2009-08-29

A vida questiona o Evangelho de Domingo, 30 de Agosto

Mc. 7,1-8.14-15.21-23.
Os fariseus e alguns doutores da Lei vindos de Jerusalém reuniram-se à volta de Jesus, e viram que vários dos seus discípulos comiam pão com as mãos impuras, isto é, por lavar.
É que os fariseus e todos os judeus em geral não comem sem ter lavado e esfregado bem as mãos, conforme a tradição dos antigos; ao voltar da praça pública, não comem sem se lavar; e há muitos outros costumes que seguem, por tradição: lavagem das taças, dos jarros e das vasilhas de cobre.
Perguntaram-lhe, pois, os fariseus e doutores da Lei: «Porque é que os teus discípulos não obedecem à tradição dos antigos e tomam alimento com as mãos impuras?»
Respondeu: «Bem profetizou Isaías a vosso respeito, hipócritas, quando escreveu: Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim. Vazio é o culto que me prestam e as doutrinas que ensinam não passam de preceitos humanos. Descurais o mandamento de Deus, para vos prenderdes à tradição dos homens.»
Chamando de novo a multidão, dizia: «Ouvi-me todos e procurai entender. Nada há fora do homem que, entrando nele, o possa tornar impuro. Mas o que sai do homem, isso é que o torna impuro. Porque é do interior do coração dos homens que saem os maus pensamentos, as prostituições, roubos, assassínios, adultérios, ambições, perversidade, má fé, devassidão, inveja, maledicência, orgulho, desvarios. Todas estas maldades saem de dentro e tornam o homem impuro.»

2009-08-22

A vida questiona o Evangelho de Domingo, 23 de Agosto

Jo. 6,60-69.
Depois de o ouvirem, muitos dos seus discípulos disseram: «Que palavras insuportáveis! Quem pode entender isto?»
Mas Jesus, sabendo no seu íntimo que os seus discípulos murmuravam a respeito disto, disse-lhes: «Isto escandaliza-vos? E se virdes o Filho do Homem subir para onde estava antes? É o Espírito quem dá a vida; a carne não serve de nada: as palavras que vos disse são espírito e são vida. Mas há alguns de vós que não crêem.» De facto, Jesus sabia, desde o princípio, quem eram os que não criam e também quem era aquele que o havia de entregar.
E dizia: «Por isso é que Eu vos declarei que ninguém pode vir a mim, se isso não lhe for concedido pelo Pai.»
A partir daí, muitos dos seus discípulos voltaram para trás e já não andavam com Ele. Então, Jesus disse aos Doze: «Também vós quereis ir embora?»
Respondeu-lhe Simão Pedro: «A quem iremos nós, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna! Por isso nós cremos e sabemos que Tu é que és o Santo de Deus.»

2009-08-18

Encounter Point

Este filme é uma luz de esperança.
E é um testemunho daqueles que lutam pela PAZ, num contexto tão difícil.
Esta é a história deste filme.



2009-08-16

Quem comer deste pão viverá eternamente

A vida questiona o Evangelho de Domingo, 16 de Agosto

Jo. 6,51-58.
Eu sou o pão vivo, o que desceu do Céu: se alguém comer deste pão, viverá eternamente; e o pão que Eu hei-de dar é a minha carne, pela vida do mundo.»
Então, os judeus, exaltados, puseram-se a discutir entre si, dizendo: «Como pode Ele dar-nos a sua carne a comer?!»
Disse-lhes Jesus: «Em verdade, em verdade vos digo: se não comerdes mesmo a carne do Filho do Homem e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós.
Quem realmente come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna e Eu hei-de ressuscitá-lo no último dia, porque a minha carne é uma verdadeira comida e o meu sangue, uma verdadeira bebida. Quem realmente come a minha carne e bebe o meu sangue fica a morar em mim e Eu nele. Assim como o Pai que me enviou vive e Eu vivo pelo Pai, também quem de verdade me come viverá por mim. Este é o pão que desceu do Céu; não é como aquele que os antepassados comeram, pois eles morreram; quem come mesmo deste pão viverá eternamente.»

2009-08-14

Assunção de Maria (15 de Agosto)

A propósito da Festa da Assunção de Maria aqui fica este video.
Vale muito a pena ver.
Apresenta em poucos minutos como é que Maria se tornou tão importante para os primeiros cristãos.
Para ver mais vá por aqui.



