2010-09-09

Jerusalém, ano 5771



9 de Setembro é o primeiro dia do ano 5771 do calendário Judeu. Por isso de ontem para hoje foi a passagem de ano. Há festa por todo o lado e hoje e amanhã é feriado para os Judeus. Para os Muçulmanos hoje é o último dia do Ramadão, pelo que também amanhã é feriado para esta comunidade tão importante em Jerusalém.

Hoje foi um dia dedicado aos locais da Páscoa. Começamos pelo Jardim das Oliveiras, na parte oriental da cidade, para lá do vale do Cedrón. Lá celebra-se o ensino de Jesus, numa basílica dedicada ao Pai-Nosso (que lá está escrito em grande placards em mais de 150 línguas, incluindo 4 em Braile). A partir daí descemos a pé o íngreme monte das Oliveiras, fazendo o percurso que JC terá feito de burro ao entrar em Jerusalém vindo de Betânia, como se recorda no Domingo de Ramos. Quem estivesse na esplanada do Tempo haveria de facilmente se aperceber do que se passava deste lado do Cedrón (foto). A meio paramos na capela que celebra o momento em que JC chorou e na Igreja do Getsemeni (que quer dizer lugar do lagar de azeite).

Almoço na Maison d'Abraham à Jérusalem, onde fomos recebidos pelo Pde Mickel, irlandês, dos Padres Brancos. Trata-se de uma casa de acolhimento criada por vontade de Paulo VI, aquando da sua visita histórica a Jerusalém. Só que, a partir de 1967, os cristãos dos países vizinhos (da Síria, do Líbano, da Jordânia) deixaram de poder vir a Jerusalém. Falou-nos da enorme tensão que existe na cidade, em que cada metro quadrado pertence a uns e é reividicado por outros. Quando se pergunta o que podemos fazer para ajudar os cristãos da Terra Santa a resposta tem sido sempre a mesma: venham visitar-nos!
Do terraço da casa temos uma vista impressionante sobre Jerusalém.


Toda a tarde foi dedicada ao Santo Sepulcro. É um local enorme, repartido um múltiplos lugares, cada um da responsabilidade de uma Igreja diferente. Estão presente a Igreja Grega, a Igreja Latina (da responsabilidade dos Franciscanos), a Igreja Copta. Além disso há ainda locais dos cristãos arménios, sírios e da Étiopia.
Tem uma estética e um ambiente que não nos é muito familiar, com uma certa confusão, desarrumação e falta de luz. Mas é um símbolo da diversidade de expressões cristãs. E tem múltiplas influências dos diferentes períodos históricos pelos quais passou. É o local da celebração da ressurreição, pelo que não há evidências históricas de JC: Ele não está ali, ressuscitou! (Lc 24,6).

Sem comentários:

Publicar um comentário