voz».

2015-11-13

Diálogo com o Evangelho


Diálogo com o Evangelho do Domingo, 15 de Novembro, pelo Frei Eugénio, no programa de rádio "Raízes de Cá".

A vida questiona o Evangelho de Domingo, 15 de Novembro

Mc. 13,24-32.
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 
«Naqueles dias, depois de uma grande aflição, o sol escurecerá e a lua não dará a sua claridade; as estrelas cairão do céu e as forças que há nos céus serão abaladas. Então, hão-de ver o Filho do homem vir sobre as nuvens, com grande poder e glória. Ele mandará os Anjos, para reunir os seus eleitos dos quatro pontos cardeais, da extremidade da terra à extremidade do céu. Aprendei a parábola da figueira: quando os seus ramos ficam tenros e brotam as folhas, sabeis que o Verão está próximo. Assim também, quando virdes acontecer estas coisas, sabei que o Filho do homem está perto, está mesmo à porta.
Em verdade vos digo: Não passará esta geração sem que tudo isto aconteça. Passará o céu e a terra, mas as minhas palavras não passarão. Quanto a esse dia e a essa hora, ninguém os conhece: nem os Anjos do Céu, nem o Filho; só o Pai».

2015-11-08

Diálogo com o Evangelho




Diálogo com o Evangelho do Domingo, 8 de Novembro, pelo Frei Eugénio, no programa de rádio "Raízes de Cá".

A vida questiona o Evangelho de Domingo 8 de Novembro

Mc. 12,38-44.
Naquele tempo, Jesus ensinava a multidão, dizendo: «Acautelai-vos dos escribas, que gostam de exibir longas vestes, de receber cumprimentos nas praças, de ocupar os primeiros assentos nas sinagogas e os primeiros lugares nos banquetes. Devoram as casas das viúvas, com pretexto de fazerem longas rezas. Estes receberão uma sentença mais severa».
Jesus sentou-Se em frente da arca do tesouro, a observar como a multidão deitava o dinheiro na caixa. Muitos ricos deitavam quantias avultadas. Veio uma pobre viúva e deitou duas pequenas moedas, isto é, um quadrante.
Jesus chamou os discípulos e disse-lhes: «Em verdade vos digo: Esta pobre viúva deitou na caixa mais do que todos os outros. Eles deitaram do que lhes sobrava, mas ela, na sua pobreza, ofereceu tudo o que tinha, tudo o que possuía para viver».

2015-10-31

Diálogo com o Evangelho




Diálogo com o Evangelho do Domingo, 1 de Novembro, pelo Frei Eugénio, no programa de rádio "Raízes de Cá".

A vida questiona o Evangelho de Domingo, 1 de Novembro, dia de Todos os Santos

Mt. 5,1-12a.
Naquele tempo, ao ver as multidões, Jesus subiu ao monte e sentou-Se. Rodearam-n’O os discípulos
e Ele começou a ensiná-los, dizendo:
«Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o reino dos Céus.
Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados.
Bem-aventurados os humildes, porque possuirão a terra.
Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados.
Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia.
Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus.
Bem-aventurados os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus.
Bem-aventurados os que sofrem perseguição por amor da justiça, porque deles é o reino dos Céus.
Bem-aventurados sereis, quando, por minha causa, vos insultarem, vos perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós.
Alegrai-vos e exultai, porque é grande nos Céus a vossa recompensa».

2015-10-25

2015-10-24

A vida questiona o Evangelho de Domingo, 25 de Outubro

 El Greco, 1570

Mt. 10, 46-52

Naquele tempo, quando Jesus ia a sair de Jericó com os discípulos e uma grande multidão, estava um cego, chamado Bartimeu, filho de Timeu, a pedir esmola à beira do caminho. Ao ouvir dizer que era Jesus de Nazaré que passava, começou a gritar: "Jesus, Filho de David, tem piedade de mim". Muitos repreendiam-no para que se calasse. Mas ele gritava cada vez mais: "Filho de David, tem piedade de mim". Jesus parou e disse: "Chamai-o". Chamaram então o cego e disseram-lhe: "Coragem! Levanta-te, que Ele está a chamar-te". O cego atirou fora a capa, deu um salto e foi ter com Jesus. Jesus perguntou-lhe: "Que queres que Eu te faça?" O cego respondeu-Lhe: "Mestre, que eu veja". Jesus disse-lhe: "Vai: a tua fé te salvou". Logo ele recuperou a vista e seguiu Jesus pelo caminho. 

2015-10-17

Diálogo com o Evangelho



Diálogo com o Evangelho do Domingo, 18 de Outubro, pelo Frei Eugénio, no programa de rádio "Raízes de Cá".

A vida questiona o Evangelho de Domingo, 18 de outubro

Mc. 10,35-45.
Naquele tempo, Tiago e João, filhos de Zebedeu, aproximaram-se de Jesus e disseram-Lhe: «Mestre, nós queremos que nos faças o que Te vamos pedir».
Jesus respondeu-lhes: «Que quereis que vos faça?».
Eles responderam: «Concede-nos que, na tua glória, nos sentemos um à tua direita e outro à tua esquerda».
Disse-lhes Jesus: «Não sabeis o que pedis. Podeis beber o cálice que Eu vou beber e receber o batismo com que Eu vou ser batizado?».
Eles responderam-Lhe: «Podemos». Então Jesus disse-lhes: «Bebereis o cálice que Eu vou beber e sereis batizados com o batismo com que Eu vou ser batizado. Mas sentar-se à minha direita ou à minha esquerda não Me pertence a Mim concedê-lo; é para aqueles a quem está reservado». Os outros dez, ouvindo isto, começaram a indignar-se contra Tiago e João.
Jesus chamou-os e disse-lhes: «Sabeis que os que são considerados como chefes das nações exercem domínio sobre elas, e os grandes fazem sentir sobre elas o seu poder. Não deve ser assim entre vós: quem entre vós quiser tornar-se grande, será vosso servo, e quem quiser entre vós ser o primeiro, será escravo de todos; porque o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a vida pela redenção de todos».