2009-08-08

A Vida Questiona o Evangelho de Domingo, 9 de Agosto

Jo. 6,41-51.
Os judeus puseram-se, então, a murmurar contra Ele por ter dito: 'Eu sou o pão que desceu do Céu'; e diziam: «Não é Ele Jesus, o filho de José, de quem nós conhecemos o pai e a mãe? Como se atreve a dizer agora: 'Eu desci do Céu'?»
Jesus disse-lhes, em resposta:
«Não murmureis entre vós. Ninguém pode vir a mim, se o Pai que me enviou o não atrair; e Eu hei-de ressuscitá-lo no último dia. Está escrito nos profetas: E todos serão ensinados por Deus. Todo aquele que escutou o ensinamento que vem do Pai e o entendeu vem a mim. Não é que alguém tenha visto o Pai, a não ser aquele que tem a sua origem em Deus: esse é que viu o Pai.
Em verdade, em verdade vos digo: aquele que crê tem a vida eterna. Eu sou o pão da vida. Os vossos pais comeram o maná no deserto, mas morreram. Este é o pão que desce do Céu; se alguém comer dele, não morrerá. Eu sou o pão vivo, o que desceu do Céu: se alguém comer deste pão, viverá eternamente; e o pão que Eu hei-de dar é a minha carne, pela vida do mundo.»

PS - Para uma exêgese de todo este capítulo 6 do Evangelho de João sugiro a leitura deste texto. É uma valiosa visita guiada por este capítulo todo, que nos mostra a sua profundidade e riqueza.


Domingos de Gusmão


Hoje é a festa de S. Domingos.
Aqui pode ler-se um breve resumo da vida de Domingos de Gusmão, fundador da Ordem dos Pregadores (Dominicanos).
Nasceu em Calaruega, em Castela, em 24 de Junho de 1170.
Faleceu em Bolonha, em 6 de Agosto de 1221.
Fundou a Ordem das Monjas Dominicanas (1207), em Prouille, e dos Dominicanos (1215), em Toulouse. A sua vocação era evangelizar.

2009-07-31

A Vida Questiona o Evangelho de Domingo, 2 de Agosto

Jo. 6,24-35.
Quando viu que nem Jesus nem os seus discípulos estavam ali, a multidão subiu para os barcos e foi para Cafarnaúm à procura de Jesus.
Ao encontrá-lo no outro lado do lago, perguntaram-lhe: «Rabi, quando chegaste cá?»
Jesus respondeu-lhes: «Em verdade, em verdade vos digo: vós procurais-me, não por terdes visto sinais miraculosos, mas porque comestes dos pães e vos saciastes. Trabalhai, não pelo alimento que desaparece, mas pelo alimento que perdura e dá a vida eterna, e que o Filho do Homem vos dará; pois a este é que Deus, o Pai, confirma com o seu selo
Disseram-lhe, então: «Que havemos nós de fazer para realizar as obras de Deus?»
Jesus respondeu-lhes: «A obra de Deus é esta: crer naquele que Ele enviou.»
Eles replicaram: «Que sinal realizas Tu, então, para nós vermos e crermos em ti? Que obra realizas Tu? Os nossos pais comeram o maná no deserto, conforme está escrito: Ele deu-lhes a comer o pão vindo do Céu.»
E Jesus respondeu-lhes: «Em verdade, em verdade vos digo: Não foi Moisés que vos deu o pão do Céu, mas é o meu Pai quem vos dá o verdadeiro pão do Céu, pois o pão de Deus é aquele que desce do Céu e dá a vida ao mundo.»
Disseram-lhe então: «Senhor, dá-nos sempre desse pão
Respondeu-lhes Jesus: «Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim não mais terá fome e quem crê em mim jamais terá sede.»

2009-07-29

Henri Didon: um dominicano na génese dos Jogos Olímpicos

Pelo Tribo de Jacob tive conhecimento deste dominicano, cuja vida vale a pena conhecer.

Henri Didon (1840-1900), dominicano, foi discípulo de Lacordaire, escreveu um best-seller sobre Jesus Cristo e foi director de um colégio onde o desporto fazia parte da pedagogia (antes disso estivera retirado na Córsega devido a afirmações tidas como modernistas principalmente na questão do divórcio).

Pierre de Coubertin, seu amigo, procurou através dele que as escolas religiosas incluíssem actividades desportivas nos seus currículos e aceitassem competir com escolas laicas.

Parece que foi no dia 7 de Março de 1891 que o Padre Didon mandou bordar na bandeira do colégio o lema “Citius, Altius, Fortius" (“Mais rápido, mais alto, mais forte”).

Em 1894, no primeiro congresso olímpico, a frase é adoptada como lema. Didon está nas primeiras olimpíadas da era moderna, em Atenas, 1896.

Aqui fica o seu discurso proferido no Congresso Olímpico do Havre, em 1897.

E este pequeno mas curioso video:


2009-07-27

Campo de Fé e Descoberta



"Instalação" construída no Campo: as nossas gaiolas.



Domingo, no Campo da FAVA, celebração e convívio dos animados e animadores com Pais, Avós, Tios e Amigos.









2009-07-24

A Vida questiona o Evangelho

Jo 6,1-15.
Depois disto, Jesus foi para a outra margem do lago da Galileia, ou de Tiberíades.
Seguia-o uma grande multidão, porque presenciavam os sinais miraculosos que realizava em favor dos doentes.
Jesus subiu ao monte e sentou-se ali com os seus discípulos.
Estava a aproximar-se a Páscoa, a festa dos judeus.
Erguendo o olhar e reparando que uma grande multidão viera ter com Ele, Jesus disse então a Filipe: «Onde havemos de comprar pão para esta gente comer?»
Dizia isto para o pôr à prova, pois Ele bem sabia o que ia fazer. Filipe respondeu-lhe:
«Duzentos denários de pão não chegam para cada um comer um bocadinho.»
Disse-lhe um dos seus discípulos, André, irmão de Simão Pedro:
«Há aqui um rapazito que tem cinco pães de cevada e dois peixes. Mas que é isso para tanta gente?»
Jesus disse: «Fazei sentar as pessoas.» Ora, havia muita erva no local. Os homens sentaram-se, pois, em número de uns cinco mil.
Então, Jesus tomou os pães e, tendo dado graças, distribuiu-os pelos que estavam sentados, tal como os peixes, e eles comeram quanto quiseram.
Quando se saciaram, disse aos seus discípulos: «Recolhei os pedaços que sobraram, para que nada se perca».
Recolheram-nos, então, e encheram doze cestos de pedaços dos cinco pães de cevada que sobejaram aos que tinham estado a comer.
Aquela gente, ao ver o sinal milagroso que Jesus tinha feito, dizia: «Este é realmente o Profeta que devia vir ao mundo!»
Por isso, Jesus, sabendo que viriam arrebatá-lo para o fazerem rei, retirou-se de novo, sozinho, para o monte.

2009-07-21

Campo de Fé e Descoberta


Começa hoje mais um Campo de Fé e Descoberta da FAVA.

Serão 10 dias para aprender a viver dia a dia com Fé, Alegria, Verdade e Amizade.

E todos nós estaremos em comunhão na oração e na festa de Domingo.

Bom Campo para animados e animadores!





2009-07-18

A Vida questiona o Evangelho

Mc 6,30-34.
Os Apóstolos reuniram-se a Jesus e contaram-lhe tudo o que tinham feito e ensinado. Disse-lhes, então: «Vinde, retiremo-nos para um lugar deserto e descansai um pouco.» Porque eram tantos os que iam e vinham, que nem tinham tempo para comer.
Foram, pois, no barco, para um lugar isolado, sem mais ninguém.
Ao vê-los afastar, muitos perceberam para onde iam; e de todas as cidades acorreram, a pé, àquele lugar, e chegaram primeiro que eles.
Ao desembarcar, Jesus viu uma grande multidão e teve compaixão deles, porque eram como ove-lhas sem pastor. Começou, então, a ensinar-lhes muitas coisas.

2009-07-15

João XXIII: A Justiça vem antes da Caridade

É sempre uma fonte de inspiração, a vida de João XXIII.

Gostei de ler esta história, retirada do livro “Homens em tempos sombrios”, de Hannah Arendt (ed. Relógio d’Água) - via Tribo de Jacob.