2015-10-11

Diálogo com o Evangelho


Diálogo com o Evangelho do Domingo, 11 de Outubro, pelo Frei Eugénio, no programa de rádio "Raízes de Cá".

A vida questiona o Evangelho de Domingo, 11 de outubro

Mc. 10,17-30.
Naquele tempo, ia Jesus pôr-Se a caminho, quando um homem se aproximou correndo, ajoelhou diante d’Ele e perguntou-Lhe: «Bom Mestre, que hei-de fazer para alcançar a vida eterna?».
Jesus respondeu: «Porque Me chamas bom? Ninguém é bom senão Deus. Tu sabes os mandamentos: ‘Não mates; não cometas adultério; não roubes; não levantes falso testemunho; não cometas fraudes; honra pai e mãe’».
O homem disse a Jesus: «Mestre, tudo isso tenho eu cumprido desde a juventude».
Jesus olhou para ele com simpatia e respondeu: «Falta-te uma coisa: vai vender o que tens, dá o dinheiro aos pobres e terás um tesouro no Céu. Depois, vem e segue-Me».
Ouvindo estas palavras, anuviou-se-lhe o semblante e retirou-se pesaroso, porque era muito rico.
Então Jesus, olhando à sua volta, disse aos discípulos: «Como será difícil para os que têm riquezas entrar no reino de Deus!».
Os discípulos ficaram admirados com estas palavras. Mas Jesus afirmou-lhes de novo: «Meus filhos, como é difícil entrar no reino de Deus! É mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que um rico entrar no reino de Deus». Eles admiraram-se ainda mais e diziam uns aos outros: «Quem pode então salvar-se?».
Fitando neles os olhos, Jesus respondeu: «Aos homens é impossível, mas não a Deus, porque a Deus tudo é possível».
Pedro começou a dizer-Lhe: «Vê como nós deixámos tudo para Te seguir».
Jesus respondeu: «Em verdade vos digo: Todo aquele que tiver deixado casa, irmãos, irmãs, mãe, pai, filhos ou terras, por minha causa e por causa do Evangelho, receberá cem vezes mais, já neste mundo, em casas, irmãos, irmãs, mães, filhos e terras, juntamente com perseguições, e, no mundo futuro, a vida eterna».

2015-10-05

No ano em que se comemoram os 100 anos do genocídio arménio (Metz Yeghern, o grande mal) deixo o link para uma reportagem da BBC onde se poderão ouvir alguns dos últimos descendentes. Ouvir, nessa reportagem, a negação da historiografia turca oficial e a negação do poder turco actual é chocante.
Quem quiser (adverte-se que as imagens são chocantes) pode ver imagens (fotos contemporâneas tiradas às ocultas das autoridades otomanas) no Armenian National Institute.
Fique também aqui um relato de uma testemunha contemporânea, um professor alemão em Alepo:

“Tinham-me dito que havia um grande número de pessoas esfomeadas em vários bairros de Alepo, os miseráveis vestígios do que se chamava "as colunas da deportação"... Para ver se a opinião que tinha formado a partir desta informação tinha fundamento, visitei todos as partes da cidade em que os Arménios — o que restava das colunas de deportados — se encontravam. Em caravanserais [khans] já reduzidos, encontrei pilhas de corpos em putrefacção, e entre eles, pessoas ainda vivas quase a exalarem o seu último suspiro. Noutros lugares encontrei pilhas de pessoas doentes e esfomeadas abandondas à sua sorte. À volta da escola havia quatro desses khans, com setecentos a oitocentos deportados a morrerem de fome... Em frente à nossa escola, em um destes khans, havia restos de uma das colunas de deportados, cerca de quatrocentas destas criaturas macilentas, entre elas algumas cem crianças com idades entre os cinco e os sete anos. A maioria sofria de tifo e disenteria. Entrando no átrio, tem-se a impressão de que se entrou em uma casa de loucos. Se se lhes dá comida, parece que eles já não sabem como a comer. Os seus estômagos, enfraquecidos por meses de fome, já não conseguem suportar a comida. Se se lhes dá pão, põe-no de lado, indiferentes; estão ali deitados, sem se mexerem, à espera da morte... E que acontecerá aos infelizes, agora já só mulheres e crianças, que estão a ser capturados por toda a cidade e arredores e levados para o deserto aos milhares? São empurrados de lugar para lugar até os milhares ficarem reduzidos a centenas, as centenas a um pequeno grupo, e o pequeno grupo ainda assim é levado para outro lugar, até que nada reste dele. Com isso é alcançado o objectivo da viagem.” (Carta de Martin Niepage, alemão, professor na Deutsche Realschule de Alepo, Setembro de 1915, The horrors of Aleppo seen by a German eyewitness)

2015-10-03