2009-07-11

A Vida questiona o Evangelho

Mc.6,7-13
Chamou os Doze, começou a enviá-los dois a dois e deu-lhes poder sobre os espíritos malignos. Ordenou-lhes que nada levassem para o caminho, a não ser um cajado: nem pão, nem alforge, nem dinheiro no cinto; que fossem calçados com sandálias e não levassem duas túnicas.
E disse-lhes também: «Em qualquer casa em que entrardes, ficai nela até partirdes dali. E se não fordes recebidos numa localidade, se os seus habitantes não vos ouvirem, ao sair de lá, sacudi o pó dos vossos pés, em testemunho contra eles.»
Eles partiram e pregavam o arrependimento, expulsavam numerosos demónios, ungiam com óleo muitos doentes e curavam-nos.

Festa de São Bento, padroeiro da Europa

Encompassing the Globe

"Encompassing the Globe" (Abraçando o Globo: Portugal e o Mundo nos séculos XVI e XVII) é uma exposição sobre os Descobrimentos Portugueses que vai ser inaugurada no próximo dia 15 de Julho, no Museu de Arte Antiga, em Lisboa.

Esta exposição foi organizada pelos americanos do Smithsonian Institution, de Washington, onde esteve inicialmente patente (em 2007) e seguiu depois para Bruxelas.

Agora temos o privilégio de a poder ver em Portugal.


É uma exposição que não se pode perder.

Aqui fica esta apresentação que vale a pena ver (da Câmara Clara).

Em WASHINGTON, foi assim introduzida:
“A little-known fact: A version of the Internet was invented in Portugal 500 years ago by a bunch of sailors with names like Pedro, Vasco and Bartolomeu. The technology was crude. Links were unstable. Response time was glacial. (A message sent on their network might take a year to land.)”

2009-07-08

Chicken a la Carte

Recebi este diaporama que é uma pequena maravilha de simplicidade e para mim muito comovente.
frei Eugénio

2009-07-04

A Vida questiona o Evangelho

Mc. 6,1-6.
E partiu dali. Foi para a sua terra, e os discípulos seguiam-no.
Chegado o sábado, começou a ensinar na sinagoga. Os numerosos ouvintes enchiam-se de espanto e diziam: «De onde é que isto lhe vem e que sabedoria é esta que lhe foi dada? Como se operam tão grandes milagres por suas mãos? Não é Ele o carpinteiro, o filho de Maria e irmão de Tiago, de José, de Judas e de Simão? E as suas irmãs não estão aqui entre nós?» E isto parecia-lhes escandaloso.
Jesus disse-lhes: «Um profeta só é desprezado na sua pátria, entre os seus parentes e em sua casa.»
E não pôde fazer ali milagre algum. Apenas curou alguns enfermos, impondo-lhes as mãos.
Estava admirado com a falta de fé daquela gente. Jesus percorria as aldeias vizinhas a ensinar.

2009-07-02

Padres para a frente


Após o ano de S. Paulo, teve início no dia 19 de Junho o Ano Sacerdotal (que terminará com um Congresso Internacional em Roma, de 9 a 11 de Junho de 2010).

A este propósito aqui fica um resumo do artigo «Priests to the fore», publicado no Tablet (e que o António traduziu e resumiu para o Regador):

Desde o Concílio Vaticano II a Igreja Católica tem lutado com o verdadeiro significado do sacerdócio comum do Povo de Deus baseado no Batismo e a relação entre o clero e o povo. A abertura do Ano para Padres, que começa na próxima semana, não tenciona minar o lugar do laicado, mas é o reconhecimento que, especialmente nos países desenvolvidos do Ocidente, o sacerdócio ordenado está rodeado de problemas.
O escândalo sexual do clero fez muitas vítimas, mas raramente se reconhece que houve padres entre eles. Muitos bons padres sentiram-se envergonhados e traídos na sua vocação pelas vis acções de uns poucos. Isso afectou mesmo a sua linguagem corporal, a sua capacidade para andar pelas ruas com confiança e olhar o mundo nos olhos.

Os padres vieram a sentir insegurança quanto ao seu papel. Muitos leigos serão tão cultos como eles, e têm um conhecimento prático de teologia que quase não existia há 50 anos. O laicado em muitas paróquias tomou um compromisso activo para a justiça e a paz e assumiu funções de liderança. O declínio na prática confessional transferiu a ênfase pastoral para situações menos formais - uma mudança que muitos padres acolheram sem terem a certeza de a usarem bem. Serão eles leigos com cabeção, cuja função é fazer o bem na sopa dos pobres local? Serão eles revolucionários sociais, tirando o povo da escravidão política? Ou há para eles um papel mais monástico e ascético como fontes de sabedoria espiritual? Não há um modelo único; no entanto o lugar central dos padres na vida eucarística da Igreja é comum a todos eles. Não surpreende que os novos padres dominem esta incerteza regressando a uma versão mais conservadora do seu papel, pelo menos no vestuário, modos e liturgia.
Para muitos padres o lado pastoral é o que primeiro os conduziu para a sua vocação: o desejo de ajudar as pessoas, trazendo-lhes a verdade do amor de Deus. O ensino é parte crucial disso, por palavras e actos, para mostrar pelo exemplo de um que o caminho para a santidade está aberto a todos. Os bons padres concentram-se no que só eles podem fazer e para o que são mais apreciados. O Ano dos Padres é uma oportunidade para renovar a estima e respeito que lhes são devidos pelos seus anos de formação ao serviço dos outros, pelos consequentes sacrifícios e pela autoridade que receberam da Igreja para actuar na vez de Deus – tanto no altar como na sopa dos pobres.

2009-06-27

quem me TOCOU ?


A Vida questiona o Evangelho no 13º Domingo do Tempo Comum - Ano B

Mc. 5,21-43.
Depois de Jesus ter atravessado, no barco, para a outra margem, reuniu-se uma grande multidão junto dele, que continuava à beira-mar.
Chegou, então, um dos chefes da sinagoga, de nome Jairo, e, ao vê-lo, prostrou-se a seus pés e suplicou instantemente: «A minha filha está a morrer; vem impor-lhe as mãos para que se salve e viva Jesus partiu com ele, seguido por numerosa multidão, que o apertava.
Certa mulher, vítima de um fluxo de sangue havia doze anos, que sofrera muito nas mãos de muitos médicos e gastara todos os seus bens sem encontrar nenhum alívio, antes piorava cada vez mais, tendo ouvido falar de Jesus, veio por entre a multidão e tocou-lhe, por detrás, nas vestes, pois dizia:
«Se ao menos tocar nem que seja as suas vestes, ficarei curada
De facto, no mesmo instante se estancou o fluxo de sangue, e sentiu no corpo que estava curada do seu mal. Imediatamente Jesus, sentindo que saíra dele uma força, voltou-se para a multidão e perguntou:
«Quem tocou as minhas vestes?»
Os discípulos responderam: «Vês que a multidão te comprime de todos os lados, e ainda perguntas: 'Quem me tocou?’»
Mas Ele continuava a olhar em volta, para ver aquela que tinha feito isso.
Então, a mulher, cheia de medo e a tremer, sabendo o que lhe tinha acontecido, foi prostrar-se diante dele e disse toda a verdade. Disse-lhe Ele:
«Filha, a tua salvou-te; vai em paz e sê curada do teu mal.»
Ainda Ele estava a falar, quando, da casa do chefe da sinagoga, vieram dizer:
«A tua filha morreu; de que serve agora incomodares o Mestre?» Mas Jesus, que surpreendera as palavras proferidas, disse ao chefe da sinagoga:
«Não tenhas receio; crê somente
E não deixou que ninguém o acompanhasse, a não ser Pedro, Tiago e João, irmão de Tiago. Ao chegar a casa do chefe da sinagoga, encontrou grande alvoroço e gente a chorar e a gritar. Entrando, disse-lhes:
«Porquê todo este alarido e tantas lamentações? A menina não morreu, está a dormir.»
Mas faziam troça dele. Jesus pôs fora aquela gente e, levando consigo apenas o pai, a mãe da menina e os que vinham com Ele, entrou onde ela jazia. Tomando-lhe a mão, disse:
«Talitha qûm!», isto é, «Menina, sou Eu que te digo: levanta-te!»
E logo a menina se ergueu e começou a andar, pois tinha doze anos. Todos ficaram assombrados. Recomendou-lhes vivamente que ninguém soubesse do sucedido e mandou dar de comer à menina.

2009-06-24

PEREGRINO EM JERUSALÉM - fotos

Maquete (com 400 m2) de Jerusalem no ano 66 da nossa era, toda feita em calcário de Jerusalém por um artista local. Está no Museu de Israel.
Em primeiro plano vê-se o frei Chrisitan Eecckhout, nosso guia.




2009-06-23

PEREGRINO EM JERUSALÉM - 3

Saindo da Escola Bíblica entramos na cidade velha pela Porta de Damasco e seguimos o trajecto pelas estreitas ruas até ao Monte do Templo.

Este video ajuda a entrar no espírito deste local:


O chamado “Muro das Lamentações” é um muro que tem presentemente cerca de 60 metros e que fazia parte dos alicerces da esplanada do segundo Templo de Jerusalém, reconstruido no século I antes de Cristo, por Herodes o Grande.


Este templo foi destruido pelos Romanos no ano 70 da nossa era.
Esta parte do muro fica perto da parte do Templo chamado o Santo dos Santos e por isso considerado pelos judeus como o lugar mais santo para a sua oração. Está acessível 24 horas por dia aos crentes judeus e judias de todo o mundo (homens e mulheres rezam em locais separados) que aqui vêm rezar.

Na esplanada há centenas de livros de oração disponíveis (tipo Liturgia das Horas da tradição cristã) e também algumas arcas onde estão rolos da Bíblia Hebaica.
É uma tradição muito popular introduzir orações e pedidos nas fendas das pedras do muro.

O modo de rezar judeu balancando o corpo e os fatos pretos dos judeus ortodoxos a partir do século XIX, estão provavelmente na origem do nome dado ao muro. Também pode ter sido o costume dos judeus de virem aqui lamentar a destruição do Templo.

Frei Eugénio

2009-06-22

Peregrino em Jerusalém - Santuário do Livro

PEREGRINO EM JERUSALÉM - fotos

Os rolos encontrados e Roland de Vaux

Abertura triangular onde foram encontrados os rolos.

PEREGRINO EM JERUSALÉM - 2

Uma das visitas “obrigatórias” em Jerusalém é ao Museu de Israel onde se encontra o Santuário do Livro fundado em 1965 com o objectivo de peservar e de dar a conhecer os chamados Manuscritos do Mar Morto, também conhecidos como a Biblioteca de Qumrân.

Até 1947 os manuscritos mais antigos da Bíblia Hebraica (isto é, os textos primitivos da Bíblia) que se conheciam datavam a volta do ano mil da era cristã. Havia manuscritos mais antigos da Bíblia traduzida em grego e da Bíblia traduzida em latim, mas não da Bíblia em hebraico.

Em 1947, em várias grutas na zona de Qumrân, muito perto do Mar Morto, os beduínos descobriram centenas de rolos de manuscritos em hebraico, que foram datados cientificamente como sendo escritos entre o século III antes da era cristã até ao séc. I da era cristã. De entre esses manuscritos estavam numerosos rolos que continham a Bíblia completa em hebraico.

Esta descoberta foi importantíssima, pois tinham-se encontrado os manuscritos da Bíblia que passaram a ser de longe os mais antigos do mundo. Além disso, outros dessas centenas de manuscritos trouxeram muitas informações sobre o contexto histórico do judaísmo antigo no qual surgiu o cristianismo.

A Escola Bíblica de Jerusalém dos Dominicanos esteve intimamente ligada a esta descoberta e aos estudos que se seguiram, pois foi o padre dominicano Roland de Vaux (na foto a P&B) que foi encarregado de dirigir entre 1947 e1953 as pesquisas arqueológicas sobre as descobertas de Qumrân.

Nos laboratórios de arqueologia desta Escola, onde eu estou a passar estes dias de peregrinação, encontramos muitos testemunhos deste trabalho importantíssimo. Depois de ter admirado alguns dos rolos bíblicos expostos, pude ir em visita até junto da gruta n. 4 de Qumrân junto ao Mar Morto.

Frei Eugénio


2009-06-21

Vatican Fashion

Tendências da moda no Vaticano. Apreciem!


Novas tendências para 1930? Ou anos 50?




Esqueçam! Encontrei a resposta nesta fidedigna fonte. Podem acreditar são exactamente de Dezembro de 2008! Portanto as tendências para a veste cardinalícia deste Verão.



Agora imaginem o que um cardeal à cabeça do organismo da Igreja que tem a seu cargo pensar e orientar toda celebração da Igreja e a sua vida de oração (Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos) , que está tão orgulhoso da sua cauda, terá a dizer a esse enorme corpo de pessoas que crêem.

P.S. : O Cardeal chama-se Antonio Cañizares Llovera, e foi nomeado precisamente em Dezembro passado. Segundo o The Tablet, nem ele, nem o seu antecessor, nem o seu nº 2 designado esta semana (Augustine DiNoia) têm alguma formação específica em liturgia.